Buscas pelo nome de Abraham Weintraub sobem mais de 5000% no Google

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De acordo com a empresa, esse foi o maior salto em todo o país nesta semana

HELOISA BALLARINI/ESTADÃO CONTEÚDO

HELOISA BALLARINI/ESTADÃO CONTEÚDO
Manoela Albuquerque

O salto nas buscas foi de 5.000% no período de 24 horas. O nome do novo chefe do MEC foi mais procurado, por exemplo, do que o do ministro mais popular nas rede, Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). Um gráfico divulgado pelo Google Trends mostra o comparativo:

Divulgação/Google

Quem é Abraham Weintraub?
O novo ministro da Educação é um economista formado pela Universidade de São Paulo (USP), em 1994, e mestre em finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Antes da nomeação, ele trabalhava como professor da Unifesp e secretário-executivo da Casa Civil.

Abraham e o irmão Arthur se tornaram colaboradores da campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República para o pleito de 2018. Os dois atuavam como uma espécie de assessores técnicos do então deputado federal pelo Rio de Janeiro e pré-candidato.

Os irmãos Weintraub são conhecidos por defender ideias do guru da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho. No ano passado, durante participação na Cúpula Conservadora das Américas, realizada em Foz do Iguaçu, Abraham citou o escritor e disse que era preciso adaptar as ideias dele para combater os militantes de esquerda.

Crise no MEC
Ricardo Vélez, o antecessor de Weintraub, durou menos de 100 dias no governo como ministro da Educação. Nesse período, ele demitiu 92 pessoas do alto escalação do MEC.

Com os descompassos na pasta, cargos importantes, como o comando do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estão vagos.

Além disso, nesse período, 20,8% dos servidores pediram demissão, como a ex-secretária de Educação Básica Tânia Leme de Almeida, que deixou a pasta por não ter sido consultada sobre a decisão do agora ex-ministro de suspender a avaliação de alfabetização.

Vélez também gerou problemas ao governo devido a declarações polêmicas que deu enquanto estava à frente da pasta. Entre elas, a sugestão para alterar a maneira como é retratado o golpe de Estado que retirou o presidente João Goulart do poder, em 1964. O ministro disse que gostaria de rever a forma como o evento era chamado, banindo o termo ditadura.

Durante o mandato, o ministro enviou uma carta às escolaspedindo para os professores filmarem alunos perante a bandeira durante a execução do Hino Nacional e, após esse momento, solicitou que lessem uma mensagem com o slogan da campanha eleitoral de Bolsonaro. O pedido foi retificado na sequência.

Fonte: Metropoles

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