Brasil bate recorde de mortes violentas: 63.880 vítimas em 2017

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O número equivale a 175 mortes por dia, 7 a cada hora, de acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Daniel Ferreira/Metrópoles

O ano de 2017 foi marcado por brigas entre facções criminosas. Em 1º de janeiro, ocorreram 56 homicídios no interior do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.

O massacre se repetiria com intensidade similar em Boa Vista, na Penitenciária Agrícola Monte Cristo, onde 33 morreram, e na Penitenciária de Alcaçuz, na Grande Natal, com ao menos 26 mortos.

O contexto de confronto entre essas organizações criminosas, cujos expoentes são o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), permaneceu fora das prisões, elevando o número de assassinatos cometidos nas ruas em diversos estados.

Após um ano dos assassinatos marcados pela crueldade, com decapitações e esquartejamentos, a superlotação e as condições precárias ainda são uma realidade quase intocada nos presídios, em meio ao fortalecimento das facções e uma violência que só avança nas cidades.

Estados
O Rio Grande do Norte assumiu a liderança entre os estados mais violentos do país, com uma taxa de 68 por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre (63,9) e Ceará (59,1). As menores taxas foram constatadas em São Paulo (10,7), Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).

Outros crimes
As mortes decorrentes de ações policiais chegaram a 5,1 mil, crescimento de 20% em relação a 2016. No período, 367 policiais foram mortos, queda de 4,9%.

Os casos de estupros chegaram a 60 mil no país ao longo dos 12 meses de 2017, alta de 8,5% em relação a 2016.

Fonte: Metropolis

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