Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

A Yamaha Fazer 250 é a naked street da marca japonesa que é bem famosa no mercado nacional de motos. O modelo é bem-sucedido no Brasil, onde tem a Honda CB 250F Twister como sua principal rival.

Num mercado de motos cada vez mais dinâmico, a Fazer 250 é um produto bastante popular e um degrau natural para quem vem da categoria das 150/160 cilindradas, como no caso da Yamaha Factor 150, por exemplo.

Com nome respeitado no mercado, a Fazer – em sua essência – não pode ser confundida com a homônima Yamaha Fazer 150, sendo esta outra motocicleta do segmento urbano e com linhas mais simples, que lembram até a antiga Dafra Riva 150.

A Fazer 250 atual é uma moto muito mais expressiva e sofisticada, com toque de esportividade superior ao da concorrente Twister, sendo a naked street mais próxima da categoria das 300 premium, que custam na faixa entre R$ 25.000 e R$ 30.000.

Como a Yamaha não tem como derrubar o reinado da Honda no mercado nacional, onde tem 80% do território do mercado, a rival nipônica aposta em produtos com conteúdo e visual superiores, ainda que os números e desempenho fiquem abaixo.

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Contudo, no caso da Fazer 250 ou FZ25 ABS, sua denominação atual, o preço seja um fator ruim para mantê-la na briga, custando R$ 19.490 contra R$ 18.290, o que dá uma boa diferença de R$ 1.200.

Tendo boa posição de pilotagem, a Fazer 250 apresenta desempenho condizente com a proposta de seu motor monocilíndrico de 4 tempos com injeção eletrônica e refrigeração a ar, tendo até 21,5 cavalos.

Seu câmbio, porém, é de cinco marchas, limitado diante da rival Twister. Ainda assim, a fazer aposta na ciclística que a consagrou desde o lançamento em 2005, quando surgiu como YS 250 Fazer.

Ela estreou como a única naked street com injeção eletrônica do mercado e foi o pesadelo da Honda CBX 250F Twister. Desde os tempos de YS, a atual FZ foi uma moto bem elogiada, passando do conforto e economia da YS para a esportividade e estilo da FZ.

Construída 100% nacional, a Fazer 250 só não é brasileira por completo devido à marca ser japonesa, mas como produto, não tem nenhum parafuso ou componente vindo de fora do país. Em seus 16 anos de estrada, o modelo é garantia de prazer ao pilotar.

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Seu conjunto agressivo traz farol de LED, assim como os piscas e lanterna. O estilo racing com carenagens laterais que imitam quadro de alumínio, assim como bancos individuais, tanque alto, escape curto e frente com farol canhão, a Fazer 250 é uma atração aos olhos.

Para realçar suas formas, a Yamaha ainda fechou um acordo com a Marvel para personalização da Fazer 250 com os personagens Capitã Marvel e Pantera Negra. São duas edições da motocicleta com visual customizado, tendo grafismos e cores alusivas aos super-heróis.

Em 2012, a Fazer 250 se tornou a primeira motocicleta flex de seu segmento. Seis anos depois, o modelo passa de YS para FZ e adota um visual muito mais racing, deixando de lado uma proposta mais tradicionalista, porém, já bem cansada.

Fazer 250 – detalhes

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

A Fazer 250 tem um visual agressivo e chama atenção pelo conjunto ótico frontal com farol de LED com luzes diurnas em LED logo acima, envolvida por carenagem na cor da moto, com a parte superior em preto.

Ao lado, ficam os piscas destacados com LED, enquanto o painel fica com tela em estilo blackout com conta-giros, velocímetro, nível de combustível, indicador de marcha, hodômetros, computador de bordo e relógio digital.

O guidão tem acabamento cromado e retrovisores aerodinâmicos ajustáveis, além de comandos de faróis, piscas, lampejador de farol, partida elétrica, corte de corrente e buzina, além de manopla emborrachada e manetes de alumínio.

No guidão, ainda há o reservatório de fluido de freio dianteiro. Com tanque elevado, a Fazer 250 tem reservatório com 14 litros, sendo 2,9 litros na reserva. O bocal do tanque era esportivo e as laterais têm aletas aerodinâmicas com entradas de ar.

O acabamento lateral preto, o tanque é apoiado ainda por um assento individual para o piloto, que tem o garupa em um banco mais alto. Na rabeta, existem alças de liga leve para o garupa, que tem ainda pedais retráteis de alumínio, presos no quadro.

