Etiópia e Eritreia assinam histórico acordo de paz

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Guerra de 20 anos na África está oficialmente encerrada

Ansa

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, e o presidente da Eritreia, Isaias Afewerki, assinaram neste domingo (16/9), em Jeddah, na Arábia Saudita, o histórico acordo de paz que encerra oficialmente os 20 anos de estado de guerra entre os dois países.

Os termos do chamado “Compromisso de Jeddah”, mediado pelas Nações Unidas (ONU), pela União Africana, pelos Emirados Árabes e pela Arábia Saudita, ainda não foram divulgados em sua totalidade, mas preveem a completa normalização das relações diplomáticas.

A assinatura deste domingo é a última etapa de um processo iniciado em junho passado, com a declaração de Ahmed de que ele queria “a paz”. Em 9 de julho, em Asmara, capital da Eritreia, os dois líderes firmaram uma declaração conjunta para encerrar a guerra e retomar as relações bilaterais.

Desde então, os países inauguraram voos entre suas capitais, restabeleceram as comunicações telefônicas e, em 11 de setembro, reabriram a fronteira, quando muitas famílias separadas pela guerra puderam se reunir. Além disso, um porto eritreu recebeu um navio etíope pela primeira vez.

Conflitos
Etiópia e Eritreia estavam em guerra desde 1998, pela posse da região de Badme e em função do desejo de Adis Abeba de ter um acesso ao mar.

Em dezembro de 2000, após a morte de 70 mil a 100 mil pessoas no conflito, Afewerki e o então primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, firmaram um acordo de paz na Argélia que nunca foi respeitado.

Em 2002, uma comissão apoiada pela ONU determinou que Badme ficasse com a Eritreia, mas a Etiópia não reconhecia a decisão e mantinha tropas na região. A situação mudou no início de junho, quando o reformista Ahmed, que assumira o cargo de primeiro-ministro da Etiópia dois meses antes, aceitou integralmente os termos do acordo e se comprometeu a tirar suas forças de Badme.

Ahmed vem dando indícios de que pretende estabilizar seu país, afetado por graves dificuldades econômicas, por uma pesada dívida externa e pela escassez de investimentos estrangeiros.

Fonte: Metropolis

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