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Fiat suspende 1,8 mil funcionários em Betim por falta de chips

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Fiat suspende 1,8 mil funcionários em Betim por falta de chips

Um dia após anunciar a preparação lay-off para aplicação na fábrica de Betim, a Fiat anunciou hoje (28) que 1,8 mil funcionários entrarão no programa de suspensão temporária do contrato de trabalho. Motivada pela falta de peças, especialmente semicondutores, a montadora da Stellantis reduzirá o ritmo de produção.

Eles serão afastados por três meses a partir de 4 de outubro. A Fiat já firmou um acordo trabalhista para envolver até 6,5 mil funcionários da montadora em Betim. Contudo, o anúncio de um lay-off tão rapidamente indica que as coisas não estão boas para a empresa na cadeia de fornecimento de componentes.

Às vésperas de lançar seu principal produto desde o Argo, a Fiat terá um período de alto risco para seu empreendimento com o fornecimento irregular de semicondutores. Ainda assim, a Fiat manterá os dois turnos atuais em operação, sendo que o desfalque no quadro funcional ocorrerá no turno da noite.

Fiat suspende 1,8 mil funcionários em Betim por falta de chips

Não se sabe o quanto a Fiat pretende produzir mensalmente do Pulse, mas modelos programados para o fim de linha em dezembro, poderiam sair de cena mais cedo, garantindo assim oferta de semicondutores para os modelos que seguirão adiante.

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Na VW, o Fox adiantou-se ao final do ano e sairá de linha neste mês de outubro. Já na Fiat, comenta-se que os modelos Uno, Grand Siena e Doblò sairão de linha ao fim do ano. Assim, se houver uma antecipação, a Fiat pode passar um pouco melhor o segundo semestre de 2021. Hoje, a empresa faz ainda os modelos Mobi e Argo, em Betim. O Cronos vem da Argentina e a Toro de Pernambuco.

Deixar de produzir alguns modelos não seria uma primazia da Fiat, visto que em outros países e até em algumas montadoras instaladas aqui, carros com maior valor agregado tiveram prioridade na linha de produção, já que compensam mais que modelos de entrada, que possuem margens menores. Vamos ver como se comportam as vendas da marca nos próximos meses.

[Fonte: Automotive Business]

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Sem Uno, Grand Siena e Doblò, Fiat ficará enxuta

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Sem Uno, Grand Siena e Doblò, Fiat ficará enxuta

Dezembro chegou e a Fiat se prepara para encerrar a carreira de três veteranos de seu portfólio, que ficará mais enxuto e moderno. Os modelos Uno, Grand Siena e Doblò deixarão as linhas de produção de Betim para virar história.

O Uno sai de cena após mais de 10 anos de mercado nacional para deixar o caminho livre para o Mobi, que vem tendo grande volume de vendas ao lado do Argo. Pressionado por estes dois, o antigo hatch compacto não tem para onde correr.

Com o aumento dos custos, agora não é mais viável converter o Uno em um SUV subcompacto, visto que o Pulse assumiu bem uma posição com preços a partir de R$ 79.990.

Sem Uno, Grand Siena e Doblò, Fiat ficará enxuta

Assim, um novo Fiat Uno não faria sentido, especialmente se o mesmo se destinasse a substituir o Mobi. Como este último de fato tomou-lhe o lugar, mostrando que ainda há espaço para hatch barato, o Uno fica numa sinuca de bico.

Como se sabe, o Uno sairia de linha na mesma época do VW up!, mas a Fiat decidiu prolongar sua produção para manter o ritmo de Betim, afetada pela pandemia e falta de semicondutores.

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Tal como ele, o Grand Siena também garantiu a manutenção da produção, mas já não é mais um player necessário no segmento, ainda mais com o Cronos em boa forma.

Sem Uno, Grand Siena e Doblò, Fiat ficará enxuta

O sedã compacto garantiu a manutenção dos motores Fire 1.0 e 1.4, sendo a opção mais indicada para motoristas de aplicativo ou taxistas. Com a chegada do Cronos, já deveria ter dito adeus, mas foi mantido para dar volume ao complexo mineiro, agora grande demais.

Diferente do Uno, que sairá sem sucessor e do Grand Siena, que já tem no Cronos seu substituto, a Doblò deverá passar para a próxima geração em comunalidade com os modelos Peugeot Partner e Citroën Berlingo, que terão novos modelos feitos em El Palomar.

Sem eles, a Fiat concentrará seus esforços (e volumes) no Pulse, assim como no próximo irmão, o projeto 376. Argo, Mobi e Fiorino – que atualizará no dia 3 – também garantirão volumes para Betim, enquanto a Toro fica em Pernambuco.

O Cronos continuará vindo da Argentina, com Fiat Scudo do Uruguai e a próxima Doblò da Argentina, além da Ducato feita no México.

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