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Lula lança chapa com Alckmin e fala em ‘defesa da soberania’

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Presidente do Brasil por dois mandatos, Lula lança nova candidatura presidencial (Crédito: AFP)

SÃO PAULO, 7 MAI (ANSA) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou neste sábado (7) sua chapa com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin para disputar as eleições presidenciais em outubro deste ano.

Em seu discurso aos líderes partidários e apoiadores, o petista adotou um tom moderado, alegando que o Brasil precisa de calma, e apostou na “defesa da soberania”.

Lula enfatizou que apresentaria “o imenso legado de nossos governos”, em vez de promessas, defendeu a Petrobras e reforçou declarações em prol da criação de empregos, do combate à fome e do meio ambiente.

“É mais do que urgente restaurar a soberania. Mas isso não se resume à importantíssima missão de resguardar nossas fronteiras.

Former Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva greets supporters during the launch of his campaign for Brazil’s October presidential election in Sao Paulo, Brazil, on May 7, 2022. – Former president Luiz Inacio Lula da Silva launched his presidential “pre-candidacy” on Saturday, which will pit him against the far-right leader Jair Bolsonaro in the October 2 elections in Brazil, in a duel in which, at least for now, he is the favourite. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP)

É também defender nossas riquezas minerais, nossas florestas, nossos rios, nossos mares, nossa biodiversidade”, afirmou.

Para ele, a soberania do Brasil e democracia “são constantemente atacadas pela política irresponsável e criminosa do atual governo. Segundo o ex-presidente, “temos muito a aprender com os povos indígenas” e “defender a nossa soberania é garantir a posse de suas terras aos povos indígenas”.

De acordo com Lula, “nunca um governo como esse” que está no poder “estimulou tanto o preconceito”. “O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências para construirmos juntos uma via alternativa à incompetência e ao autoritarismo que nos governam”, afirmou ele, acrescentando que “é preciso unir os divergentes para poder enfrentar os antagônicos”.

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O petista tentou se contrapor ao seu adversário Bolsonaro e disse que o atual líder brasileiro é autoritário e ataca a soberania, a democracia e as instituições, além de mentir para esconder sua incompetência e destruir o que foi construído nos anos de governo do PT.

“Tudo o que fizemos e o povo brasileiro conquistou está sendo destruído pelo atual governo”, disse o petista sobre o atual presidente Jair Bolsonaro. “Não vamos desistir, nem eu e nem o nosso povo. A causa pela qual lutamos é o que nos mantém vivos”.

Former Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva delivers a speech during the launch of his campaign for Brazil’s October presidential election in Sao Paulo, Brazil, on May 7, 2022. – Former president Luiz Inacio Lula da Silva launched his presidential “pre-candidacy” on Saturday, which will pit him against the far-right leader Jair Bolsonaro in the October 2 elections in Brazil, in a duel in which, at least for now, he is the favourite. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP)

Falando sobre inflação e desemprego, principalmente no momento do aumento dos preços de combustíveis, Lula responsabilizou o governo Bolsonaro e novamente defendeu a soberania.

“O resultado desse desmonte é que somos autossuficientes em petróleo, mas pagamos por uma das gasolinas mais caras do mundo, cotada em dólar, enquanto os brasileiros recebem os seus salários em real”, explicou.

Já em relação às condenações sofridas em decorrência da Operação Lava Jato, Lula pediu para ninguém esperar “ressentimentos, mágoas ou desejo de vingança”.

“Para sair da crise, o Brasil precisa voltar a ser um país normal. A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É imperioso que cada um volte a tratar dos assuntos de sua competência”, acrescentou.

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O pré-candidato disse ainda que “hoje é um dia especial” e sai “na expectativa de que nós vamos comer chuchu com lula”, porque “esse prato se tornará o prato da moda para o Palácio do Planalto a partir das eleições”. Chuchu é um apelido dado a Alckmin, antigo adversário do petista. “Somos de partidos diferentes, fomos adversários. Estou feliz por tê-lo na condição de aliado”, disse.

