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Ala pró-governo no Senado pressiona por impeachment de ministros do STF

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Planalto deseja que Rodrigo Pacheco coloque em votação projeto que estabelece prazo de 15 dias para um pedido de impeachment ser avaliado

Apesar da aparente trégua do presidente Jair Bolsonaro no embate com o Supremo Tribunal Federal (STF), a bancada governista no Senado foi acionada pela Casa Civil para pressionar o Congresso na tentativa de acelerar a tramitação de pedidos de impeachment de ministros da Corte.

Na esteira do caso Daniel Silveira (PTB-RJ), deputado perdoado pelo presidente, senadores aliados do Palácio do Planalto querem que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), coloque em votação projeto que estabelece prazo de 15 dias para um pedido de impeachment ser avaliado pela cúpula do Senado.

Atualmente, há 27 pedidos de impeachment de ministros do STF sem análise na Casa, 12 deles contra Alexandre de Moraes. Os processos dependem, primeiro, de uma decisão de Pacheco. No ano passado, o presidente do Senado rejeitou um pedido protocolado por Bolsonaro contra Moraes.

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Pacheco foi o primeiro a vir a público defender o direito de Bolsonaro de conceder perdão à condenação de 8 anos e 9 meses de prisão imposta pelo STF a Silveira. Mas também se antecipou ao rechaçar posições do presidente que haviam colocado as eleições sob suspeição.

Segundo aliados, Pacheco foi informado de que sua atuação tem sido mal recebida pelo eleitorado mineiro que apoia Bolsonaro. Em sondagens feitas no interior do Estado, a conduta do presidente do Senado é reprovada por não ter dado andamento ao pedido de impeachment de Moraes, relator das apurações sobre atos antidemocráticos e disseminação de fake news.

Parlamentares do Centrão acompanham essa movimentação sem se opor à iniciativa. Alvo de investigações conduzidas pelo STF ainda na época da Lava Jato, esse grupo tem preferido apoiar a iniciativa sem se expor diretamente.

O senador Lasier Martins (Podemos-RS) lidera o movimento de pressão a Pacheco. “Não é possível num colegiado – porque nós somos 81 senadores com iguais poderes e direitos – permanecer essa tradição de que uma vontade só decide por todos”, disse o parlamentar do Podemos. Segundo Lasier, pelo menos 20 senadores apoiam o projeto.

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Em outra frente, um grupo que inclui senadores como Renan Calheiros (MDB-AL) e a pré-candidata à Presidência Simone Tebet (MDB-MS) tenta blindar o STF das investidas de Bolsonaro. “Eles estão enlouquecidos contra o STF e os ministros. Por isso a reação suprapartidária a essas coisas e em solidariedade à democracia”, afirmou Renan.

A bancada bolsonarista também age na Câmara. Projeto de autoria do deputado Paulo Eduardo Martins (PL-PR) inclui na lista de possíveis crimes de responsabilidade dos ministros manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento ou sobre atividades dos outros Poderes.

“O projeto acrescenta no rol de crimes de responsabilidade aquilo que se aplica aos magistrados segundo a Lei da Magistratura. É algo que há muito deveria estar previsto”, disse o deputado do PL.

Estadão Conteúdo

Fonte: Jornal de Brasilia

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‘Bolsolão do lixo’ vira um dos assuntos mais comentados do Twitter

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Foto: Sérgio Lima/ AFP

O investimento público federal com coleta de lixo virou foco de despesas milionárias crescentes e fora do padrão nos últimos anos

A disparada na compra de caminhões de lixo pelo governo Jair Bolsonaro (PL) com preços inflados, revelada neste domingo, 22, pelo Estadão, ganhou a hashtag ‘Bolsolão do Lixo’ e se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter, no início desta tarde. Foram 7.977 tuítes sobre o assunto em uma hora. Reportagem publicada hoje mostra que após Jair Bolsonaro se associar ao Centrão, a compra e distribuição de caminhões de lixo pelo governo saltaram de 85 para 488 veículos de 2019 para 2021.

Por volta das 13 horas, ‘Bolsolão do Lixo’ havia superado 7,5 mil tweets e internautas passaram a publicar memes com o assunto. Um deles exibe um caminhão de lixo com um cifrão na traseira do veículo e o slogan do governo ‘Pátria Amada Brasil’ na lateral. “No governo sem corrupção, tem corrupção até no lixo”, escreveu uma conta no Twitter. Bolsonaro costuma dizer que seu governo não tem corrupção a despeito de diversas ilegalidades reveladas pela imprensa.

O investimento público federal com coleta de lixo, um serviço essencial para o bem-estar da população, virou foco de despesas milionárias crescentes e fora do padrão nos últimos anos. Avaliados com cuidado, esses gastos revelam transações difíceis de entender, como a da cidade do interior de Alagoas que tem menos lixo do que caminhões para recolhê-lo ou a diferença de R$ 114 mil no preço de veículos iguais, comprados no espaço de apenas um mês – sem falar da presença de empresas fantasmas no meio das operações.

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Durante dois meses, a equipe do Estadão analisou cerca de 1,2 mil documentos referentes à aquisição desses veículos com verbas do orçamento federal, incluindo relatórios, planilhas e vídeos, num total de 7,7 gigabytes de dados. A distribuição de caminhões compactadores de lixo é usada por senadores, deputados e prefeitos para ganhar a simpatia e o voto dos eleitores de cidadezinhas pobres, onde a chegada desse tipo de auxílio é visível e faz enorme diferença. Até agora, o governo já destinou R$ 381 milhões para essa finalidade. A reportagem identificou pagamentos inflados de R$ 109 milhões.

A diferença dos preços de compra de modelos idênticos, em alguns casos, chegou a 30%. Em outubro passado, por exemplo, o governo adquiriu um modelo de caminhão por R$ 391 mil. Menos de um mês depois, aceitou pagar R$ 505 mil pelo mesmo modelo do veículo. Há casos também em que o governo recebeu veículos menores do que o comprado sem reaver a diferença de preço. Um município de 8 mil habitantes ganhou três caminhões compactadores num período de um ano e três meses, enquanto cidades próximas não têm nenhum. Até um beneficiário do auxílio emergencial ganhou licitações para fornecer caminhões de lixo para o governo.

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‘Bolsolão do Lixo’

Do jeito que está montada, a compra dos caminhões pelo governo para atender sua base no Congresso não segue nenhuma política pública de saneamento básico e não garante todas as fases da coleta de lixo. Caminhões são destinados a pequenas cidades sem qualquer plano para construção de aterros sanitários, como determinado em lei. No Piauí, por exemplo, o lixo coletado é jogado em terrenos a céu aberto em 89% das cidades. Mesmo assim, a prioridade dos políticos do Estado foi a aquisição dos veículos.

Fonte: Jornal de Brasilia

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