Em comemoração ao Dia Internacional de Luta pela Terra, ativistas assinalam importância dos trabalhadores rurais

Foto: Carlos Gandra/CLDF

Chico Vigilante destacou união na luta pela democratização da terra e no combate às violações de direitos

Em sessão solene na tarde desta segunda-feira (18), a Câmara Legislativa comemorou o Dia Internacional de Luta pela Terra, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital (canal 9.3) e YouTube. O autor da homenagem, deputado Chico Vigilante (PT), lembrou que em 17 de abril de 1996 ocorreu o massacre dos trabalhadores sem terra em Eldorado dos Carajás (PA), data que, desde então, se tornou simbólica para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O parlamentar alinhavou que o sentido da sessão solene é “enaltecer a luta do homem pela terra, mas essa luta tem que ser da sociedade como um todo para, efetivamente, termos mais alimentos”.

Na condição de filho de pequeno produtor rural, Vigilante afirmou: “Há muita terra para poucos e tanta gente precisando de terra”. Ele enfatizou a importância dos trabalhadores que buscam um pedaço de terra para produzir e o fortalecimento da democracia. 

Em uníssono, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) apresentou o panorama da luta do MST, que representa “a luta por um País diferente, onde todos e todas possam ter o seu pedaço de terra”.
Representante do MST, Adonilton Souza observou que a data de 17 de abril marca, além dos 26 anos do massacre em Eldorado, a impunidade que cerca o ocorrido.

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“No Brasil de hoje segue esse matança”, opinou. Em nome da via campesina, Marco Barato destacou a internacionalização do debate. “Eldorado não é um fato isolado, os massacres sempre estiveram presentes na luta pela terra no Brasil”, disse. Ele considera que o atual governo federal tem ao seu lado “o latifúndio que se arma e se gaba de matar sem terra”. Em contrapartida, ele defendeu a produção de alimentos orgânicos e saudáveis por pequenos produtores rurais.

“A história do Brasil é marcada pela escravidão do povo do campo”, salientou Henrique Torres, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que discorreu sobre a formação e a perseguição dos campesinos brasileiros.

Ao saudar as mulheres do campo, a dirigente do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, protestou contra a “criminalização da atuação da luta pela terra”. Ela pontuou políticas públicas a fim de dar condições e efetividade à reforma agrária, bem como levar a reflexão sobre o tema às salas de aula.

Índio Galdino

Segundo o presidente do PT-DF, Jacy Afonso, a solenidade de hoje resgata os fatos ocorridos e sublinha as lutas para o próximo período, ao citar as futuras eleições. “Este é o ano das mudanças”, assinalou. Para Jacy, há uma confluência de fatores nesse momento. Ele anunciou que, no contexto atual de garimpo ilegal em terras indígenas, empreendido pelo governo federal, os movimentos sociais realizam, na próxima quarta-feira (20), uma atividade para lembrar os 25 anos da morte do índio Galdino em Brasília.

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Diversos representantes de movimentos sociais participaram da solenidade, a exemplo do coordenador do movimento médicos populares, Vinícius Ximenes e a ativista do MST e do coletivo Distrito Drag, Ruth Venceremos.

Franci Moraes – Agência CLDF

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