Corinthians e Cruzeiro decidem a Libertadores Feminina em final 100% brasileira
Timão busca o tetracampeonato consecutivo e o sétimo título; Cruzeiro, estreante no torneio, chega invicto à primeira final da sua história, com a melhor defesa da competição.
O futebol feminino sul-americano decide nesta sexta-feira o seu título de 2026 — e a decisão é entre dois clubes brasileiros. Corinthians e Cruzeiro se enfrentam às 21h (horário de Brasília), no Estádio Rodrigo Paz Delgado, o Casa Blanca, em Quito, no Equador.
É a terceira vez que a final da Libertadores Feminina tem confronto só entre brasileiros — as anteriores foram em 2019 e 2023. E, independentemente de quem vença, o país chega ao 15º título em 18 edições da competição.
Antes da decisão, às 17h, no mesmo estádio, Santa Fe (COL) e Olimpia (PAR) disputam o terceiro lugar.
1 · O Corinthians, em busca do feito inédito
Maior campeão da história do torneio, o Corinthians está na sétima final e busca o tetracampeonato consecutivo — algo que nenhum clube conquistou na competição. Se vencer, chega ao sétimo título.
As conquistas anteriores foram em 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. O clube venceu todas as seis finais que disputou.
A classificação veio com uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Santa Fe, na quarta-feira (28), com gols de Letícia Monteiro e Gi Fernandes.
A campanha é de cinco vitórias em cinco jogos, com 21 gols marcados e apenas dois sofridos — o melhor ataque do torneio. Técnica: Emily Lima, que assumiu o comando nesta temporada no lugar de Lucas Piccinato. Titular da seleção brasileira, a meia Duda Sampaio divide com Vic Albuquerque o posto de principal referência ofensiva.
2 · O Cruzeiro, estreante na final
Do outro lado está o oposto: o Cruzeiro disputa a Libertadores Feminina pela primeira vez e já chega à decisão. É a primeira final continental da história do clube no futebol feminino.
A campanha é de 100% de aproveitamento, como a do adversário: cinco vitórias em cinco jogos, com 12 gols marcados e apenas um sofrido — a melhor defesa da competição.
A vaga veio com uma vitória por 1 a 0 sobre o Olimpia, na semifinal, com gol de Marília. Nas quartas, o time bateu o Libertad por 3 a 0, com gols de Vanessinha, Letícia Alves e Byanca Brasil.
O time é comandado por Jonas Urias, no cargo há quatro temporadas. A camisa 10 Byanca Brasil é a principal referência e lidera a artilharia do torneio, com cinco gols.
O Cruzeiro chegou à competição com desfalques importantes por lesão de ligamento cruzado anterior: as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene — esta última, ex-Corinthians e autora do gol do título corintiano sobre o Palmeiras em 2023.
3 · As campanhas, jogo a jogo
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Corinthians |
Cruzeiro |
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7 x 0 Caracas (fase de grupos) |
3 x 0 Bolívar (fase de grupos) |
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5 x 1 Santa Fe (fase de grupos) |
0 x 3 Olimpia — fora (fase de grupos) |
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2 x 0 Colo-Colo (fase de grupos) |
2 x 1 LDU (fase de grupos) |
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5 x 0 Independiente Dragonas (quartas) |
3 x 0 Libertad (quartas) |
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2 x 1 Santa Fe (semifinal) |
1 x 0 Olimpia (semifinal) |
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Total: 21 gols marcados, 2 sofridos |
Total: 12 gols marcados, 1 sofrido |
Ambas as equipes chegam à final com cinco vitórias em cinco partidas. A diferença está no estilo: o Corinthians tem o ataque mais produtivo (21 gols), enquanto o Cruzeiro se firmou pela solidez defensiva (um gol sofrido).
4 · As jogadoras de cada lado
Corinthians — "As Brabas"
· Duda Sampaio e Ana Vitória — comandam o meio-campo, ditando o ritmo ofensivo e a transição de bola. Duda Sampaio é titular da seleção brasileira.
· Gabi Zanotti — uma das maiores referências da história do clube. A experiência em finais e o faro de gol fazem dela a jogadora mais aguardada em momentos decisivos.
· Camilinha — líder da linha defensiva.
· Belén Aquino e Andressa Alves — categoria internacional no setor de criação e no ataque.
Cruzeiro — "As Cabulosas"
· Byanca Brasil — a principal referência ofensiva do time e uma das líderes da artilharia do torneio.
