Internada há seis dias no Hospital do Sol, a professora de língua portuguesa e literatura Beatriz Ribeiro encontrou nos livros uma maneira de viajar sem sair do leito. Apaixonada pela leitura desde a infância, ela é uma das pacientes beneficiadas pelo Expresso Literário, projeto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) que leva livros e atividades recreativas diretamente às enfermarias. A iniciativa ganha destaque nesta quinta-feira (29), Dia Nacional do Livro.
Conduzido pelo Núcleo de Humanização da unidade, o projeto utiliza um carrinho para oferecer livros, desenhos para colorir e caça-palavras a pacientes e acompanhantes. A proposta é estimular a imaginação, proporcionar momentos de distração e amenizar a tensão que pode acompanhar os dias de tratamento.
Segundo a analista Rainayra Rizzia, do Núcleo de Humanização, a iniciativa busca oferecer alternativas de lazer e acolhimento dentro do ambiente hospitalar, respeitando as necessidades de cada pessoa. “A leitura ajuda o paciente a se desconectar um pouco da rotina cansativa do tratamento. É uma forma de oferecer conforto, estimular a imaginação e proporcionar uma viagem sem sair do hospital”, explica.
“Você pode estar aqui em Brasília e, de repente, se transportar para a Europa, que é para onde estou indo agora. A leitura tem essa capacidade de levar a gente para dentro da história. É mágico”
Beatriz Ribeiro, professora de língua portuguesa e literatura
Ao receber a visita do carrinho, Beatriz escolheu uma obra que a levaria, ao menos pela imaginação, para a Europa. Para ela, mergulhar em outra realidade faz diferença durante a recuperação. O hábito, cultivado desde criança, também é incentivado pela professora entre o marido e as filhas.
“Você pode estar aqui em Brasília e, de repente, se transportar para a Europa, que é para onde estou indo agora. A leitura tem essa capacidade de levar a gente para dentro da história. É mágico”, conta.
Leitura como forma de acolhimento
Além de despertar a imaginação, os livros ajudam a professora a desviar, por alguns momentos, a atenção das preocupações relacionadas à saúde. “Você consegue tirar o pensamento daquilo que está sentindo, da doença, e se libertar por alguns momentos. É como se o pensamento transbordasse para outro lugar”, relata Beatriz.