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EcoSport: fim na Índia é saída dos EUA – analistas criticam SUV

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EcoSport: fim na Índia é saída dos EUA - analistas criticam SUV

O fim do Ford EcoSport na Índia, onde a montadora americana encerrou sua produção, tal como no Brasil, o mercado americano já vê a saída do SUV subcompacto do oval azul. Acredita-se, com base no processo de fechamento indiano, que ele sairá em meados de 2022.

Diante disso, o mercado americano não vê surpresa com o fim do modelo na América do Norte, embora a produção romena esteja garantida, segundo porta-voz da Ford Europa.

Lá, o EcoSport é produzido em Craiova e fica abaixo do Puma, o crossover de pegada premium e esportiva (tem versão ST). A garantia de produção sem previsão de encerramento foi dada ao jornal Detroit Free Press.

EcoSport: fim na Índia é saída dos EUA - analistas criticam SUV

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Ainda assim, é bom não contarmos com isso, dadas ações recentes da Ford no Brasil e na Índia (romenos, barbas de molho!). Mas, de volta aos EUA, o jornal da “motor city” consultou analistas de mercado para medir o impacto da saída do EcoSport.

A maioria não elogiou o pequenino da Ford, que pode-se dizer ser um estranho no ninho. Maeva Ribas, gerente de pesquisa de design e estratégia da The CARLAB Inc., disse: “Ecosport nunca foi realmente adequado para o consumidor americano”.

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Ribas completou: “a Ford está apenas corrigindo um equívoco. Ecosport não pertence aos Estados Unidos”. Karl Brauer, analista executivo da iseecars.com, comentou: “Foi um dos mais vendidos no Brasil e extremamente competitivo, desejável e bem-sucedido. Mas a Ford nunca fez nada para atualizá-lo”.

EcoSport: fim na Índia é saída dos EUA - analistas criticam SUV

Por fim, afirmou: “E passou de um dos carros mais vendidos no Brasil a superado por todos os concorrentes. Depois de se tornar não competitivo no Brasil, a Ford o trouxe para cá – para os EUA. Só não consegue competir nesse mercado”.

Contudo, houve quem ficasse surpreso com seu fim. John McElroy, apresentador do podcast e webcast “Autoline After Hours”, falou: “Achei que seria um sucesso. Pequenos crossovers têm sido um segmento realmente quente, mas talvez não tão pequeno”.

Entretanto, McElroy pontuou num detalhe importante. Ele mencionou que o EcoSport pode ainda sofrer com o fogo amigo da Maverick, que custa o mesmo, é híbrida e, logicamente, uma picape cabine dupla. Isso sem contar que é novidade, já arrebatando 100 mil americanos.

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Pelo visto, parece que o EcoSport não duraria muito tempo na América, mesmo com a produção indiana sem interrupção. Agora, resta esperar pelo fim do mesmo na Romênia, encerrando assim a carreira do brasileiro.

[Fonte: Detroit Free Press]

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Paixão pelo automobilismo, vem aí o Festival Brasília Sobre Rodas

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Em sua 3ª edição, o Festival Brasília Sobre Rodas promove um encontro entre apaixonados por automobilismo no Parque da Cidade. Nos dias 21 e 22 de maio, carros clássicos, supercarros, trucks, jipes e caminhões off-road estarão em exibição em uma festa para os apaixonados por veículos automotores, mas que também trará espaço para karts, skates, patins e bicicletas. A programação vai ser gratuita e, além dos expositores, vai reunir gastronomia, música e atrações para o público adulto e infantil.

O idealizador do Festival, João Coqueiro, 62 anos, é ex-piloto de kart e um apaixonado pelo automobilismo. A influência veio do pai, Dionísio Della, empresário ligado ao setor automotivo e dono da Coqueiro das Oficinas. João afirma que o evento deste ano entra em uma nova fase e que será o maior das edições realizadas. “Vamos ter uma quantidade muito grande de carros clássicos e todos os carros que representam a comunidade do automobilismo”, diz.

Festa sobre rodas

Com a estimativa de grande público, o Festival ocupará um espaço de cerca de 160.000m² no Parque da Cidade. Para Coqueiro, o local foi muito bem escolhido pela arborização e capacidade de atrair pessoas de outros nichos, já que a intenção não é apenas mostrar aspectos do automobilismo, mas contar a história da capital federal e promover um dia de celebração. “Queremos falar de Brasília e trazer aos brasilienses um pouco da nossa história, fazer o resgate dos 62 anos de Brasília sobre rodas”, reforça.

