Qual governo realmente foi bom para o POVO! Governo Lula ou Governo Bolsonaro? Vejam os prós e os contras!
Por: Eugênio Piedade — PORTAL EG NEWS
Análise detalhada, dados oficiais, programas governamentais e o debate de ideias sobre os rumos do país.
Política e Economia do Brasil na Atualidade: O Grande Debate sobre o Governo Lula
O cenário político e econômico brasileiro atual tem sido palco de intensas discussões. o Portal EG NEWS colocou em xeque uma questão central: afinal, o terceiro mandato do governo Lula foi positivo ou negativo para a economia do país?
A discussão expõe duas visões radicalmente opostas — que analisam desde os dados sociais e as conquistas de curto prazo até a sustentabilidade fiscal, o endividamento público e o impacto das reformas estruturais.
INTRODUÇÃO E CONTEXTO
O plano de governo apresentado na campanha presidencial delineou metas específicas e promessas estruturantes para a economia. Passados quase quatro anos de mandato, o balanço dos indicadores econômicos suscita debates intensos entre economistas, analistas de mercado e a opinião pública.
O ponto nº 1 do plano de governo prometia resgatar a esperança do país enfrentando cinco gargalos centrais: fome, desemprego, inflação, endividamento e desalento das famílias.
DETALHAMENTO MINUCIOSO DAS AÇÕES E INDICADORES GOVERNAMENTAIS
Abaixo estão listadas, em detalhes, as ações executadas e os indicadores numéricos apurados durante o período do governo:
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Controle da Inflação (IPCA):
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Histórico: Em dezembro de 2022, a inflação acumulada em 12 meses era de 5,79%.
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Trajetória: Fechou 2023 em 4,62%, 2024 em 4,83% e 2025 em 4,26% (menor marca anual desde 2018).
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Saldo Mandato: Inflação acumulada projetada em ~19,7%, configurando o menor índice acumulado em um mandato presidencial desde a criação do Plano Real (em comparação com FHC 1: 43%, FHC 2: 40%, Lula 1: 28%, Dilma 1: 27%, Bolsonaro: 27% e Lula 2: 22%).
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Emprego e Mercado de Trabalho:
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Queda do Desemprego: A taxa de desocupação caiu de 7,9% (fim de 2022) para 5,1% em dezembro de 2025, atingindo a mínima histórica da série do IBGE iniciada em 2012, mantendo-se em 5,3% em meados de 2026.
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Geração de Emprego Formal: Criação líquida de 5,37 milhões de vagas com carteira assinada.
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Recordes Históricos: População ocupada atingiu 103,3 milhões de pessoas e empregados formais no setor privado somaram 39,4 milhões.
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Informalidade: Redução da taxa de informalidade de 39,0% para 37,5%.
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Renda e Salário Mínimo: A renda média real do trabalhador saltou de R$ 3.032 (2022) para R$ 3.560 (2025) — ganho real de 17,4%. O salário mínimo teve aumento real do poder de compra de 15% acima da inflação, saindo de R$ 1.212 para R$ 1.621.
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Combate à Fome e Insegurança Alimentar:
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Mapa da Fome (ONU/FAO): O Brasil retornou ao Mapa da Fome no relatório de 2022 (prevalência de subalimentação acima de 2,5%).
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Saída do Mapa: Em julho de 2025, a prevalência caiu para 2,4%, retirando o país do Mapa da Fome, marca mantida em 2026.
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IBGE: Mais de 2 milhões de lares deixaram a insegurança alimentar grave em um único ano.
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Combate ao Desalento e Subutilização:
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Subutilização da Força de Trabalho: A taxa que engloba desempregados, subocupados e desalentados despencou de 20,8% (2022) para 14,5% (2025) e atingiu 13,0% nos dados de 2026.
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Política Social e Redução da Pobreza:
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Aumento da Proteção Social: Fortalecimento dos repasses do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
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Redução da Pobreza: A pobreza caiu de 31,6% da população para 23,1%, representando a saída de 17,6 milhões de brasileiros da linha da pobreza. A extrema pobreza manteve-se contida em 3,5%.
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PIB per Capita: Crescimento acumulado de 7,92% no PIB per capita entre 2023 e 2025.
