Esquerda do DF chega dividida às eleições

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Esquerda do DF chega dividida às eleições
FOTO : ANA RAYSSA

Rollemberg atrai PCdoB e PDT, mas é hostilizado por PT e PCO

“O governo Rollemberg é liberal e de centro-direita. Agora, ele quer dizer que é progressista para polarizar com a direita. Mas a principal representação da esquerda em Brasília é o PT”, dispara Júlio Miragaya (PT), candidato ao Buriti.

O petista também alfineta a mudança de postura do governador no tabuleiro nacional. Hoje Rollemberg está com o presidenciável Ciro Gomes (PDT). “Mas até três meses atrás, ele estava namorando com Geraldo Alckmin (PSDB). Ele quer que todo mundo esqueça isso. Mas não vamos deixar”, afirma.

Ressentimento ficou

O presidente regional do PSB, Tiago Coelho, classifica o governo como democrático, progressista e de centro-esquerda. O dirigente busca amenizar os atritos com as bases do PDT e do PCdoB. “Pediremos votos para Ciro. E a executiva nacional do PCdoB deu total liberdade para o diretório regional caminhar conosco”, contemporiza o presidente.

Sobre o flerte com Alckmin, Coelho justifica alegando que o movimento começou no PSB de São Paulo. “A postura regional não teve força, justamente pela coerência do campo da esquerda do PSB”, conta. Tiago considera que o PT ainda está ressentido pela ampla derrota de 2014. As cicatrizes estão abertas.

Miragaya planeja conversar com os três deputados distritais do PDT, descontentes com a aliança com o PSB. “Seria uma honra ter o apoio deles. Vou conversar com Reginaldo Veras, Cláudio Abrantes e Joe Valle”, garante. Candidato à reeleição, o deputado distrital Chico Vigilante (PT), não considera que Rede e PV, aliados de Rollemberg, como exemplos da esquerda.

Segundo o candidato do PCO do GDF, Renan Rosa, o governador é um personagem de direita, cuja postura inclusive contribui para o impeachmente da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Movimento que Renan taxa como “golpe”.

Fonte: Jornal de Brasilia

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