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Flávio prometeu votar a favor do fim da 6x1, mas o painel do Senado não o viu. Onde ele estava?

Por Redação EG News • 14/10/2026 às 18h21 (Atualizado em 14/10/2026 às 18h22) • ⏱️ 4 min de leitura
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Candidato do PL e seu coordenador de campanha não registraram presença no plenário até as 19h; mas uma regra da sessão muda a leitura dessa ausência, e ela está no fim do texto

A pergunta corria pelos corredores e pelas redes: quem promete votar sim não deveria aparecer para votar? Há uma regra que complica essa conta, e vamos chegar nela.

A promessa e o histórico

Até a terça, Flávio resistia à proposta e defendia a PEC de Marinho, que prevê remuneração por hora trabalhada. Ao mudar de posição, disse que votaria a favor, mas que defende “algo ainda melhor”, com liberdade para o trabalhador montar a própria jornada. Ele também disse que defenderá o “aperfeiçoamento” do texto depois do segundo turno das eleições.

Um dia após o anúncio, só três senadores do PL marcavam presença no início da sessão. Presença, porém, não é voto: estar no plenário não garante voto favorável.

Uma semana de mudanças de posição

A ausência no plenário se soma a uma sequência de reviravoltas do candidato nos últimos dias. Na semana passada, Flávio criticava a PEC e prometia apresentar uma alternativa que considerava superior. Na terça (13), passou a dizer que votaria a favor, justificando que a maioria dos trabalhadores quer o fim da 6x1.

No mesmo dia, disse que não iria ao debate da Band; na quarta (14), confirmou presença. Sobre o debate, explicou que a negativa foi uma forma de ver se Lula confirmaria. Sobre a PEC, afirmou que acompanha a vontade da maioria dos trabalhadores. Críticos descrevem as mudanças como recuos.

Lula, por sua vez, também ficou fora dos debates do primeiro turno, e sua campanha justificou a ausência pela falta de igualdade de condições entre os convidados.

A cobrança

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), desafiou Flávio e Marinho a registrar presença, lembrando que os dois haviam se posicionado contra a PEC. Randolfe atribui a ausência à PEC 12/2026, de autoria de Marinho e assinada por Flávio, que propõe pagamento por hora trabalhada. Essa é a interpretação dele, e não um fato apurado. Segundo a imprensa, o PL diz que tentará votar a PEC por hora trabalhada em 2027.

E aqui entra a regra: a sessão é mista

Aqui está o detalhe que o início do texto não contou: a sessão do Senado é semipresencial, o que permite aos parlamentares acompanhar e votar remotamente. Com isso, a ausência no plenário não significa ausência de voto. O Poder360 informou que Flávio votaria de forma remota, enquanto fazia comício e visita a uma comunidade em Porto Alegre, e que ele declarou voto favorável, apesar de avaliar a medida como mal formulada e prejudicial à economia.

O quadro, então, é este: a cobrança política sobre a ausência física existe e é legítima, sobretudo em véspera de segundo turno. Mas o que decide a PEC é o voto registrado no painel, presencial ou remoto. Só o registro oficial vai mostrar como cada senador votou. E, como a aprovação exige 49 votos favoráveis, ausências, abstenções e licenças contam na prática como votos contrários.