Suposto assassino de menina Vitória para a mãe: “Estava aí no velório”

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No celular de Rosana Maciel Guimarães foram encontradas mensagens com ameaças desde quando Vitória desapareceu, no dia 8 de junho

Reprodução/ Facebook

De acordo com a Veja, no celular da mãe da menina, Rosana Maciel Guimarães, foram encontradas mensagens com ameaças desde quando Vitória desapareceu, no dia 8 de junho.

Em um trecho da conversa que veio a público, a mãe falou com o suposto assassino. “Te agradeço pelo corpo da minha filha, agora ela mora no céu, um lugar onde você nunca saberá como será”. A outra pessoa retrucou e ameaçou a mulher. “Você acha que brincou, brincou com a pessoa errada. Vou acabar com você. Não tenho medo da polícia. Estava aí no velório. Ainda não sabe quem sou.” À publicação, o advogado da família Roberto Guastelli confirmou o diálogo e segundo ele Rosana não sabe com quem estava falando.

A polícia acredita que a menina foi sequestrada e assassinada, mas ainda investiga as motivações do crime. Inicialmente, a principal linha era que Vitória teria sido morta por engano.

Enterro
Cerca de duas mil pessoas, segundo a Guarda Municipal, acompanharam, no domingo (17/6), o sepultamento do corpo de Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, no cemitério municipal de Araçariguama, interior de São Paulo. O corpo da menina foi encontrado no sábado (16), à margem de uma estrada rural, após ficar oito dias desaparecida. Ela saiu de casa, no último dia 8, para andar de patins, e não voltou mais.

A polícia acredita que a menina foi sequestrada e assassinada, mas ainda investiga as circunstâncias e motivações do crime. Com base em vários depoimentos, a corporação acredita que Vitória foi morta por engano.

Ela teria sido confundida com alguém da família de um usuário de drogas que devia dinheiro a traficantes. A garota foi sequestrada e levada de carro para o local onde acabou morta. Também há dúvida se Vitória foi assassinada no local ou se o corpo foi apenas deixado ali. Um morador de Mairinque está preso temporariamente, suspeito de participação no crime.

Velório
O corpo de Vitória foi velado durante a noite, após passar por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba. Um clima de comoção marcou o velório e o sepultamento. A mãe da menina, Rosana Guimarães, passou mal e não acompanhou o enterro. O pai, Beto Vaz, caminhou segurando a parte da frente do caixão. Devido ao grande número de pessoas, uma ala do cemitério precisou ser isolada. Alunos da escola onde a menina estudava prestaram uma homenagem à Vitória.

Depois de oito dias de buscas que envolveram as polícias civil, militar, Corpo de Bombeiros e voluntários, o corpo de Vitória foi achado por um catador de latinhas, na Estrada de Aparecidinha, no bairro Caxambu, a sete quilômetros do local onde a menina foi vista pela última vez. O cachorro que acompanhava o homem foi atraído para o interior da mata. Ele localizou o corpo e a Polícia Militar foi avisada.

Os patins que a menina usava quando desapareceu estavam ao lado do corpo. Ela estava vestida com as mesmas roupas — shorts jeans e camiseta preta — do dia em que desapareceu. Um laudo prévio já foi repassado à Polícia Civil, mas nada foi divulgado em razão do sigilo decretado nas investigações.

Fonte: Metropolis

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