· Camila Rodrigues — assumiu a titularidade no gol após a lesão de Cláudia e foi decisiva na semifinal contra o Olimpia, na vitória por 1 a 0.
· Letícia Ferreira e Letícia Alves — dão profundidade e poder de fogo ao ataque, sobretudo nas jogadas de velocidade.
5 · Quem são os rivais de cada um
Corinthians — a maior rival é o Palmeiras, no dérbi paulista que tem decidido títulos de Brasileirão e Paulistão nos últimos anos e é considerado o confronto mais equilibrado do país. Fora do estado, a Ferroviária é a rival histórica de alto nível.
Cruzeiro — o clássico é com o Atlético-MG, que incendeia o campeonato estadual. Mas, nesta Libertadores, o rival a ser batido é o próprio Corinthians, que derrotou as mineiras na final do Brasileirão do ano passado e nas quartas de final deste ano.
No continente — nesta edição, os times paraguaios e colombianos foram as principais pedras no caminho: o Corinthians eliminou o Independiente Santa Fe, da Colômbia, na semifinal, enquanto o Cruzeiro despachou o Olimpia, do Paraguai.
6 · O que a decisão vale
Além da taça, o campeão garante vaga na semifinal da Copa dos Campeões Feminina da FIFA de 2027 — competição que reúne os campeões continentais. O adversário na estreia será o Barcelona, campeão europeu, em 27 de janeiro.
O título também pode abrir caminho para o Mundial de Clubes Feminino da FIFA de 2028.
7 · Duas temporadas longe da tranquilidade
Nenhum dos dois finalistas chegou à decisão em um ano fácil.
O Corinthians passou por reformulação no comando técnico, com a chegada de Emily Lima, e oscilou ao longo da temporada.
O Cruzeiro teve campanha irregular no Brasileirão — encerrada justamente diante do Corinthians, nas quartas de final — e encontrou na Libertadores a consistência que faltava no resto do ano.
Há ainda um componente de revanche para o time mineiro: Cruzeiro e Corinthians decidiram a Supercopa de 2024 e o Brasileirão de 2025, e nas duas ocasiões o Timão levou o título.
8 · O peso do Brasil no torneio
O domínio brasileiro na Libertadores Feminina é amplo. A competição começou em 2009 e, das 17 edições anteriores, o Brasil venceu 14, com cinco clubes diferentes — Corinthians, Santos, Ferroviária, São José e Palmeiras.
O Corinthians é o maior campeão, com seis taças. Os últimos sete campeões foram brasileiros.
Nesta edição, o país teve três representantes: Corinthians, Cruzeiro e Palmeiras — e dois deles chegaram à final.
9 · Ficha do jogo
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Item |
Informação |
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Competição |
CONMEBOL Libertadores Feminina 2026 — Final |
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Confronto |
Corinthians x Cruzeiro |
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Data |
31 de outubro de 2026, sábado |
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Horário |
21h (horário de Brasília) |
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Estádio |
Rodrigo Paz Delgado (Casa Blanca), Quito, Equador |
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Técnicas |
Emily Lima (Corinthians) x Jonas Urias (Cruzeiro) |
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Transmissão |
SporTV, CazéTV, XSports, NSports, Pluto TV, UOL e Gol Brasil (as listas de veículos variam entre as fontes) |
Terceiro lugar: Santa Fe (COL) x Olimpia (PAR) — 17h, no mesmo estádio.
10 · Nota metodológica
As informações sobre campanhas, títulos, técnicos e jogadoras foram apuradas em material da Conmebol, da FIFA, da Agência Brasil, do ge, do O Globo, do UOL, da CNN Brasil e do Olympics.com, todos com datas entre 16 e 31 de outubro de 2026.
Há divergência entre fontes sobre o horário e o estádio da final. A maioria dos veículos, incluindo a FIFA e o ge, informa 21h (de Brasília) no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito. Uma reportagem da CNN Brasil cita 13h e o Estádio Banco Guayaquil, em Sangolquí — informação que não confere com as demais e não foi usada como base. O horário da decisão foi confirmado pela Conmebol em 29 de outubro.
A lista de emissoras que transmitem a partida varia conforme o veículo consultado; por isso, é apresentada como conjunto e não como grade definitiva. Esta reportagem não antecipa resultado e não afirma favoritismo entre as equipes.