Engenheiros discutem estratégias do novo governo para a infraestrutura com vice-presidente

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Engenheiros discutem estratégias do novo governo para a infraestrutura com vice-presidente

“Vamos precisar da expertise da engenharia brasileira”

O Crea-DF, juntamente com o Confea, com a Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes (ANETRANS) e também com o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (SINICON) e a Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR), promoveram nessa última quinta-feira (29) o encontro com o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão para discutir as estratégias do novo governo para a infraestrutura do Brasil.

O evento aconteceu no auditório da ANTT em Brasília – DF e teve a participação de engenheiros, entidades de classe e autoridades do Distrito Federal.

Grandes obras de infraestrutura terão seguro contra a flutuação cambial, disse o vice-presidente. Mourão destacou que uma das prioridades será simplificar a regulação e dar garantias ao setor privado para atrair investimentos. e elencou como serão os primeiros passos do novo governo. “O Estado enfrenta uma grave crise fiscal e precisa se reinventar. Buscar uma forma para investir e dar à sociedade o que ela precisa. O Estado está sendo pressionado para resolver isso”, ressaltou.

Segurança jurídica, transparência e publicidade em todos os atos do governo também serão diretrizes, assegurou Mourão.
“O governo eleito tem plena consciência da situação em que se encontra a infraestrutura do país. Ela parou. As grandes obras ainda são da era militar e, de lá para cá, pouca coisa foi feita”, afirmou. “As obras de arte começam a apresentar problemas, por falta de manutenção ou porque são superadas pelo tempo. Somos reféns do transporte rodoviário. Temos de nos voltar para outros modais”, acrescentou.

A presidente do Crea-DF, Fátima Có indagou sobre a inclusão de engenheiros entre os servidores com carreira de Estado, Mourão disse concordar em incentivar “o comprometimento de quem trabalha pelo país” a fim de não haver mudanças ou mesmo paralisação de projetos de infraestrutura, custeados pelo governo com ou sem a participação da iniciativa privada. “No que puder, tocaremos o projeto para frente”, afirmou.

Depois de falar por cerca de 20 minutos tratando de temas como segurança pública, saúde e educação, e com a constatação das limitações orçamentárias, Mourão alimentou a “esperança” que ele encontra nas pessoas que confiam no futuro governo: “Financiamento público depende de equilíbrio fiscal, que implica a reforma previdenciária, e isso temos que aprovar de forma urgente para termos espaço no orçamento. Outra grande ideia é desvincular as receitas da União”. Para tudo isso, Mourão reconhece que será preciso “muito trabalho de articulação junto ao Congresso Nacional”, mas ele acredita que os “parlamentares entenderão nossa realidade e as medidas propostas”.

Fonte: Crea/DF

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