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DF tem menor taxa nacional de partos entre adolescentes 

Por Redação EG News • 05/11/2026 às 13h57 • ⏱️ 4 min de leitura
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O Distrito Federal registrou a menor proporção de partos de mães adolescentes no Brasil. O dado do Ministério da Saúde considera os primeiros quatro meses de 2026. No período, 7,48% dos partos na capital foram de mães de até 19 anos, enquanto a média nacional ficou em 11,3%.

A meta da Secretaria de Saúde (SES-DF) é reduzir esse índice para 5,93%. Para isso, a rede pública oferece métodos contraceptivos e promove ações educativas nas unidades de saúde e nas escolas. 

Atividades nas escolas levam informações sobre saúde sexual e reprodutiva aos adolescentes | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Como obter orientação e contraceptivos

Nas unidades básicas de saúde (UBSs), os preservativos podem ser retirados na entrada, sem necessidade de solicitação a um profissional. Há, ainda, pílulas e injeções anticoncepcionais, dispositivo intrauterino (DIU) e implante contraceptivo, conhecido como Implanon.

Em 2026, foram colocados mais de 30 mil implantes contraceptivos no DF, sendo mais de seis mil em adolescentes. Quando chegam à unidade, os profissionais explicam como cada método funciona, seus possíveis efeitos colaterais e a forma correta de uso. A escolha é compartilhada de acordo com as necessidades da paciente e a avaliação da equipe de saúde.

O atendimento respeita o sigilo profissional e também pode incluir testes para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e início do pré-natal, quando necessário. Os adolescentes do sexo masculino também recebem orientação sobre saúde sexual e planejamento reprodutivo. 

O enfermeiro Edmon Martins Pereira orienta sobre os métodos contraceptivos oferecidos nas UBSs

Informação também chega às escolas

Parte das ações ocorre fora de unidades de saúde. Em Ceilândia, por exemplo, o projeto Escolhas, vinculado ao Programa Saúde na Escola (PSE), leva informações sobre saúde sexual e reprodutiva aos estudantes.

A iniciativa aproxima as equipes dos adolescentes que nem sempre procuram uma UBS. Os encontros abordam métodos contraceptivos, prevenção de ISTs, consentimento, violência, higiene íntima e uso de álcool, cigarro e outras drogas.

Essas atividades também incentivam os jovens a pensar sobre seus planos para o futuro e sobre como uma gravidez na adolescência pode interferir nesses projetos.

A participação de servidores jovens e estudantes de cursos superiores da área da saúde ajuda a criar um ambiente acolhedor, com linguagem acessível e espaço para perguntas sem julgamentos. 

Preservativos podem ser retirados na entrada das UBSs sem necessidade de solicitação a um profissional 

Cuidado e proteção

De acordo com Viviane Tobias, responsável pela área técnica de saúde da mulher na Atenção Primária à Saúde da SES-DF, as equipes recebem orientações para atender às necessidades específicas da adolescência. O cuidado inclui informações sobre práticas de prevenção e atenção a situações de vulnerabilidade.

Os profissionais também são orientados a identificar situações de violência e a encaminhar os pacientes aos serviços especializados. Veja, neste link, onde buscar atendimento em casos de violência. 

*Com informações da SES-DF