Derrota em prévia para Alberto Fernández complica reeleição de Macri

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Em meio a acordo com FMI, Alberto Fernández, escolhido por Cristina como cabeça de chapa, obtém 15 pontos de vantagem para o presidente

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O candidato kirchnerista à presidência da Argentina, Alberto Fernández, obteve nesse domingo (11/08/2019) 47% dos votos nas primárias para a eleição de outubro, com uma vantagem de 15 pontos para o presidente Mauricio Macri.

Com as candidaturas definidas por consenso, as prévias no país tornaram-se um termômetro da disputa presidencial. Assim, o prognóstico para a reeleição de Macri é sombrio.

Caso confirmada a tendência desse domingo em outubro, Fernández seria eleito em primeiro turno, pois na Argentina bastam mais que 45% dos votos para evitar o segundo turno. A participação foi de 75% dos eleitores, a mesma das eleições de 2015, vencidas por Macri.

“Tivemos um resultado ruim e isso nos obriga a partir de amanhã a redobrar nossos esforços”, disse Macri após receber os resultados, que, com 88% das urnas apuradas, davam-lhe 32% dos votos contra 47% de Fernández. “Dói não ter obtido o apoio que esperávamos.”

“Começa um novo tempo”, disse Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como companheira de chapa, ao saber que as projeções lhe davam vantagem.

Ex-chefe de gabinete de Cristina e do ex-presidente Néstor Kirchner, Fernández nunca disputou uma eleição majoritária e conta com o potencial de transferência de votos da ex-presidente, que ainda é muito popular no país, e com sua habilidade política para unificar as diversas correntes do peronismo, para derrotar Macri.

Desde então, o presidenciável trabalhou por unificar o peronismo, atraindo o apoio do ex-kirchnerista Sérgio Massa e de outros nomes importantes da legenda.

Mergulhada na recessão econômica, a Argentina vive uma alta crônica na inflação dos produtos da cesta básica, que obrigou o país a cortar subsídios, congelar preços e recorrer a um empréstimo junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para Mariel Fornoni, diretora da consultoria Management &Fit, a deterioração da economia argentina ajudou Fernández. “Por mais que a imagem de Cristina esteja danificada, está claro que o ponto fraco de Macri é a gestão da economia”, disse.

Fernández votou no meio da manhã em Puerto Madero, o moderno bairro de Buenos Aires onde vive com sua companheira Fabiola Sánchez, atriz e jornalista cultural. Antes da derrota, Macri dizia estar tranquilo. “Tudo o que tínhamos para pôr no coração, nós colocamos”, declarou.

De acordo com o resultado das prévias, seu partido também deve perder o comando da província de Buenos Aires, a mais importante do país. (Com agências internacionais)

Fonte: Metropoles

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