Colômbia desafia a força inglesa

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Colômbia desafia a força inglesa
REUTERS/Kai Pfaffenbach

Neófito em Copas do Mundo, o inglês Gareth Southgate, de 47 anos, carrega consigo um espectro nascido em 26 de junho de 1996. Em Wembley, ele integrava um dos melhores times ingleses desde os campeões mundiais de 1966. Ficou frente a frente com o goleiro da Alemanha. Chutou mal. O erro custou a derrota, nos pênaltis, da semifinal da Eurocopa-96, disputada em casa e que acabou conquistada pelos arquirrivais germânicos.

Assim, comandar o que vem sendo considerada a mais promissora geração de jogadores de seu país desde então traz o peso de um desafio pessoal. De tempos em tempos surge um time inglês com jeito de “agora vai”, mas o máximo foi a semifinal de 1990.

O bom desempenho, de 60% de vitórias até a Copa, foi seguido por duas vitórias – uma delas elástica,
6 x 1 sobre o Panamá.

Jornal de Brasília

Assim como nomes consagrados no seu país, como o ídolo do Manchester United Alex Ferguson, o nome de Southgate começou a ser cantado em estádios na Rússia.

O feito não o tornou imune a questionamentos. Sua insistência em manter no banco o capitão, estrela do time e artilheiro da Copa Harry Kane intriga até seus apoiadores. A coisa chegou ao paroxismo no último jogo da primeira fase, quando poupou Kane e outros sete titulares.

“Para essa equipe, essa é uma oportunidade brilhante para se ir além de equipes mais experientes antes deles. Os jogadores estão tendo a chance de escreverem suas próprias histórias. Temos condições de vencer a Colômbia amanhã (hoje)”, disse o treinador, em entrevista coletiva antes do jogo.

Fantasma

Ao lado de Southgate no gramado estará outro ídolo de torcida, José Pékerman, de 68 anos, o último dos cinco técnicos com nacionalidade argentina ainda no Mundial.

O seu fantasma é outro: morrer na praia com times badalados.

Pékerman é veterano de duas Copas. Em 2006, levou uma embalada Argentina às quartas de final, quando caiu, nos pênaltis, diante da anfitriã Alemanha. Em 2014, repetiu a façanha com a Colômbia, equipe que treina desde 2012, derrotada pelo também dono da casa Brasil, novamente nas quartas.

Foi o melhor desempenho em Copas do Mundo do time, que, desde a famosa previsão feita por Pelé de que seria campeão em 1994, sempre decepcionava.

Para avançar, Pékerman precisa contar com seu principal jogador, o atacante James Rodriguez, machucado no jogo contra Senegal na semana passada. Ele deverá jogar, mas não se sabe em que condição.

Apesar da aprovação, o técnico argentino também enfrentou críticas na Copa da Rússia devido ao papel de Pascual Lezcano, argentino que trabalha como seu agente e de jogadores colombianos.

Com o choque da derrota para o Japão na primeira partida, Pékerman começou a ser questionado por sua relação obscura com Lazcano – ambos não falam sobre o tema. “Quem escala o time?”, perguntou o diário El País, de Cali. As vitórias seguintes abafaram o tema, mas uma eliminação poderá ressuscitá-lo.

Fonte: Jornal de Brasilia

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