PM matou mulher e tirou a própria vida na frente dos filhos no DF

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Segundo sargento chegou ao local do crime, no Riacho Fundo II, em uma motocicleta, chamou a vítima até o lado de fora da casa e disparou

Reprodução/Internet

Segundo informações preliminares, o policial chegou ao endereço em uma motocicleta, chamou a vítima até o lado de fora da residência e efetuou pelo menos dois disparos na mulher. Em seguida, tirou a própria vida. O óbito dos dois foi constatado no local pelos bombeiros. Eles eram pais de um menino de 11 anos e uma menina de 8. Segundo os vizinhos, estavam em processo de separação.

Ainda de acordo com testemunhas, os filhos estavam na garagem de casa e teriam presenciado o crime. A mãe de Adriana, Dona Graça, entrou em desespero ao ver a filha agonizando. “Ela desabou”, contou uma vizinha.

Casado com a prima de Epaminondas, Evaldo Carvalho, 36, disse que o casal era muito apaixonado. Mas Epaminondas demonstrava muito ciúme da esposa. “Era um cara amigo e parceiro da família”, afirmou. O casal e os filhos moravam em Samambaia e, na quinta-feira (2), Adriana teria ido para a casa da mãe com as crianças, no Riacho Fundo II.

Uma das testemunhas contou à reportagem que chegava em casa no momento em que o casal conversava em frente ao portão. Assim que ela entrou em casa, ouviu três disparos de arma de fogo. “Quando saí para ver o que ocorria, os corpos estavam caídos”, afirmou.

Por volta das 12h, os corpos ainda estavam no local. A arma usada pelo policial, uma pistola .40, também permanecia na cena do crime. Uma vizinha que mora há 22 anos no local disse que todos estão muito chocados. “Nunca aconteceu um crime desse aqui na rua”, destacou a dona de casa Givanilde Cavalcante, 36.

Epaminondas  era segundo sargento da Polícia Militar. Na corporação, o caso causou perplexidade, uma vez tinha um temperamento mais tranquilo. A PM ficou de divulgar uma nota ainda nesta terça sobre o caso.

Outros casos
Na noite dessa segunda (6), Jonas Zandoná, 44, foi autuado em flagrante por feminicídio, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e sem chance de defesa da vítima. Para a Polícia Civil, o agressor jogou a mulher do terceiro andar de um prédio residencial na 415 Sul. Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, 37, chegou a ser socorrida.

No entanto, teve uma parada cardíaca e morreu por volta de 19h35. A vítima já havia denunciado o companheiro por agressão duas vezes. A última, em 2016, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam).

Na noite de domingo (5), o taxista Edilson Januário de Souto executou a tiros a mulher, Marília Jane de Sousa Silva, após uma discussão do casal. Depois de matar a companheira, estacionou o carro da vítima dentro do terreno, fechou o portão e saiu. O crime foi cometido na Quadra 405 do Recanto das Emas, por volta das 20h30. Até a última atualização desta reportagem, Edilson ainda não havia sido localizado pela polícia.

Somente em 2018, pelo menos 18 mulheres foram assassinadas no Distrito Federal. Os casos se assemelham não só pela brutalidade e covardia. O modo como os assassinos agem é parecido. De acordo com especialistas, os algozes, geralmente pessoas com quem as vítimas se relacionam, começam com pequenas exigências, cenas de ciúmes, cobranças, brigas seguidas de presentes e pedidos de desculpas com promessas de mudanças.

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