Preços na Ceasa reduzem e oferta deve ser normalizada nesta segunda

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Preços na Ceasa reduzem e oferta deve ser normalizada nesta segunda
Agência Brasil

Valores e oferta estão voltando ao normal na Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) e nos supermercados.  Conforme o Governo de Brasília, a oferta de produtos alimentícios já foi quase toda regularizada e a estimativa é que, nesta segunda-feira (4), a situação esteja 90% resolvida.

De acordo com Fernando Santos, chefe da seção estatística da Ceasa, a situação está estável. Ele apontou que, em termo de entradas de mercadorias, o cenário já melhorou. “Ontem (quinta-feira, 31) tínhamos 70% a 75% do nível normal. Hoje (sexta, 1º), já está próximo dos 90%. A expectativa é que a totalidade dos produtos deve chegar na segunda-feira”, confirmou.

Alimentos como mamão, banana, batata e tomate, estão em níveis próximos ao ideal. Conforme as entradas das mercadorias acontecerem, a tendência é que os preços também se estabilizem. “O tomate e a batata foram vilões desse período. Antes do movimento da greve, um saco de 50 kg de batata inglesa era vendido entre R$ 100 e R$ 110. No auge do problema, registramos um valor de até R$ 220. Hoje, é possível encontrar na faixa de R$ 145”, analisou Santos.

O tomate foi o que mais subiu, mas também foi o mais rápido a voltar ao patamar de origem. “Antes da crise, uma caixa de 20 kg de tomate extra foi cotada em média R$ 55. E durante a crise subiu para R$ 120, podendo ser encontrada até por R$ 150. Já na situação atual, o valor se encontra aproximadamente na faixa de R$ 55”, observou.

Tony Winston/Agência Brasília

Crise barateou o chuchu

Folhagens, goiaba, morango, berinjela e chuchu, por exemplo, não foram afetados pela greve, pois são produzidos na região e seu transporte acontece em um raio de até 200 km do DF. O chefe da seção estatística da Ceasa, Fernando Santos, explica que os preços aumentaram para os produtos vindos de localidades além dessa distância. “Quanto mais longe, pior a situação pois a tendência é que a mercadoria fique presa em mais pontos de retenção”, disse, em relação aos bloqueios de rodovia.

Houve casos até de alimentos que baratearam durante o auge da crise, como por exemplo o chuchu, cujo preço caiu mais de 30%. “A Ceasa abastece o DF e Entorno e manda produtos para outras regiões, em especial norte de Minas e Bahia. Os compradores dessas regiões ficaram receosos de virem comprar e ficarem presos em seus veículos ao regressarem. Por isso tivemos uma queda no valor dos produtos locais”, explicou.

Estabilidade

Apesar do grande aumento nos valores das mercadorias, em especial frutas e verduras, o comerciante Charles Ferreira Moreira, de 29 anos, conseguiu manter seus produtos na mesma faixa de valor de antes da greve. “Tentei deixar o preço estável. Consegui pegar com produtores da roça e fizemos uma combinação. Fiz uma boa consignação e consegui pagar por um preço justo para que não precisasse aumentar meu valor”, detalha.

Mesmo mantendo seus preços de origem, Charles sentiu falta de alguns produtos: “apesar da greve estar acabando, algumas coisas ainda estão em falta, como laranja, mamão e limão”. Em consequência, o movimento de sua banca na Ceasa caiu em até 45% durante a última semana.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Qualidade também precisa normalizar

Uma rede de supermercados do Cruzeiro afirmou que, até a última quarta-feira (30), as mercadorias estavam em falta, mas em seguida anunciou que os produtos foram chegando com maior facilidade às bancadas.

Francisco Hugo, subgerente de um desses estabelecimentos, conta que a parte mais afetada foi a das frutas e verduras: “na quarta-feira fomos fazer as compras para abastecer o sacolão, mas não conseguimos comprar praticamente nada. Não tinha limão, banana e laranja. O que conseguimos comprar, compramos com o preço muito alto e de má qualidade”, reclama.

Segundo o subgerente, o açougue também sofreu com a falta de oferta. “Não teve frango resfriado, além de cortes de frango, como coxinha, asa, coração e moela”, diz. Ela afirma que nesta sexta-feira (1º) foi mais fácil de achar os produtos, mas os preços ainda estão salgados.

“Achamos limão, mas muito caro. O ovo está custando quase o dobro. E a batata inglesa ainda está muito cara. Já a banana e o tomate baixaram o valor, mas ainda não voltaram ao preço normal”, observa.

Elias Inácio de Carvalho, 70, é comerciante há 40 anos e precisou fazer as compras para seu estabelecimento durante a crise. Ele reconhece que os preços baixaram um pouco, mas lamenta ainda estarem altos, mesmo com a greve no fim. “E a qualidade também não está boa. Dou zero para alguns produtos”, desabafa.

Luiz Henrique dos Santos, 36, funcionário público, tem a mesma opinião que seu Elias e observa que alguns produtos continuam altos, como a maçã e banana. “Além dos preços, estavam faltam produtos na semana passada, mas hoje, acredito que essa questão está normalizada”, completa.

Fonte: Jornal de Brasilia

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