Brasil: Stellantis dribla falta de chips e quer manter liderança

Brasil: Stellantis dribla falta de chips e quer manter liderança

A Stellantis está indo muito bem em meio à crise do semicondutores no Brasil, pelo menos. Aqui, as plantas de Betim e Goiana estão trabalhando normalmente mesmo com a escassez global de chips, que afeta os fabricantes mundiais.

Com cinco marcas no país, a Stellantis tem quatro delas com produção local: Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën. Ainda que a falta de chips seja um problema geral, a montadora conseguiu driblar a falta dos componentes para manter o ritmo.

Dessa forma, o resultado não poderia ser outro que não a liderança, tanto como grupo, como marca, com a Fiat no topo e com boa vantagem sobre a VW. Antônio Filosa, CEO da Stellantis na América do Sul, garante que a empresa manterá a ponta após a crise.

Brasil: Stellantis dribla falta de chips e quer manter liderança

VEJA TAMBÉM:

Filosa disse ao site Automotive Business: “Na América do Sul entregamos um primeiro semestre muito positivo para a corporação. Nosso trabalho é mostrar desempenho melhor que os outros para manter a região em posição estratégica e não faltar componentes. Conseguimos administrar a falta de semicondutores com flexibilidade industrial e a criatividade da nossa equipe de 1.100 engenheiros. Quem é mais eficiente neste momento ganha mercado, mas o que garante nossa liderança é o plano comercial que traçamos há três anos, ainda como FCA”.

Leia Também:  No México, Ford inicia produção da Maverick, que chega em 2022

Realmente, quem tem a produção regular, pula automaticamente para a ponta sem esforço, visto que as rivais caíram vertiginosamente. Tanto Volkswagen quanto a General Motors (esta ainda mais), despencaram com paralisações nas fábricas.

Mesmo a Toyota, que subiu, viu sua planta de Sorocaba ficar parada por um tempo. A Hyundai, outra candidata a ir para o topo, não escapou de redução e paralisação. Enquanto isso, a Stellantis mantém dois turnos em Betim e três em Goiana.

Brasil: Stellantis dribla falta de chips e quer manter liderança

Embora pareça que a Stellantis esteja fabricando chips, a falta de semicondutores é uma preocupação para a montadora nos próximos meses e paralisações podem ocorrer, segundo Filosa. Para não perder mercado (e a liderança), o grupo têm focado na produção geral e não somente em modelos de maior valor agregado, incluindo ainda o atendimento às frotas.

O executivo italiano disse: “Neste momento poderíamos desviar componentes e vendas para nichos de maior lucratividade, mas não estamos fazendo isso, estamos tratando todos com a lógica da equidade e sendo transparentes [quanto aos tempos de espera]. Quando não temos um carro, podemos oferecer outro modelo mais próximo que temos para entregar, mas respeitamos o desejo do cliente.”

Leia Também:  Volkswagen Scout é resposta alemã para Bronco e Wrangler nos EUA

Brasil: Stellantis dribla falta de chips e quer manter liderança

Para manter-se no topo durante e após a crise, Filosa libera a receita “mineira”: nacionalizar mais e fazer lançamentos. O executivo explicou: “Já somos em muitos aspectos a montadora que mais nacionaliza, desde grandes partes como o novo motor turboflex que começamos a produzir este ano em Betim, até outros vários pequenos itens que desenvolvemos com diversos fornecedores. Estamos sempre estudando oportunidades para evitar a volatilidade cambial e reduzir os riscos logísticos das importações. Com semicondutores isso é mais difícil porque existem poucos fornecedores no mundo, mas sempre procuramos diversificar e flexibilizar as fontes para contornar possíveis problemas como enfrentamos agora”.

No caso dos lançamentos, Filosa explica que os lançamentos garantem uma cartela de clientes maior e isso permite manter as marcas do grupo em evidência no mercado. O único risco, porém, é a falta de componentes, o que colocaria todo o plano a ver navios…

Para 2022, o crescimento pode ser atrapalhado por instabilidade política e econômica, alta do dólar, alta da inflação, custos elevados, juros e possíveis crises hídricas e energéticas… Ou seja, é muita coisa ruim para atrapalhar o mercado.

[Fonte: Automotive Business]

AUTOMOTIVO

COMENTE ABAIXO:

Últimas Notícias

Gostou da notícia? Nos Siga para Mais.

Gostou da notícia? Quer mais?

Nos Siga no Facebook 

para mais Notícias

Quer receber as notícias em
primeira mão?

TODOS OS DADOS SÃO PROTEGIDOS CONFORME A LEI GERAL DE
PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD).

ENVIAR MENSAGEM
Estamos Online!
Olá
Podemos Ajudar?