BRASÍLIA

BRASIL POLÍTICA

Bolsonaro pede que Índia antecipe, com urgência, envio da vacina de Oxford

Publicados

em

Imunizante contra a Covid-19 é desenvolvido em parceira com a AstraZeneca. No Brasil, Fiocruz pediu uso emergencial junto à Anvisa

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou uma carta para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pedindo ajuda para que seja antecipada a entrega de um lote de dois milhões de vacinas contra a Covid-19 ao Brasil.

O imunizante em questão é desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. O lote a que Bolsonaro se refere está sendo produzido por um laboratório indiano.

“Para possibilitar a imediata implementação do nosso Programa Nacional de Imunização, muito apreciaria poder contar com os bons ofícios de Vossa Excelência para antecipar o fornecimento ao Brasil, com a possível urgência e sem prejudicar o programa indiano de vacinação, de 2 milhões de doses do imunizante produzido pelo Serum Institute of India”, diz o documento enviado (leia a íntegra da carta mais abaixo).

Nesta sexta, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o uso emergencial do imunizante no Brasil. As duas milhões de doses deverão ser importadas do laboratório Serum. Segundo a Anvisa, o prazo para a análise do pedido de uso emergencial é de dez dias.

Leia Também:  Anderson Torres aceita convite e será o novo ministro da Justiça

Na terça (5/1), o Ministério das Relações Exteriores confirmou que o Brasil irá importar 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas na Índia. Segundo o governo, a data provável de entrega será a partir de meados do corrente mês de janeiro.

No dia anterior, o Instituto Serum, responsável pela fabricação do imunizante na Índia, informou que o governo do país havia proibido as exportações da vacina, sob o argumento que o imunizante produzido no país seria para assegurar, em primeiro lugar, a vacinação da população indiana.

Depois, porém, na terça, o Instituto Serum prometeu “uma implantação tranquila das vacinas na Índia e no mundo”.

Senhor primeiro-ministro,

É com grande satisfação que me dirijo a Vossa Excelência para tratar de importante tema que compõe nossa ampla agenda de cooperação.

Informo Vossa Excelência de que o governo brasileiro lançou o Programa Nacional de Imunização contra a Covid-19. Entre as vacinas selecionadas pelo governo brasileiro, encontram-se aquelas da empresa indiana Bharat Biotech Internacional Limited (Covaxin) e da AstraZeneca junto à Universidade de Oxford (Covishield), também produzida pelo Serum Institute of India.

Para possibilitar a imediata implementação do nosso Programa Nacional de Imunização, muito apreciaria poder contar com os bons ofícios de Vossa Excelência para antecipar o fornecimento ao Brasil, com a possível urgência e sem prejudicar o programa indiano de vacinações, de 2 milhões de doses do imunizante produzido pelo Serum Institute of India.

A propósito, com referência à minha carta de 6 de abril de 2020, reitero meus sinceros agradecimentos a Vossa Excelência pela liberação das exportações dos insumos farmacêuticos produzidos na Índia, de extrema relevância para o abastecimento de nosso mercado e para a saúde do povo brasileiro.

Ao expressar minha admiração pessoal pela excelência e alta capacidade produtiva dos laboratórios e institutos indianos, estou convicto da trajetória de amizade e cooperação que caracteriza as relações entre nossos dois países.

Na expectativa de revê-lo em breve, peço que aceite, senhor primeiro-ministro, a expressão da minha mais alta estima e consideração.

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL POLÍTICA

LDO 2022 prevê salário mínimo de R$ 1.147 e deficit de 1,9% do PIB

Publicados

em

Foto: Rudy/agência senado

Fonte: Agência Senado

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, encaminhado nesta quinta-feira (15) pelo Poder Executivo, prevê um salário mínimo de R$ 1.147 para o ano que vem. Atualmente, o valor é de R$ 1.100. O reajuste segue as regras constitucionais de correção do valor pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Além disso, o projeto permite a execução de mais despesas orçamentárias no caso de atraso na sanção da lei orçamentária, incluindo gastos com manutenção de rodovias.

O texto prevê um deficit de R$ 170,474 bilhões nas contas públicas no ano que vem, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O deficit é menor que o de 2020, estimado em 10% do PIB por causa dos efeitos da crise provocada pela pandemia de coronavírus. E também é menor que o de 2021, estimado em 3,3% do PIB. Em 2020, o governo destinou R$ 632,7 bilhões ao enfrentamento da pandemia. Alguns gastos passaram para execução em 2021.

De acordo com a LDO 2022, as despesas primárias sujeitas ao teto de gastos serão de R$ 1,592 trilhão. As despesas primárias estão estimadas em R$ 1,621 trilhão, sendo R$ 1,524 trilhão de despesas obrigatórias e R$ 96,674 bilhões em despesas discricionárias. Já a receita primária prevista para 2022 será de R$ 1,45 bilhão, descontadas as transferências constitucionais.

Leia Também:  Bolsonaro critica chapa de Rodrigo Maia e diz "apoiar outro lado"

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Junior, negou que as projeções estejam maquiando o possível aumento de despesas (já que os números contradizem as estimativas do mercado). “Os dados são auditados. Buscamos transparência e conservadorismo”, afirmou.

DEFICIT NAS CONTAS PÚBLICAS
(em % do PIB)

Fonte: Ministério da Economia/Estimativas do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022

Made with Flourish

Inflação, PIB e juros

A LDO 2022 prevê a desaceleração da inflação: de 4,4% em 2021 para 3,5% em 2022 — o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é usado na correção para o teto de gastos. E projeta um crescimento do PIB de 2,5% em 2022, abaixo da previsão de 2021, que é de 3,2%. Já a meta da taxa básica de juros é estimada em uma média de 4,7%, portanto acima da meta prevista para 2021, de 2,8%.

Execução do Orçamento

O projeto também modifica as regras de “antevigência” para execução do Orçamento, que têm validade enquanto a lei orçamentária não é sancionada pelo presidente da República. É o que aconteceu com o Orçamento de 2021, que ainda espera a sanção de Jair Bolsonaro.

Leia Também:  Comissão Especial da Vacina debate resultado de diligências

A LDO 2022 inclui novas autorizações para execução de despesas na antevigência da lei orçamentária, incluindo o orçamento de investimento, conservação e recuperação de rodovias e despesas de capital até 1/24 do valor do projeto de lei orçamentária. Atualmente, são permitidas apenas despesas com obrigações constitucionais ou legais da União, gastos com desastres, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e aplicação mínima em Saúde, entre outras.

O secretário de Orçamento Federal da Secretaria Especial de Fazenda, George Alberto de Aguiar Soares, afirmou que a execução provisória neste ano mostrou que algumas despesas de investimento têm forte necessidade no início deste ano, como a manutenção da malha rodoviária. “Acabamos perdendo estradas porque os buracos ficam maiores e causam maior prejuízo futuro. Precisamos de recursos para não paralisar obras.”

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Link: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/04/15/ldo-2022-preve-salario-minimo-de-r-1-147-e-deficit-de-1-9-do-pib

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

DISTRITO FEDERAL

FALA BOLSONARO

ECONOMIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA