A Secretaria de Educação (SEEDF) terá 85 estudantes-atletas da rede pública de ensino nas Paralimpíadas Escolares 2026, de 16 a 28 de novembro, em São Paulo. A delegação cresceu quase 20% em relação a 2025, quando 71 estudantes foram convocados. Ao todo, o grupo, que inclui técnicos e equipe de apoio, passou de 120 para 139 integrantes.
“Todos os anos a gente amplia um pouco a delegação”, explica Rejane Matias, diretora de Modalidades Especiais da Subsecretaria de Educação Básica. “Esse caminho começa aqui, nos Jogos Escolares Paradesportivos, e vai até a conquista das vagas para as Paralimpíadas Escolares.”
Estudantes-atletas da rede pública convocados para as Paralimpíadas Escolares 2026 | Foto: Victor Bandeira/SEEDF
“A ideia não é só ficar entre os dez, mas melhorar a nossa colocação em relação aos anos anteriores”
Rejane Matias, diretora de Modalidades Especiais da Subsecretaria de Educação Básica ,
A rede pública de ensino do DF participa da competição desde a primeira edição, em 2009, sem nenhuma interrupção. Nesse período, a capital sempre ficou entre as dez melhores delegações do país e, por três vezes, terminou em terceiro lugar no quadro geral de medalhas. “Nossa busca é nos mantermos entre os dez e melhorar cada vez mais”, afirma Rejane.
A edição deste ano traz novidades para os estudantes brasilienses. O tiro com arco estreia nas Paralimpíadas Escolares, e o DF já garantiu dois atletas na modalidade. O halterofilismo, que teve sua primeira disputa em 2025 com um representante da capital, agora contará com três.
No atletismo, o número de classificados subiu de 24 para 30. “A ideia não é só ficar entre os dez, mas melhorar a nossa colocação em relação aos anos anteriores”, diz a diretora.
Com status de maior competição escolar paralímpica do mundo, as Paralimpíadas Escolares contam com o reconhecimento e o incentivo do Ministério do Esporte. O evento revela novos talentos do esporte paralímpico e amplia as oportunidades de inclusão de estudantes com deficiência por meio da prática esportiva.
A participação da delegação do DF demonstra a importância de manter o incentivo ao paradesporto escolar para aproximar as políticas de educação e esporte, garantindo que mais estudantes com deficiência tenham acesso a treinamento, competições e valorização dentro da escola.