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“Episódios transfóbicos a gente resolve na delegacia”, diz vereadora trans de BH

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Vereadora trans de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT)
Reprodução/Twitter @DudaSalabert

Vereadora trans de Belo Horizonte Duda Salabert (PDT)

A vereadora trans Duda Salabert (PDT), eleita em Belo Horizonte com o maior número de votos para ocupar vaga na Câmara municipal, foi ignorada pelo vereador eleito Wesley da Autoescola (Pros) durante a cerimônia de posse nesta sexta-feira (1º) quando ele cumprimentou a candidata que teria recebido mais votos.

Em vez citar Salabert, que teve 37.613 votos, o parlamentar foi parabenizou Professora Marli (PP), que teve 14.496. Marli ficou na terceira posição.

A declaração de Wesley ocorreu enquanto os eleitos se revezavam ao microfone do plenário. Depois, Duda chegou a protestar sobre o tema.

“Vim aqui para discutir política, projetos de emprego, renda, moradia e saúde para Belo Horizonte. Episódios transfóbicos, como o ocorrido aqui, a gente resolve fora da Câmara, indo à delegacia e fazendo denúncia para que ele seja preso, caso se configure, de fato, como transfobia”, disse Salabert após a cerimônia de posse.

Segundo a vereadora, se o colega repetir atitudes do tipo, ele vai acionar a polícia. “Costumo dar uma segunda chance a todo mundo. Caso ele repita isso — como sou professora, de forma pedagógica e educativa — entendo que terei de ir à delegacia cumprir meu papel de cidadã, para que ele seja responsável pelas consequências”, afirmou.

Em seu discurso, o vereador do PP ainda comemorou o fato de a Câmara não ter aprovado, nos quatro anos que se passaram, projetos que ele chamou de “ideológicos”.

“Não posso ser criminalizado em expor um pensamento que tenho como verdade. Da mesma forma que, se eu falar daquilo que é verdade para mim e entender que isso é um crime de fobia, ela estaria sendo incriminada, talvez, por ‘evangéliofobia’, ‘cristofobia’ ou ‘conservadorismofobia'”, respondeu o parlamentar.

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Após sinalização de interferência de Bolsonaro, ações da Eletrobras valorizam 23% na semana

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Ações da Eletrobras valorizam 23% na semana, mas não se falou em ‘interferência’

Bolsonaro sinalizou interferência, e o papel da Eletrobrás saltou de R$27,04, na segunda, para R$33,83 na quinta

A estatal federal Eletrobrás valorizou 23% esta semana, mesmo após o presidente Jair Bolsonaro avisar que iria interferir no setor elétrico, mas ninguém atribuiu a essa atitude a valorização expressiva da estatal de energia.

No início da semana, o papel da Eletrobrás era vendido a R$27,04 e, nesta quinta (25), registrava valorização de 23%, cotada a R$33,83. O dedo presidencial, no setor elétrico, afinal só gerou lucros. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O gesto do presidente de levar ao Congresso a medida provisória que deflagra a privatização da Eletrobrás ajudou a valorizar suas ações.

A MP 1031 (Eletrobrás) teve objetivos vitais para o êxito do governo. Um deles foram os grandes investidores privados, nacionais e internacionais.

A MP também é uma investida contra aumentos tão cruéis quanto os dos combustíveis: só em 2021, o povo amarga alta de 13% na conta de luz.

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Confiar ao BNDES os estudos para privatizar a Eletrobrás gerou alívio. A pior escolha seria entregar a tarefa ao corporativismo dos eletrocratas.

Fonte: Diário do Poder

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