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Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Com lanterna em LED, a Fazer 250 tem uma haste longa para suporte da placa, assim como piscas em LED e luz da placa. As carenagens laterais tem acabamento imitando alumínio, em alusão ao quadro (que na verdade é de aço) e detalhes em preto e na cor da moto.

A balança de suspensão traseira é monoamortecida e tem mola ajustável, assim como amortecedor pressurizado. Ela incorpora ainda o disco de freio ventilado com 220 mm e pinça de pistão único com sistema ABS.

Além disso, a balança sustenta coroa e corrente, bem como capa protetora. Já a roda de liga leve tem aro 17 polegadas com pneu 140/70 M-17. Sob o suporte da rabeta, há o reservatório do fluido de freio traseiro.

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Os pedais do piloto são retráteis e presos em suportes de alumínio, que sustenta o acionador do freio. Já o escape curto tem um visual aerodinâmico e acabamento em cinza ao centro. O escape sai do motor em linha reta e se curva sob o motor.

O propulsor é sustentado por parafusos com coxins e tem acabamento preto, com conectores de óleo em alumínio. Na frente, a suspensão telescópica tem bengalas em grafite com a parte interna sem proteção.

Já o para-lama é na cor do carro e o pneu aro 17 polegadas tem medida de 110/70 M-17, enquanto o disco de freio tem 282 mm de diâmetro com pinças de duplo pistão e sistema anti-travamento ABS.

Fazer 250 – motor

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A Fazer 250 tem um motor monocilíndrico de 4 tempos e refrigeração a ar, com injeção eletrônica flex e cabeçote OHC com duas válvulas por cilindro, sendo este revestido em cerâmica. O diâmetro x curso do pistão de 74,0 mm x 58,0 mm.

Com 249 cm³, o propulsor da Fazer tem taxa de compressão de 9,8:1, tendo ainda aletas aerodinâmicas, bem como transmissão cíclica com cinco marchas e embreagem multidisco banhada em óleo.

Desenvolvido para atender a FZ25, esse motor da Yamaha também serve o modelo Lander 250, entregando para a Fazer 250 uma potência máxima de 21,3 cavalos na gasolina e 21,5 cavalos no etanol, ambos a 8.000 rpm.

O torque é de 2,1 kgfm a 6.500 rpm nos dois combustíveis, permitindo assim uma resposta em baixa rotação muito boa, assim como escalonamento de marcha que permite uma condução mais eficiente em consumo.

Fazer 250 – desempenho e consumo

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

O desempenho da Fazer 250 é apropriado para a cidade, mas pode servir também pequenos deslocamentos na estrada, mesmo no limite máximo da via. De 0 a 100 km/h, a naked da Yamaha faz em pouco mais de 12 segundos e tem máxima de 150 km/h.

Tendo um bom desempenho para sua categoria, a FZ25 traz ainda um consumo mais eficiente, graças às cinco marchas longas, que aproveitam o torque do motor em rotações mais baixas para prover uma condução mais confortável e econômica.

O estranho, contudo, é que a Fazer 250 atual é uma motor naked street urbana com uma pegada mais esportiva no estilo, porém, sua tocada é de uma moto mais comportada, como a Fazer anterior.

A média de consumo entre cidade e estrada 21 km/l no etanol e 31 km/l na gasolina, podendo chegar assim até 294 km com álcool e 434 km no derivado de petróleo.

Sendo uma boa média de consumo para essa motocicleta naked. A injeção eletrônica flex permite melhor aproveitamento do combustível injetado e assim um desempenho superior.

Fazer 250 – mercado

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A Yamaha Fazer 250 é um produto intermediário entre a Fazer 150 e a MT-03, sendo classificada como uma street de estilo naked, mas com detalhes esportivos, com preço de R$ 19.490, independente da versão.

Oferecida nas cores Magna Red (vermelho metálico), Racing Blue (azul metálico) e Matt Black (preto fosco), tendo ainda duas personalizações alusivas às edições Capitã Marvel e Pantera Negra.

No mercado, a Fazer 250 está em 2021, na quarta posição entre as motos street com 25.517 unidades de janeiro a outubro. Já a rival Twister vendeu 32.959 unidades.

Além da Twister, a Fazer 250 tem ainda a Dafra Apache 200, mas esta vendeu somente 613 unidades, bem como é mais fraca que a naked da Yamaha.

Fazer 250 – história

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Em 2005, a Yamaha lançou uma nova motocicleta para rivalizar com a CBX 250 Twister, que era a sucessora da CBX 200 Strada. Popularmente conhecida Fazer 250, a YS 250 apareceu com um visual naked bem-comportado.

