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Vereadora trans e negra é ameaçada: ‘Vou te matar do jeito que matamos Marielle’


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Benny Briolly foi ameaçada de morte
Reprodução Facebook

Benny Briolly foi ameaçada de morte

A primeira mulher trans eleita na Câmara de Vereadores de Niterói, no Rio de Janeiro, voltou a receber ameaças. Benny Briolly (PSOL)  foi ameaçada de morte e disse que o caso será registrado na delegacia. As informações foram dadas pelo UOL .

Na última segunda-feira (7), Benny recebeu uma ameaça anônima enviada por e-mail: “Não adianta avisar a polícia ou andar com seguranças. Nada no mundo vai me impedir de te matar. Vou te matar do mesmo jeito que meu grupo matou a Marielle ! Pois é. Nós matamos a Marielle”.

A mensagem também traz comentários transfóbicos . “Enquanto você ganha um salário de vereador apenas por ser um pedreiro de peruca, eu estou desempregado, minha esposa está com câncer de mama e estamos vivendo do auxílio emergencial”, diz o e-mail.

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“Eu juro que se você não renunciar ao mandato vou comprar uma pistola 9mm no Morro do Engenho aqui no Rio de Janeiro e uma passagem só de ida para Niterói e vou te matar. Eu já tenho todos os seus dados e vou aparecer aí na sua casa”, ameaça o texto.

Benny Briolly diz que a mensagem é assustadora, mas que ela não irá recuar. “São xingamentos e ameaças de linchamento nas ruas. Essa é a primeira ameaça de morte após as eleições. Estou me sentindo bem vulnerável”, relatou.

“Nossa resposta ainda é a mesma: não vamos sair dos espaços de poder. A estrutura transfóbica e racista deste país não vai prevalecer”, complementou a vereadora eleita.

Antes das eleições municipais, Benny já havia sido alvo de ameaças e LGBTfobia . Uma das mensagens dizia “Ronie Lessa vai te pegar”, em referência ao suspeito de participar do assassinato de Marielle Franco.

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Projeto classifica educação bilíngue para surdos como modalidade de ensino

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17/06/2021 – 14:29  

Divulgação/Agência de Notícias do Paraná

Proposta inclui na LDB as pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva

O Projeto de Lei 4909/20, do Senado Federal, determina a educação bilíngue de surdos como uma modalidade de ensino independente, com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda língua.

A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, inclui novos itens na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

O texto que veio do Senado inclui na LDB, entre os princípios do ensino no País, o “respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas, surdocegas e com deficiência auditiva”. Também acrescenta à LDB o capítulo “Da Educação Bilíngue de Surdos”.

Ainda de acordo com a proposta, a educação bilíngue – de caráter opcional – será feita em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de surdos.

O público a ser atendido será de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências associadas.

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Inclusão
Ao apresentar o projeto no ano passado, o senador Flávio Arns (Podemos-PR) ressaltou que a iniciativa atendia a demandas da comunidade surda brasileira e da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis). Essa federação defende que a educação bilíngue seja vinculada à LDB — e desvinculada da educação especial. A ideia é promover uma maior inclusão.

Flávio Arns disse ainda que “por muitos anos, a educação bilíngue de surdos vem sendo incluída como parte da educação especial, embora já existam tanto científica e pedagogicamente quanto culturalmente razões suficientes para que ela seja considerada uma modalidade de ensino independente”.

Ensino e pesquisa
Pelo projeto, os sistemas de ensino deverão desenvolver programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos, com o objetivo de lhes proporcionar “a recuperação de suas memórias históricas, a reafirmação de suas identidades e especificidades e a valorização de sua língua e cultura”.

A União, de acordo com a proposta, concederá apoio técnico e financeiro para esses programas. Eles serão planejados com a participação das comunidades surdas, de instituições de ensino superior e de entidades representativas dos surdos.

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Atendimento especializado
Para atender às especificidades linguísticas dos surdos, deverá haver, quando necessário, serviços de apoio educacional especializado, como o atendimento educacional especializado bilíngue.

Além disso, o projeto estabelece que a oferta de educação bilíngue de surdos terá início desde o nascimento e deverá se estender ao longo da vida. O projeto também prevê a oferta, aos estudantes surdos, de materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior.

Tramitação
A proposta tramita em regime de urgência e será analisada simultaneamente pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto também será votado pelo Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
Com informações da Agência Senado

Câmara Federal

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