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Usuários de lentes de contato sofrem em tempo de seca

Devido à baixa umidade, acessório pode causar coceira, irritação e até lesões corneanas

 Comum na região Centro-Oeste nesta época do ano, a seca vem castigando os brasilienses. Além de aumentar o caso de alergias, causar mal-estar e ressecamento da pele, também gera desconfortos na visão, causando aumento de pacientes com síndrome do olho seco. O problema, entretanto, ficou ainda mais acentuado neste período de pandemia, quando muitos usuários de óculos trocaram esse acessório por um outro: a lente de contato, mais prática neste tempo indispensável do uso das máscaras de proteção facial.

Para quem se adapta bem, as lentes são uma ótima opção pois permitem uma visão total, já que acompanham o direcionamento olhos, proporcionando mais liberdade de movimento. Porém, durante este período do inverno aqui de Brasília, as lentes de contato podem ser uma fonte de irritação. Isso porque a baixa umidade do ar acarreta uma maior evaporação da lágrima, o que aumenta o atrito das lentes com a superfície ocular, o que pode provocar coceira, deixar os olhos constantemente vermelhos e causar, inclusive, lesões corneanas. “O incômodo é tamanho que muitos pacientes sequer conseguem usá-las. Alguns precisam de medicamentos para ajudá-los a aumentar a lubrificação dos olhos”, explica o Dr. José Geraldo Pereira, especialista em Estrabismo, Pterígio e Lentes de Contato Grupo Inob, uma empresa do Opty.

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O especialista ressalta que para aliviar o desconforto, existem colírios apropriados: os vasoconstritores, com corticóides ou mesmo os lubrificantes. Mas é preciso ficar atento, apesar de serem facilmente adquiridos nas farmácias, colírios são remédios e só podem ser utilizados com indicação de um médico.  “Muita gente tem o hábito de pedir a indicação de um amigo ou mesmo usar o colírio que um familiar já está utilizando. Cuidado! Isso pode  outros problemas. Até mesmo aqueles lubrificantes, vendidos sem a necessidade de receita, só podem ser usados à vontade caso não tenham conservantes e o oftalmologista é quem vai orientar seu uso”, assegura.

Apesar da praticidade, as lentes de contato demandam cuidados especiais. Por estar em contato direto com o olho, elas podem provocar uma infecção, caso não sejam manuseadas de forma segura. Mais da metade dos casos de contaminação de córnea no mundo são causados pelo uso de lentes fora da validade, má higienização ou armazenamento incorreto. “É fundamental ter uma solução de limpeza específica e um estojo apropriado para armazená-las. Também é recomendado lavar as mãos com um sabonete bactericida antes de pegá-las. Nada de soro fisiológico, que não possui agentes de limpeza adequados para lubrificar e desinfetar as lentes, e nunca cuspa ou use água corrente na lente ou no estojo, pois ao invés de limpá-los você pode contaminá-los ainda mais. Outra recomendação é não dormir com as lentes, pois isso diminui a chegada do oxigênio por meio da lágrima, castigando muito a córnea”, avisa. “É importante frisar que a adaptação de lentes de contato é um ato médico. Só o especialista, no caso o oftalmologista vai indicar a melhor maneira de evitar este desconforto e usar suas lentes com toda segurança”, completa.

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O Dr. José Geraldo ressalta que, no início da pandemia, o recomendado era abandonar as lentes de contato e usar os óculos. Isso porque imaginava-se que o processo de colocar e tirar a lente dos olhos poderia facilitar a transmissão da Covid-19, já que a doença também é propagada pelo contato com as mãos. Porém, o especialista assegura que não há evidências que atestem que o uso das lentes favoreça o contágio do novo coronavírus. “O asseio é fundamental para afastar o risco de contaminação, seja pelo coronavírus ou por partículas estranhas. Reforçando que com ou sem lentes, no dia a dia, devemos evitar o contato das mãos não higienizadas nos olhos. O segredo para manter seus olhos saudáveis é um só: higiene”, finaliza.