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Com farol circular, a Fazer 250 tinha ainda painel analógico com dois mostradores para velocímetro e conta-giros. Tendo um tanque volumoso, a naked da Yamaha tinha grandes aletas laterais e mais carenagens extensas na rabeta.

O propulsor tinha acabamento em cinza e os pedais do garupa, sustentados por suportes de alumínio bem longos nas laterais. Já o banco era duplo e confortável, tendo ainda uma alça de liga leve para o passageiro.

O escapamento era longo e cromado, deixando o visual mais elegante. Com rodas de liga leve aro 17, a Fazer 250 tinha disco de freio dianteiro e tambor traseiro. Seu motor de 249 cm³ tinha carburador e fornecia 21 cavalos a 8.000 rpm e 2,1 kgfm a 6.500 rpm.

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Usando câmbio de cinco marchas, tinha uma boa performance e seu tanque de 19,2 litros lhe garantia uma autonomia invejável. Em 2011, a Yamaha fez mudanças na Fazer 250, introduzindo um cluster digital no lugar do equipamento analógico.

Além disso, a Fazer 250 ganhou um farol em forma de diamante, novas cores e grafismos. Em 2013, a Yamaha introduziu injeção eletrônica com tecnologia flex para o modelo, que se tornou o primeiro de sua categoria.

Na mesma atualização, a fazer 250 passou a dispor de freio a disco na roda traseira e assim ficou um produto mais bem-acabado, além de seguro. Ela também ganhou novas rodas de liga leve e lanterna em LED.

A média de consumo era de 26 a 28 km/litro com injeção eletrônica, o que permitia a Fazer 250 rodar até 537,6 km. O modelo foi produzido regularmente até 2020, quando a segunda geração surgiu em 2021 como uma motocicleta totalmente nova.

Fazer 250 – concorrentes

Honda CB 250F Twister

Fazer 250: detalhes, preço, consumo, motor, desempenho

Desde tempos imemoriais, a Honda é uma rival da Yamaha e a Fazer 250 não poderia deixar de ter uma concorrente. Atualmente, esta é a CB 250F Twister, que é a segunda geração deste modelo, ainda quew a CB 300R seja parte da família.

A CB Twister tem visual esportivo, ainda que mais focada em uma visual de turismo que esportivo. Oferecendo câmbio de seis marchas, a moto da Honda tem motor de 250 cilindradas com injeção eletrônica flex, entregando assim 22,4 cavalos na gasolina e 22,6 cavalos no etanol.

Com 2,28 kgfm, a CB Twister tem muito torque em baixa (6.000 rpm) e assim aproveita melhor seu potencial energético. Antes dela, a moto da Honda era a CB 300 R, que era ainda mais forte, tendo até 26,7 cavalos e 2,86 kgfm.

Na Twister, os freios podem ser combinados (CBS) e antitravamento eletrônico (ABS), enquanto a Fazer 250 só dispõe de ABS. Ainda que pareça mais moderna, a moto da Honda é tecnologicamente equivalente, embora não tenha, por exemplo, farol de LED.

A CB 300 R surgiu em 2009 como uma resposta da Honda para a Fazer 250 da Yamaha. Com volume maior e motor mais potente, ela quis repetir o sucesso da Hornet sobre a XJ6, mas não foi bem assim.

A briga entre Fazer 250 e CB 300R foi boa enquanto durou, com vitória em volume do modelo da Honda. Antes dela, a marca teve a CBX 250 Twister, que surgiu em 2003 no lugar da CBX 200 Strada que, por vez, havia sucedido a CBX 150 Aero.

Mesmo atualmente, a CB Twister é a atual rival direta da Fazer 250, tendo preços mais em conta, a partir de R$ 17.190, o que é uma desvantagem para a Yamaha.

Dafra Apache RTR 200

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A Fazer 250 não tem na Dafra Apache RTR 200, uma rival direta, mas esta moto da marca brasileira é interessante porque tem número de potência próximo da Fazer, ainda que seja da categoria das 200 cilindradas.

Com 21 cavalos e 1,86 kgfm, a RTR 200 é um produto da indiana TVS e tem injeção eletrônica, bem como o sistema Slippery Clutch, que impede o travamento de roda. A motocicleta da Dafra vem com câmbio de cinco marchas e suspensão traseira ajustável.

Tendo freios a disco em formato pétala, a Dafra Apache RTR 200 tem sistema de freios CBS, ou seja, combinados. Ela tem painel digital, carregador USB e visual esportivo com carenagem do painel separada do farol. Custa R$ 15.190.

Fazer 250 – fotos

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