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TSE vê erros de premissa e falta de embasamento em questionamentos das Forças Armadas sobre eleições

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Vista do plenário do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) -O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou nesta segunda-feira o que afirmou ser uma série de erros de premissas, conceituais e até falta de embasamento metodológico em questionamentos apresentados pelas Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas na Comissão de Transparência das Eleições (CTE) criada pela corte.

O tribunal divulgou a íntegra de 35 páginas, divididas em sete tópicos, com os questionamentos e as respostas técnicas dadas pela corte ao representante das Forças Armadas na comissão, o general Heber Garcia Portella.

No primeiro dos tópicos, a respeito do nível de confiança do teste de integridade das urnas, o TSE disse que o representante das Forças Armadas assume que a “probabilidade de ocorrência de inconformidade (problemas) como sendo da ordem de 50%”, sem que haja “embasamento teórico-metodológico” que justifique tal constatação.

Diante do fato de que nunca foi constatada qualquer irregularidade nos testes de integridade anteriores, o tribunal disse ser aceitável que uma probabilidade de ocorrência de inconformidade seja igual a 0,01%.

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O militar teria apontado na comissão que o nível de confiança nesse tipo de teste seria baixo.

“Haure-se (extrai-se), como consequência, que o erro amostral calculado pela equação apresentada pelo senhor representante das Forças Armadas decorre pura e simplesmente, da adoção de uma premissa diversa, não justificável diante dos mecanismos de segurança do sistema”, respondeu a área técnica do tribunal.

Em outro tópico, o militar defendeu que se adote uma espécie de redundância de totalização dos votos com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), ao mesmo tempo em que se faz essa etapa de forma centralizada pelo TSE. Segundo ele, isso poderia “diminuir a percepção da sociedade de que somente o TSE controla todo o processo eleitoral e aumentar a resiliência cibernética do sistema de totalização dos votos”.

“Não há, pois, com o devido respeito, ‘sala escura’ de apuração. Os votos digitados na urna eletrônica são votos automaticamente computados e podem ser contabilizados em qualquer lugar, inclusive, em todos os pontos do Brasil”, disse a área técnica do TSE.

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Em vários momentos, sem apresentar evidências, o presidente Jair Bolsonaro já disse que haveria um suposto lugar reservado para se fazer a totalização dos votos das eleições no TSE. Ele já defendeu que houvesse um computador para as Forças Armadas realizar uma contabilidade paralela do pleito — medida essa que não tem amparo legal.

Após rebater e dar explicações sobre cada um dos pontos, o TSE conclui que “apresentou esclarecimentos e apontou as medidas que já são adotadas, a fim de assegurar eleições íntegras, seguras e transparentes”.

(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Pedro Fonseca)

Fonte: IstoÉ

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‘Bolsolão do lixo’ vira um dos assuntos mais comentados do Twitter

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Foto: Sérgio Lima/ AFP

O investimento público federal com coleta de lixo virou foco de despesas milionárias crescentes e fora do padrão nos últimos anos

A disparada na compra de caminhões de lixo pelo governo Jair Bolsonaro (PL) com preços inflados, revelada neste domingo, 22, pelo Estadão, ganhou a hashtag ‘Bolsolão do Lixo’ e se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter, no início desta tarde. Foram 7.977 tuítes sobre o assunto em uma hora. Reportagem publicada hoje mostra que após Jair Bolsonaro se associar ao Centrão, a compra e distribuição de caminhões de lixo pelo governo saltaram de 85 para 488 veículos de 2019 para 2021.

Por volta das 13 horas, ‘Bolsolão do Lixo’ havia superado 7,5 mil tweets e internautas passaram a publicar memes com o assunto. Um deles exibe um caminhão de lixo com um cifrão na traseira do veículo e o slogan do governo ‘Pátria Amada Brasil’ na lateral. “No governo sem corrupção, tem corrupção até no lixo”, escreveu uma conta no Twitter. Bolsonaro costuma dizer que seu governo não tem corrupção a despeito de diversas ilegalidades reveladas pela imprensa.

O investimento público federal com coleta de lixo, um serviço essencial para o bem-estar da população, virou foco de despesas milionárias crescentes e fora do padrão nos últimos anos. Avaliados com cuidado, esses gastos revelam transações difíceis de entender, como a da cidade do interior de Alagoas que tem menos lixo do que caminhões para recolhê-lo ou a diferença de R$ 114 mil no preço de veículos iguais, comprados no espaço de apenas um mês – sem falar da presença de empresas fantasmas no meio das operações.

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Durante dois meses, a equipe do Estadão analisou cerca de 1,2 mil documentos referentes à aquisição desses veículos com verbas do orçamento federal, incluindo relatórios, planilhas e vídeos, num total de 7,7 gigabytes de dados. A distribuição de caminhões compactadores de lixo é usada por senadores, deputados e prefeitos para ganhar a simpatia e o voto dos eleitores de cidadezinhas pobres, onde a chegada desse tipo de auxílio é visível e faz enorme diferença. Até agora, o governo já destinou R$ 381 milhões para essa finalidade. A reportagem identificou pagamentos inflados de R$ 109 milhões.

A diferença dos preços de compra de modelos idênticos, em alguns casos, chegou a 30%. Em outubro passado, por exemplo, o governo adquiriu um modelo de caminhão por R$ 391 mil. Menos de um mês depois, aceitou pagar R$ 505 mil pelo mesmo modelo do veículo. Há casos também em que o governo recebeu veículos menores do que o comprado sem reaver a diferença de preço. Um município de 8 mil habitantes ganhou três caminhões compactadores num período de um ano e três meses, enquanto cidades próximas não têm nenhum. Até um beneficiário do auxílio emergencial ganhou licitações para fornecer caminhões de lixo para o governo.

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‘Bolsolão do Lixo’

Do jeito que está montada, a compra dos caminhões pelo governo para atender sua base no Congresso não segue nenhuma política pública de saneamento básico e não garante todas as fases da coleta de lixo. Caminhões são destinados a pequenas cidades sem qualquer plano para construção de aterros sanitários, como determinado em lei. No Piauí, por exemplo, o lixo coletado é jogado em terrenos a céu aberto em 89% das cidades. Mesmo assim, a prioridade dos políticos do Estado foi a aquisição dos veículos.

Fonte: Jornal de Brasilia

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