Carcereiro de Lula lança livro sobre os 580 dias de prisão em Curitiba
O agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho lançou nesta terça-feira (3) o livro "Banho de Sol: os 580 dias da prisão de Lula", pela editora WMF Martins Fontes. A obra tem 592 páginas e reúne os registros dele como carcereiro de Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
O livro é um relato pessoal, em formato de diário — não é documento oficial, não é depoimento em processo e não tem valor probatório. É assim que esta reportagem o trata.
1 · Quem é o autor
Chastalo Filho é agente da Polícia Federal e integrou a equipe responsável pela custódia dos presos da Operação Lava Jato em Curitiba. Foi ele quem acompanhou Lula durante todo o período de detenção, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019 — os 580 dias que dão título ao livro.
Ele não estava em silêncio. Já havia dado uma entrevista longa sobre o tema em novembro de 2023, ao colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, que alcançou 3,7 milhões de visualizações. E, em dezembro de 2025, a coluna Gente, da revista Veja, já noticiava que ele preparava o livro. O que há de novo nesta terça-feira é a publicação da obra.
2 · O que o livro relata
Segundo os trechos divulgados pela imprensa, a obra é organizada em ordem cronológica e cobre desde a chegada de Lula à cela em que ficaria preso, em abril de 2018, até a soltura, em novembro de 2019.
Entre os temas abordados estão:
· a rotina da prisão e o isolamento do então ex-presidente;
· as visitas que ele recebeu no período;
· o início do relacionamento com Janja;
· a morte do neto Arthur, de 7 anos;
· e as conversas sobre política mantidas entre os dois durante a convivência diária.
3 · A frase que virou manchete
O trecho mais repercutido do livro é uma frase que Chastalo afirma ter ouvido na frequência de rádio do helicóptero que transportava Lula. Segundo o relato, ela foi dita durante o voo de aproximadamente 15 minutos entre o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e a sede da Polícia Federal, em Curitiba.
"Joguem esse lixo pela janela."
A reportagem não identifica quem teria dito a frase. O livro atribui a fala a um momento captado pela frequência de rádio, mas não há, nas informações divulgadas até aqui, indicação de autoria — e não há confirmação independente do episódio.
4 · O contexto em que o livro chega
A publicação acontece num momento de forte carga política, e isso faz parte da notícia:
· Lula foi reeleito em outubro de 2026, para o quarto mandato;
· o caso do tríplex do Guarujá voltou ao noticiário — a Quinta Turma do STJ reduziu a pena para oito anos, dez meses e 20 dias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
· e a disputa política no Paraná segue ativa, com Sergio Moro no centro do debate estadual.
Lula se referiu publicamente ao período em que esteve preso em setembro de 2026, durante ato de campanha em Curitiba: *"Eu fiquei aqui na cadeia por conta de uma mentira."*
5 · Ficha da obra
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Item |
Informação |
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Título |
Banho de Sol: os 580 dias da prisão de Lula |
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Autor |
Jorge Chastalo Filho, agente da Polícia Federal |
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Editora |
WMF Martins Fontes |
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Páginas |
592 |
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Formato |
Diário, em ordem cronológica |
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Período coberto |
7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019 |
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Lançamento |
3 de novembro de 2026 |
6 · Nota metodológica
As informações sobre o lançamento, o formato, a editora e o número de páginas foram apuradas em reportagens da Gazeta do Povo, do Portal Área VIP e do NC News, de 3 de novembro de 2026, e em nota publicada pela Veja em dezembro de 2025, quando o projeto do livro foi anunciado.
O trecho citado "Joguem esse lixo pela janela" consta do relato do autor sobre a frequência de rádio do helicóptero, conforme reproduzido pelo NC News. Esta reportagem não atribui a frase a nenhuma pessoa específica e não a apresenta como fato confirmado por fonte independente.
Esta reportagem não leu a íntegra da obra. Os temas listados na seção 2 são os que a imprensa destacou a partir do livro; não há resumo de cenas não citadas em fonte. O livro é um relato pessoal do autor, e as passagens são apresentadas como tal — não como apuração jornalística independente nem como prova de qualquer natureza.
Os dados sobre a prisão — período de 580 dias, de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba — são de registro público e constam de material do Poder360 e do g1.