Com o apoio da Secretaria de Turismo (Setur) e do Governo do Distrito Federal (GDF), o objetivo do Festival, segundo o idealizador, é fazer com que a data seja uma oportunidade para reunir as famílias. Além, claro, de promover o encontro entre todos que compartilham a paixão pelas quatro rodas.

Histórias de vida

Henrique Costa, 57, é colecionador de carros desde 1997, quando comprou um Ford Landau. Hoje, ele reúne 38 automóveis, sendo o Fusca seu modelo preferido. Com quase todos os lançamentos entre 1970 e 1980 do carro, ele é um dos expositores do Festival Brasília Sobre Rodas.

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Apesar da empolgação em participar, ele ressalta que não conseguirá apresentar todos os automóveis no dia do evento. “Vou levar apenas 20 carros, não tem como levar todos pela questão da logística”, destaca Costa, que também é presidente do Antigo.Club, uma associação de carros antigos da capital federal, que este mês comemora seu 7º ano de existência. Na visão do colecionador, o evento é muito importante para unir famílias e mostrar a realidade automobilística de outras épocas. Como ele vai expor exemplares dos anos de 1970 a 1980, acredita que muitos visitantes aficionados pelo antigomobilismo — admiração por veículos antigos — poderão se conectar.

“O carro antigo é especial”, comenta o médico Joaquim Barros, 64, participante ativo do festival e entusiasta da cultura automobilística. Em avaliação, ele destaca que a presença do público em eventos como esse ainda é fraca, apesar da notoriedade que grandes clubes do ramo conseguiram no cenário nacional.

Este ano, com toda a estrutura e tantas novidades, ele está confiante que haverá mais reconhecimento. “No evento, as crianças param e se maravilham. É nessas datas em que temos oportunidade de vermos esses carros que só aparecem em filmes”, afirma o morador de Taguatinga, que ainda vê no olhar de outras pessoas mais velhas as boas lembranças de um passado melhor, motivadas pelo encontro com a antiguidade e nostalgia presente nos veículos.

Para o dia do Festival, ele está indeciso sobre quantos e quais automóveis colocará em exposição. Colecionando nove deles em casa, o mais antigo é um Chevrolet 1937 e o “mais novo” é um Aero Willys 1964. E como todo colecionador, Barros tem seus diletos, o Chevrolet 1958 e o Belair 1953, que vieram para Brasília quando ela ainda estava sendo construída. “Os carros ficaram por aqui e envelheceram. Quando tive a oportunidade, entrei em contato com a família de proprietários e fizemos negócio”, relembra.

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Fã de carros desde a adolescência, o empresário José Luiz Dias, 59, é outro encantado pelo antigomobilismo. Assim que fez 18 anos, ele ganhou do pai o primeiro carro, uma caminhonete 1950. “Eu tenho brinquedos em miniatura até hoje. Sou realmente aficionado pela cultura automobilística”, ressalta. Sempre que tem disponibilidade, ele comparece a encontros de carros e, desta vez, não vai ser diferente em relação ao Festival Brasília Sobre Rodas.

Colecionador de cinco carros, ele levará para a programação somente três. “Os automóveis que vou levar são o Mini Cooper 1975, Pontiac Woody 1952 e o Ford Roadster 1931 Hot Rod”, aponta. Para o morador de Vicente Pires, um dos prazeres de possuir carros antigos é justamente compartilhar com o público, principalmente em lugares em que muitos se identificam com algumas lembranças ou filmes.

Visitante frequente

Presença garantida no Festival, aposentado Osdymar Montenegro, 69, não é expositor ou colecionador, mas é figura conhecida nos encontros de automóveis em Brasília. A paixão por carros começou em 1970, quando começou a participar de corridas de kart. Na época, ele relembra que a largada começava à 0h, saindo da Rodoviária. Os treinos eram no antigo Automóvel Clube de Brasília.

Hoje, de longe, o aposentado apenas transita entre festivais e alimenta o amor que semeou lá atrás. Sempre que pode aproveita para apreciar carros antigos e originais, além daqueles que são customizados. Esse aspecto, inclusive, desperta grande admiração no aposentado, já que é encantado pelo trabalho de restauração profissional. Para Montenegro, é primordial que encontros como esse aconteçam anualmente. “Essas datas ajudam a manter a história viva dos veículos brasileiros, bem como acarretam a confraternização entre os amantes do automobilismo”, reforça.

Fonte: Correio Braziliense

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