Former Sao Paulo’s Governor Geraldo Alckmin speaks on a screen during the launch of former Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva (C) campaign for Brazil’s October presidential election in Sao Paulo, Brazil, on May 7, 2022. – Former president Luiz Inacio Lula da Silva launched his presidential “pre-candidacy” on Saturday, which will pit him against the far-right leader Jair Bolsonaro in the October 2 elections in Brazil, in a duel in which, at least for now, he is the favourite. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP)

Por fim, Lula afirmou ser preciso que “o fascismo seja devolvido ao esgoto da história de onde jamais deveria ter saído”. (ANSA)

Fonte: IstoÉ

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‘Bolsolão do lixo’ vira um dos assuntos mais comentados do Twitter

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Foto: Sérgio Lima/ AFP

O investimento público federal com coleta de lixo virou foco de despesas milionárias crescentes e fora do padrão nos últimos anos

A disparada na compra de caminhões de lixo pelo governo Jair Bolsonaro (PL) com preços inflados, revelada neste domingo, 22, pelo Estadão, ganhou a hashtag ‘Bolsolão do Lixo’ e se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter, no início desta tarde. Foram 7.977 tuítes sobre o assunto em uma hora. Reportagem publicada hoje mostra que após Jair Bolsonaro se associar ao Centrão, a compra e distribuição de caminhões de lixo pelo governo saltaram de 85 para 488 veículos de 2019 para 2021.

Por volta das 13 horas, ‘Bolsolão do Lixo’ havia superado 7,5 mil tweets e internautas passaram a publicar memes com o assunto. Um deles exibe um caminhão de lixo com um cifrão na traseira do veículo e o slogan do governo ‘Pátria Amada Brasil’ na lateral. “No governo sem corrupção, tem corrupção até no lixo”, escreveu uma conta no Twitter. Bolsonaro costuma dizer que seu governo não tem corrupção a despeito de diversas ilegalidades reveladas pela imprensa.

O investimento público federal com coleta de lixo, um serviço essencial para o bem-estar da população, virou foco de despesas milionárias crescentes e fora do padrão nos últimos anos. Avaliados com cuidado, esses gastos revelam transações difíceis de entender, como a da cidade do interior de Alagoas que tem menos lixo do que caminhões para recolhê-lo ou a diferença de R$ 114 mil no preço de veículos iguais, comprados no espaço de apenas um mês – sem falar da presença de empresas fantasmas no meio das operações.

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Durante dois meses, a equipe do Estadão analisou cerca de 1,2 mil documentos referentes à aquisição desses veículos com verbas do orçamento federal, incluindo relatórios, planilhas e vídeos, num total de 7,7 gigabytes de dados. A distribuição de caminhões compactadores de lixo é usada por senadores, deputados e prefeitos para ganhar a simpatia e o voto dos eleitores de cidadezinhas pobres, onde a chegada desse tipo de auxílio é visível e faz enorme diferença. Até agora, o governo já destinou R$ 381 milhões para essa finalidade. A reportagem identificou pagamentos inflados de R$ 109 milhões.

A diferença dos preços de compra de modelos idênticos, em alguns casos, chegou a 30%. Em outubro passado, por exemplo, o governo adquiriu um modelo de caminhão por R$ 391 mil. Menos de um mês depois, aceitou pagar R$ 505 mil pelo mesmo modelo do veículo. Há casos também em que o governo recebeu veículos menores do que o comprado sem reaver a diferença de preço. Um município de 8 mil habitantes ganhou três caminhões compactadores num período de um ano e três meses, enquanto cidades próximas não têm nenhum. Até um beneficiário do auxílio emergencial ganhou licitações para fornecer caminhões de lixo para o governo.

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‘Bolsolão do Lixo’

Do jeito que está montada, a compra dos caminhões pelo governo para atender sua base no Congresso não segue nenhuma política pública de saneamento básico e não garante todas as fases da coleta de lixo. Caminhões são destinados a pequenas cidades sem qualquer plano para construção de aterros sanitários, como determinado em lei. No Piauí, por exemplo, o lixo coletado é jogado em terrenos a céu aberto em 89% das cidades. Mesmo assim, a prioridade dos políticos do Estado foi a aquisição dos veículos.

Fonte: Jornal de Brasilia

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