Indefinição na chapa de Bolsonaro impulsiona união de PSDB e PR no DF

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Lideranças do PR local tentam convencer caciques nacionais a abrir diálogo com tucanos, o que favoreceria junção de Frejat e Izalci ao GDF

Michael Melo/Metrópoles

Embora o PR ainda sinalize embarcar no projeto presidencial do militar da reserva, a sigla não esconde negociações com o grupo tucano. A brecha tem estimulado o que o atual deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), pré-candidato ao Senado na coalização de Frejat, chama de “chapa dos sonhos, quase imbatível”. Ele refere-se à possibilidade de Izalci abrir mão da candidatura ao Palácio do Buriti para ser vice no grupo do ex-secretário de Saúde Frejat.

Com a ruína da terceira via – aliança que já contou com até 12 partidos e hoje não garante o apoio da metade –, Izalci Lucas tem citado o cenário nacional para acalmar os aliados e evitar novas debandadas.

Apesar dos flertes disparados pelo grupo de Frejat, o tucano tem garantido a pessoas próximas que, mesmo sozinho, manteria o nome para a disputa ao Buriti. A estratégia é tentar manter o compromisso de engrossar o projeto tucano nas eleições para o Planalto, que vem sofrendo desgastes e pouco resultado.

Por ser a capital da República e vitrine nacional, Brasília é um importante palanque para o presidenciável Geraldo Alckmin. Nas eleições de 2014, o candidato da sigla, Aécio Neves, teve 61% dos votos válidos da capital do país. Contudo, nas últimas pesquisas, o ex-governador de São Paulo reuniria menos de 2% do eleitorado.

Sobre a possibilidade do ingresso do tucano Izalci em sua chapa, Jofran Frejat marcou posicionamento: “Estamos de braços abertos”. Na visão do médico, a união dos dois grupo fortalece a oposição ao atual governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB).

Mais indecisão
surgimento de uma chapa do PDT no último sábado (7/7), encabeçada pelo ex-deputado distrital Peniel Pacheco, misturou ainda mais as possibilidades de configurações nas alianças em gestão no Distrito Federal. Com um nome para o governo, Joe Valle para o Senado e o palanque garantido de Ciro Gomes no DF, a coalizão que começa a se formar ancorada em pedetistas pode tirar da terceira via o senador Cristovam Buarque (PPS) e o deputado federal Rogério Rosso (PSD).

Até o momento, a sigla fundada por Leonel Brizola tende a receber apoio local do PPL, PCdoB e mantém conversas com a Rede, do deputado distrital Chico Leite. Cristovam comunga de ideais parecidas com os do PDT – inclusive já integrou a legenda –, faria uma dobradinha com Joe Valle para o Senado Federal e, de quebra, desembarcaria da coalizão comandada pelo tucano Izalci Lucas que, até o momento, tem enfrentado muitas dificuldades para se manter.

Rogério Rosso também analisa novos caminhos. Quer formar uma chapa e pode compor como nome forte a aliança com Peniel. Antes disso, o deputado federal já havia conversado com o grupo de Eliana Pedrosa (Pros) pelo compromisso que nutre com os familiares do ex-governador Joaquim Roriz (sem partido), que embarcaram em peso na pré-campanha da ex-distrital. Eliana é a representante oficial do clã Roriz na disputa ao Governo do Distrito Federal.

Entra um, sai outro
Presidido pelo empresário Wanderley Tavares, o PRB tem conversado com diversas frentes e reuniu-se nesta semana com integrantes da composição de Eliana Pedrosa (Pros). Também manteve contatos com Rodrigo Rollemberg. O partido quer uma chapa forte para a Câmara dos Deputados, a fim de eleger o hoje distrital Julio Cesar. Para isso, precisa analisar cuidadosamente a melhor via para o projeto principal.

Embora ainda seja um assunto velado para as declarações de integrantes da legenda, a expectativa nos bastidores é que o PRB ande ao lado de Eliana Pedrosa e Alírio Neto (PTB), vice da ex-distrital na pré-disputa ao Buriti. A adesão depende, no entanto, do rumo definido pelo PSD de Rogério Rosso. Caso ele fique ao lado dos Roriz, o PRB seguirá caminho diferente.

Fonte: Metropolis

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