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As 2 únicas universidades brasileiras em ranking de reputação global

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Jovem com roupa de formanda

Crédito, Getty Images

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Ranking de reputação publicado nesta quarta foi feito com base na opinião de 10,9 mil acadêmicos

Duas universidades brasileiras são as únicas sul-americanas a figurar em um ranking de reputação global elaborado pela publicação britânica Times Higher Education (THE) e publicado nesta quarta-feira (27/10).

A Universidade de São Paulo (USP) é a brasileira a mais bem colocada no ranking, compartilhando com outras universidades estrangeiras as posições 81 a 90.

A Universidade de Campinas (Unicamp) ficou entre as posições 151 e 175.

Ambas melhoraram seu desempenho em relação ao mesmo ranking elaborado em 2020: a USP subiu dez posições neste ano e a Unicamp, cinco.

Ao contrário dos rankings tradicionais da Times Higher Education, que classificam as universidades internacionais conforme seu ambiente de aprendizado, quantidade de pesquisas e citações recebidas por estas e transferência de tecnologia no ambiente universitário, o ranking de reputação publicado nesta quarta leva em conta exclusivamente a opinião de acadêmicos a respeito de quais acreditam ser as melhores universidades do mundo em termos de ensino e pesquisa.

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Foram entrevistados 10,9 mil acadêmicos “experientes e com trabalhos publicados” em 29 países, segundo a THE.

“É um ranking bastante subjetivo: acadêmicos de prestígio são chamados a citar universidades que achem que estão fazendo um bom trabalho, que tenham visibilidade em conferências, em produção de estudos e na mídia”, diz à BBC News Brasil Phil Baty, representante da THE. “Mas é uma opinião informada, de pessoas que sabem do que estão falando.”

Crédito, Marcos Santos/USP Imagens

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USP é a brasileira mais bem colocada em ranking de reputação global

Baty aponta que, embora as universidades brasileiras tenham melhorado de 2020 para 2021, elas não estão em uma curva crescente. “O ranking de reputação está em sua 11ª edição, e a USP, por exemplo, já chegou a ficar entre as posições 61ª e 70ª”, diz.

A cinco universidades mais bem colocadas são de EUA a Reino Unido: Harvard, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Universidade de Oxford, Stanford e Universidade de Cambridge, respectivamente.

“A reputação é uma moeda poderosa para universidades, com um papel vital em criar prestígio e atrair talento estudantil, talento acadêmico, novas parcerias e até investimentos internos”, agrega Baty.

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No total, os EUA se destacam com 57 universidades entre as 202 listadas no ranking de reputação, seguidos de Reino Unido (25) e China (17).

Crédito, PA Media

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Universidades americanas e britânicas (como Oxford, acima) lideram ranking, mas China tem ascendido

O avanço na reputação das universidades chinesas, por sinal, tem chamado a atenção de observadores: pela primeira vez, uma instituição de ensino superior chinesa — a Universidade de Tsinghua — ficou no top 10 do ranking.

“A China continental é o maior exemplo de sucesso no ranking, mostrando que suas universidades continuam a crescer em reputação internacional por sua pesquisa e ensino entre seus pares globais”, diz o comunicado da THE.

Segundo Phil Baty, esse avanço pode fazer mudar “o balanço de poder na educação superior internacional nos próximos anos, à medida que a China continental se torna mais atraente para acadêmicos e estudantes”, com impactos na retenção de talentos mas também na distribuição de investimentos internacionais em pesquisas.

Outros países com um significativo número de universidades com melhor reputação são Alemanha (14), Japão (11), Holanda (9), Austrália, Canadá e França (com 6 universidades cada).

Além das brasileiras USP e Unicamp, a única latino-americana a figurar no ranking é a Universidade Nacional Autônoma do México, entre as posições 176 e 200.

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BBC

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