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Manuela D’Ávila: sou candidata e defendo esquerda até último dia

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O nome dela é tido como uma possibilidade para o posto de vice do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, caso Lula não possa concorrer

TV Cultura/Reprodução

Seu nome é tido como um dos possíveis para o posto de vice do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que pode assumir a candidatura do PT diante da impossibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser o candidato da sigla porque está preso.

“Nós nunca fomos e nunca seremos óbice para o nosso campo político”, disse Manuela durante o discurso na convenção nacional do PCdoB, realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira, 1º. “Sou candidata porque defendo a unidade da esquerda até o último dia”, afirmou.

Questionada se uma união do PCdoB apenas com o PT seria suficiente abrir mão da sua candidatura, Manuela afirmou, porém, esperar que a composição seja “mais ampla”. “Hoje essa não é a maior tendência”, disse.

Segundo ela, a proposta do partido sempre foi defender a unidade do campo político de esquerda do país. “Nós fizemos um conjunto de apelos públicos, dizendo que a nossa candidatura não é óbice para a unidade do nosso campo e, como ainda temos tempo, se surgir alguma novidade, nós seguimos entusiastas”, disse a jornalistas ao final do evento.

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Para ela, a esquerda no país precisa se unir para “tirar o Brasil da crise”. “Dentro do nosso campo, temos diferenças pequenas dentro do que representa a crise pela qual passam os brasileiros”, afirmou.

Sobre a escolha de um nome para ser seu vice, de acordo com Manuela, o partido ainda discute as possibilidades internamente e a escolha será anunciada no limite da data estabelecida para o registro da chapa. “Deixa o vice para um segundo momento. São cenas do próximo capítulo”, disse.

Fonte: Metropolis

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Projeto classifica educação bilíngue para surdos como modalidade de ensino

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17/06/2021 – 14:29  

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná

Proposta inclui na LDB as pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva

O Projeto de Lei 4909/20, do Senado Federal, determina a educação bilíngue de surdos como uma modalidade de ensino independente, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda língua.

A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, inclui novos itens na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O texto que veio do Senado inclui na LDB, entre os princípios do ensino no País, o “respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva”. Também acrescenta à LDB o capítulo “Da Educação Bilíngue de Surdos”.

Ainda de acordo com a proposta, a educação bilíngue – de caráter opcional – será feita em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de surdos.

O público a ser atendido será de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas.

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Inclusão
Ao apresentar o projeto no ano passado, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) ressaltou que a iniciativa atendia a demandas da comunidade surda brasileira e da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis). Essa federação defende que a educação bilíngue seja vinculada à LDB — e desvinculada da educação especial. A ideia é promover uma maior inclusão.

Flávio Arns disse ainda que “por muitos anos, a educação bilíngue de surdos vem sendo incluída como parte da educação especial, embora já existam tanto científica e pedagogicamente quanto culturalmente razões suficientes para que ela seja considerada uma modalidade de ensino independente”.

Ensino e pesquisa
Pelo projeto, os sistemas de ensino deverão desenvolver programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos, com o objetivo de lhes proporcionar “a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades e especificidades e a valorização de sua língua e cultura”.

A União, de acordo com a proposta, concederá apoio técnico e financeiro para esses programas. Eles serão planejados com a participação das comunidades surdas, de instituições de ensino superior e de entidades representativas dos surdos.

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Atendimento especializado
Para atender às especificidades linguísticas dos surdos, deverá haver, quando necessário, serviços de apoio educacional especializado, como o atendimento educacional especializado bilíngue.

Além disso, o projeto estabelece que a oferta de educação bilíngue de surdos terá início desde o nascimento e deverá se estender ao longo da vida. O projeto também prevê a oferta, aos estudantes surdos, de materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior.

Tramitação
A proposta tramita em regime de urgência e será analisada simultaneamente pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto também será votado pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Com informações da Agência Senado

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