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Comissão debate impactos da Copa América no enfrentamento da pandemia

10/06/2021 – 16:24  

Lucas Figueiredo/CBF

Governo e oposição discordam sobre a realização do torneio no Brasil

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta sexta-feira (11) para discutir os impactos da Copa América no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O torneio está previsto para ser realizado no Brasil de 13 de junho a 10 de julho, após as desistências de Colômbia (por questões políticas) e Argentina (devido ao agravamento da crise sanitária) sediarem o evento.

Ações protocoladas no Supremo Tribunal Federal (STF) por partidos de oposição tentam suspender a competição, sob o argumento de que ela pioraria a situação do País. “São quase 500 mil mortes causadas pela pandemia, e o ritmo de vacinação não garantirá a devida imunidade para o Brasil sediar evento dessa magnitude”, afirma o deputado Rogério Correia (PT-MG), autor do requerimento da audiência.

O governo, por sua vez, defende a realização do torneio e sustenta que os jogos não terão público e serão adotados protocolos sanitários. Entre os pontos que precisarão ser respeitados, estão a realização de testagem das delegações a cada 48 horas, além do isolamento de atletas e comissões técnicas nos hotéis das cidades-sede (Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro), sendo liberada a saída apenas para treinos, jogos ou questão de saúde.

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Convidados
Foram convidados para o debate representantes do Ministério da Cidadania; da Confederação Brasileira de Futebol (CBF); da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol); e da Associação de Médicos pela Democracia.

Como assistir
A reunião será realizada no plenário 7, a partir das 10 horas. O público poderá acompanhar a discussão ao vivo e enviar perguntas ao participantes por meio do portal e-Democracia.

Da Redação – MO

Câmara Federal

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Projeto classifica educação bilíngue para surdos como modalidade de ensino

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17/06/2021 – 14:29  

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná

Proposta inclui na LDB as pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva

O Projeto de Lei 4909/20, do Senado Federal, determina a educação bilíngue de surdos como uma modalidade de ensino independente, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda língua.

A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, inclui novos itens na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O texto que veio do Senado inclui na LDB, entre os princípios do ensino no País, o “respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva”. Também acrescenta à LDB o capítulo “Da Educação Bilíngue de Surdos”.

Ainda de acordo com a proposta, a educação bilíngue – de caráter opcional – será feita em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de surdos.

O público a ser atendido será de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas.

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Inclusão
Ao apresentar o projeto no ano passado, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) ressaltou que a iniciativa atendia a demandas da comunidade surda brasileira e da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis). Essa federação defende que a educação bilíngue seja vinculada à LDB — e desvinculada da educação especial. A ideia é promover uma maior inclusão.

Flávio Arns disse ainda que “por muitos anos, a educação bilíngue de surdos vem sendo incluída como parte da educação especial, embora já existam tanto científica e pedagogicamente quanto culturalmente razões suficientes para que ela seja considerada uma modalidade de ensino independente”.

Ensino e pesquisa
Pelo projeto, os sistemas de ensino deverão desenvolver programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos, com o objetivo de lhes proporcionar “a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades e especificidades e a valorização de sua língua e cultura”.

A União, de acordo com a proposta, concederá apoio técnico e financeiro para esses programas. Eles serão planejados com a participação das comunidades surdas, de instituições de ensino superior e de entidades representativas dos surdos.

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Atendimento especializado
Para atender às especificidades linguísticas dos surdos, deverá haver, quando necessário, serviços de apoio educacional especializado, como o atendimento educacional especializado bilíngue.

Além disso, o projeto estabelece que a oferta de educação bilíngue de surdos terá início desde o nascimento e deverá se estender ao longo da vida. O projeto também prevê a oferta, aos estudantes surdos, de materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior.

Tramitação
A proposta tramita em regime de urgência e será analisada simultaneamente pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto também será votado pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Com informações da Agência Senado

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