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Setor Externo e Comércio Internacional:
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Superávit Comercial: Acúmulo de US$ 241 bilhões de saldo comercial em 3 anos (superando os US$ 220 bilhões acumulados em 4 anos do mandato anterior). O ano de 2023 registrou o recorde histórico de quase US$ 100 bilhões.
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Taxa de Câmbio: O dólar recuou de R$ 5,21 (final de 2022) para cerca de R$ 5,15.
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Reforma Tributária (Aprovação do IVA):
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Unificação dos tributos PIS, Cofins, IPI, ISS e ICMS na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS - Federal) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS - Subnacional).
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PROGRAMAS E PROPOSTAS: ANÁLISE MINUCIOSA DOS PRÓS E CONTRAS
| Programas / Propostas | Lado Bom (Prós) | Lado Ruim (Contras) |
| Programa Desenrola Brasil (Renegociação de Dívidas) |
• Renegociou mais de R$ 53 bilhões em dívidas e retirou milhões de CPFs da restrição imediata de crédito. • Permitiu a retomada momentânea da capacidade de consumo de famílias endividadas. |
• Não estancou o problema estrutural do endividamento. • O total de inadimplentes subiu de 66 milhões para 83,9 milhões de brasileiros (+27%), atingindo recorde histórico. • Riscos de risco moral (moral hazard), estimulando novos endividamentos descontrolados. |
| Expansionismo Fiscal (PEC da Transição / Gastos) |
• Injeção direta de recursos via Bolsa Família e BPC, impedindo que a extrema pobreza subisse para 10%. • Estímulo ao consumo de bens essenciais e redução da fome. |
• Aumento do déficit público: acúmulo de mais de R$ 340 bilhões em déficits primários após um superávit de R$ 50 bilhões em 2022. • Elevação da dívida bruta de 71,6% para 82,5% do PIB. • Carga tributária sobre o PIB subiu de 31,2% para 32,4%. |
| Manutenção da Taxa Selic e Política Monetária |
• Manteve a inflação sob controle dentro do centro/teto da meta. • Evitou a desvalorização cambial descontrolada em um cenário global desfavorável. |
• Selic mantida em 13,75% ao ano gerou o maior juro real do mundo (8,45% ao ano). • Encurralou investimentos produtivos: 2.466 empresas entraram em recuperação judicial em 2025 (recorde Serasa). • Apenas 1 IPO realizado no mandato e fuga de 40 empresas brasileiras para o Paraguai. |
| Reforma Tributária (Unificação via IVA) |
• Fim da burocracia do "manicômio tributário", desonerando a cadeia da indústria de transformação. • Estimula produtos de maior valor agregado, combatendo a desindustrialização. |
• Alíquota padrão estimada em quase 28% (uma das maiores do mundo) devido a isenções e regimes especiais concedidos via lobby. • O setor de serviços (60% do PIB) arcará com o maior aumento de carga. • Custo duplo de transição para contadores e microempresas. |
O DEBATE: DUAS VISÕES EM CONFRONTO DIRETO
Para entender se a política econômica entregou resultados sólidos ou apenas acumulou vulnerabilidades para o futuro, simulamos um confronto técnico entre a Visão Social/Desenvolvimentista (Em defesa das ações) e a Visão Liberal/Fiscalista (Contraponto crítico).
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│ PAINEL DE DEBATE │
├───────────────────────────────┬─────────────────────────────────────────┤
│ DEFESA DO GOVERNO │ CONTRAPONTO CRÍTICO │
│ (Foco Social e Consumo) │ (Foco Fiscal e Produtividade) │
└───────────────────────────────┴─────────────────────────────────────────┘
Bloco 1: Inflação, Desemprego e Custo de Vida
[DEFESA GOVERNAMENTAL]:
"Os números do IBGE são incontestáveis. Entregamos a menor inflação acumulada de um mandato desde o Plano Real (~19,7%). Ao mesmo tempo, reduzimos o desemprego para a mínima histórica de 5,1%, gerando mais de 5,3 milhões de empregos formais com carteira assinada e elevando a renda média real do trabalhador em 17,4%. Retiramos o Brasil do Mapa da Fome da ONU e reduzimos a pobreza para 23,1%. Como contestar esses resultados sociais?"
[CONTRAPONTO CRÍTICO]:
"Esses dados mostram apenas a foto do momento, mas omitem como o filme foi gravado. É como alguém que pega R$ 100 mil no cheque especial e faz festa: no primeiro ano parece rico, mas no ano seguinte a conta chega. A redução do desemprego e o ganho de renda foram bancados por uma injeção desmedida de dinheiro público e aumento de gastos que não se sustentam sem gerar inflação futura. Além disso, o endividamento das famílias explodiu: são 83,9 milhões de inadimplentes hoje. O Desenrola foi um paliativo que falhou em conter o superendividamento."
Bloco 2: Responsabilidade Fiscal, Juros e Dívida Pública
[CONTRAPONTO CRÍTICO]:
"No item 64 do plano de governo, vocês prometeram reduzir o custo do capital. A realidade? A Selic está em 13,75%, o Brasil ostenta o maior juro real do planeta (8,45%) e a Dívida Bruta saltou de 71,6% para 82,5% do PIB. Trocamos um superávit de R$ 50 bilhões em 2022 por déficits acumulados de R$ 340 bilhões. A taxa de juros elevada é consequência direta da desconfiança do mercado na sua gastança fiscal, o que sufocou as empresas: 2.466 falências/recuperações judiciais só em 2025 e fuga de fábricas para o Paraguai."
[DEFESA GOVERNAMENTAL]:
"Reduzir a bonança do capital financeiro e dos empresários no curto prazo foi o preço necessário para salvar 17,6 milhões de brasileiros da extrema pobreza e combater a fome. Sem os aportes no Bolsa Família e BPC, a miséria teria saltado para 10%. Enfrentamos choques externos graves, como o juro alto nos EUA, secas, a tragédia climática de R$ 89 bilhões no Rio Grande do Sul e as tarifas de Trump. Mesmo assim, batemos recordes históricos no saldo comercial (US$ 241 bilhões) e o PIB per capita cresceu quase 8%."
Bloco 3: Fatores Externos, Sorte ou Vantagem Estrutural?
[CONTRAPONTO CRÍTICO]:
"O crescimento do PIB não veio por mérito das políticas do governo, mas sim 'apesar' delas. Houve uma sequência de fatores extraordinários: safras recordes do agronegócio beneficiadas pelo redirecionamento das compras da China por causa das sanções americanas, além da alta do petróleo com conflitos no Oriente Médio que injetou 0,2% do PIB 'de graça' no país. Enquanto o clube dos países de renda média cresceu 11,6% no período, o Brasil cresceu menos de 8%. Até o avanço comemorado no PISA não foi ganho do Brasil, mas reflexo do tombo das notas dos países da OCDE no pós-pandemia."
[DEFESA GOVERNAMENTAL]:
"Argumentar que tudo é 'sorte' é desmerecer a gestão diplomática e comercial que garantiu o fluxo das nossas exportações. A economia é feita de resultados reais na mesa do trabalhador. A inflação baixou, a renda subiu, o dólar se manteve estável em R$ 5,15 e aprovamos a histórica Reforma Tributária, que nenhum outro governo conseguiu em 30 anos."
Bloco 4: Reforma Tributária e o Futuro do País
[DEFESA GOVERNAMENTAL]:
"A unificação dos impostos em um IVA simplificado (CBS/IBS) vai eliminar os trilhões de reais perdidos em contencioso tributário e atrair investimentos de longo prazo. Ela desonera os investimentos e beneficia diretamente a indústria de transformação, permitindo que o Brasil deixe de ser um simples 'fazendão' exportador de matéria-prima e passe a fabricar produtos de alto valor agregado."
[CONTRAPONTO CRÍTICO]:
"A ideia do IVA era excelente até passar pelo fatiamento de exceções no Congresso. Para conceder benefícios a setores favorecidos sem perder arrecadação, a alíquota padrão vai bater quase 28%, a maior do mundo. O setor de serviços — que responde por mais de 60% do PIB e é o que mais gera empregos formais no país — foi duramente penalizado para subsidiar uma indústria que representa apenas 10,8% do PIB. No curto prazo, aumentou-se o custo de compliance das empresas, que agora operam dois sistemas tributários simultâneos."
VEREDITO EDITORIAL
A avaliação da gestão econômica do governo Lula varia substancialmente conforme a métrica escolhida:
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Sob o prisma social e imediato: O governo atingiu conquistas inegáveis ao entregar menor inflação, desemprego em pisos históricos, valorização do salário mínimo e retirada do país do Mapa da Fome.
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Sob o prisma estrutural e de longo prazo: Fica evidente a fragilidade fiscal provocada pela expansão sistemática do gasto público, elevação expressiva da dívida bruta, juros reais elevados e aumento do número total de famílias endividadas.
O futuro econômico dirá se os ganhos sociais recentes pavimentaram um desenvolvimento sólido ou se configuraram uma antecipação de consumo cujo custo fiscal cobrará seu preço em ciclos vindouros.
A Visão Otimista: Conquistas Sociais e Indicadores Históricos
Os defensores da gestão atual apontam para melhorias expressivas em indicadores macroeconômicos e sociais fundamentais para a população de baixa renda:
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Controle da Inflação: O acumulado do mandato apresenta uma das menores inflações acumuladas para um período presidencial desde o Plano Real.
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Queda no Desemprego: A taxa de desocupação atingiu mínimas históricas, acompanhada pela criação de milhões de vagas formais com carteira assinada. Além disso, a renda média do trabalhador e o poder de compra do salário mínimo registraram ganhos reais.
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Saída do Mapa da Fome: Com índices de subalimentação abaixo dos parâmetros críticos, o país voltou a sair do mapa da fome da ONU, retirando milhões de lares da insegurança alimentar.
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Reforma Tributária: Um dos pontos mais elogiados foi a aprovação histórica da unificação de impostos por meio do IVA (com os novos tributos CBS e IBS), medida vista como um passo essencial para desburocratizar o sistema e destravar o ambiente de negócios a longo prazo.
A Visão Crítica: Contas Públicas, Juros e "Riqueza Artificial"
Por outro lado, o lado crítico do debate argumenta que os números positivos mascaram desequilíbrios estruturais profundos que podem comprometer o futuro do país:
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Déficit e Dívida Pública: O aumento expressivo dos gastos públicos gerou déficits fiscais recorrentes, empurrando a dívida bruta do Estado para patamares elevados em relação ao PIB.
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Juros Extremos: Para tentar conter a pressão inflacionária gerada pelo excesso de gastos, o Banco Central manteve a taxa Selic em patamares elevados, resultando no maior juro real do mundo. Isso encarece o crédito, freia investimentos produtivos e eleva o número de pedidos de recuperação judicial por empresas.
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Endividamento das Famílias: O número de brasileiros inadimplentes atingiu recordes históricos, gerando alertas sobre uma suposta sensação de riqueza de curto prazo impulsionada por auxílios e crédito, mas insustentável a longo prazo.
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Crescimento Abaixo da Média Global: Críticos apontam que o crescimento do PIB per capita brasileiro ficou abaixo da média dos países emergentes de renda média, sugerindo que o avanço econômico ocorreu mais por ventos externos favoráveis (como o desempenho do agronegócio e preços internacionais de commodities) do que por méritos estruturais internos.
Quem Tem Razão? O Choque entre Conquistas Sociais e Risco Fiscal
O cenário político e econômico brasileiro recente virou ringue de um debate contundente: o terceiro mandato do governo Lula foi um sucesso social incontestável ou uma bomba-relógio fiscal disfarçada?
A discussão expõe duas realidades estatísticas absolutamente verídicas, mas interpretadas sob óculos totalmente opostos. A seguir, colocamos os dados reais na mesa para você tirar suas próprias conclusões.
O Veredito do Debate
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A visão social (focada no presente): Argumenta que o papel primordial de um governo é garantir comida no prato, emprego e dignidade imediata para as classes mais baixas, o que foi entregue. Foca no alívio imediato da pobreza, na geração de empregos e na garantia de rede de proteção social.
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A visão fiscal (focada no futuro): Alerta que comprar bem-estar econômico no curto prazo à base de déficit público e juros estratosféricos cria uma espiral de insolvência que invariavelmente estoura nas costas da população em forma de inflação e crises futuras. Foca na saúde fiscal, no peso do endividamento estatal e na alta taxa de juros, alertando para os riscos de uma "bomba-relógio" econômica para as próximas gerações
Independentemente da coloração política, a discussão evidencia que a economia brasileira vive um momento de dualidade: avanços sociais importantes de um lado e grandes desafios fiscais e estruturais do outro.
E você? Na balança entre o alívio social imediato e a sustentabilidade fiscal de longo prazo, quem está com a razão?
EG NEWS com informações do programa Jovens de Negócios.