Estudantes denunciam o bloqueio do passe estudantil na volta às aulas

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Estudantes denunciam o bloqueio do passe estudantil na volta às aulas
Foto: André Borges/Agência Brasília

Alunos relatam transtorno com a recusa dos cartões. DFTtrans admite o problema, mas promete solução.

Após três semanas de descanso, os estudantes das mais de 700 escolas públicas do Distrito Federal voltaram às aulas nesta segunda-feira (30). Porém, nem todos conseguiram chegar aos colégios porque o passe estudantil, que já deveria ter sido liberado hoje, não pôde ser utilizado. Alunos alegam que as catracas dos ônibus recusaram os cartões. O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), responsável pela gestão do benefício, assegura que o problema será resolvido até esta terça-feira (31).

Para quem foi pego de surpresa e não tinha dinheiro no bolso, o jeito foi voltar para casa e ter mais um dia de descanso forçado. Foi o que ocorreu com Luan Davi, 17 anos. O rapaz acordou às 5h para se arrumar e chegar ao Centro de Ensino Médio 3, em Taguatinga Sul, no horário certo. Porém, ao tentar passar pela catraca em um ônibus da Urbi, tanto o cartão dele quanto o de seus amigos foram recusados pelo sistema.

Problema em família
De praxe, durante as férias, o cartão é inabilitado para evitar o uso irregular. Porém, o desbloqueio deveria ocorrer logo no primeiro dia de aulas. Como Luan estava sem o dinheiro necessário, ele voltou para casa. A mãe dele, a enfermeira Luciane Aparecida, 46, também não conseguiu ir para as aulas de pós-graduação em Taguatinga. O seu cartão também não está funcionando.

A família mora no Riacho Fundo II e, por isso, faz uso do passe estudantil, já que só tem direito ao benefício aqueles que habitam a mais de um quilômetro da unidade escolar. “A maioria dos alunos da escola do meu filho não teve o cartão liberado. Não são apenas algumas pessoas”, garante Luciane. Para amanhã, ela acredita que o jeito vai ser pagar as passagens com dinheiro do próprio bolso.

Outros pais deram um jeito de pagar as passagens dos filhos. Miriam Caldeira, 37, apesar da indignação, deu os R$ 7 para o filho ir e voltar da escola, no Recanto das Emas. “Não posso deixar meu filho perder a aula. Todo mundo sabe do dia que as aulas voltariam. Não tem motivo de não estar funcionando”, reclama a mãe. O filho, João Vitor Mendes, 13, está no 7º ano no Centro de Ensino Médio 301 do Recanto.

“Falha no sistema”

O diretor-geral do DFTrans, Marcos Tadeu de Andrade, alega que o bloqueio ocorreu com uma minoria dos 204 mil estudantes de escola pública que utilizam o benefício. “Quando a gente manda as informações de suspensão do benefício para o sistema, é gerada uma lista. Por algum motivo, que ainda estamos investigando, algumas pessoas não tiveram o nome na lista de reativação”, explica.

O gestor do DFTrans garante que o serviço volta a funcionar para todos os que tiveram problemas nesta terça-feira (31). A garantia veio após ele conversar com a parte técnica da instituição. Se o problema persistir, a pessoa deve procurar uma unidade da SBA ou ligar para o telefone 162 para mais esclarecimentos.

Movimentação

O Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) estima que haja um aumento de até 40% da movimentação nas vias da capital com a volta das aulas nas escolas públicas. Hoje também ocorreu o retorno das últimas escolas particulares que ainda estavam de recesso. Assim, para suprir o aumento da demanda, as linhas de ônibus que tiveram modificação também retornaram. Ao todo, foram 440 linhas modificadas devido à folga dos estudantes – 25% do total.

Fonte: Jornal de Brasilia

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