BRASÍLIA

CARROS E MOTOS

Paixão pelo automobilismo, vem aí o Festival Brasília Sobre Rodas

Publicados

em

Em sua 3ª edição, o Festival Brasília Sobre Rodas promove um encontro entre apaixonados por automobilismo no Parque da Cidade. Nos dias 21 e 22 de maio, carros clássicos, supercarros, trucks, jipes e caminhões off-road estarão em exibição em uma festa para os apaixonados por veículos automotores, mas que também trará espaço para karts, skates, patins e bicicletas. A programação vai ser gratuita e, além dos expositores, vai reunir gastronomia, música e atrações para o público adulto e infantil.

O idealizador do Festival, João Coqueiro, 62 anos, é ex-piloto de kart e um apaixonado pelo automobilismo. A influência veio do pai, Dionísio Della, empresário ligado ao setor automotivo e dono da Coqueiro das Oficinas. João afirma que o evento deste ano entra em uma nova fase e que será o maior das edições realizadas. “Vamos ter uma quantidade muito grande de carros clássicos e todos os carros que representam a comunidade do automobilismo”, diz.

Festa sobre rodas

Com a estimativa de grande público, o Festival ocupará um espaço de cerca de 160.000m² no Parque da Cidade. Para Coqueiro, o local foi muito bem escolhido pela arborização e capacidade de atrair pessoas de outros nichos, já que a intenção não é apenas mostrar aspectos do automobilismo, mas contar a história da capital federal e promover um dia de celebração. “Queremos falar de Brasília e trazer aos brasilienses um pouco da nossa história, fazer o resgate dos 62 anos de Brasília sobre rodas”, reforça.

Com o apoio da Secretaria de Turismo (Setur) e do Governo do Distrito Federal (GDF), o objetivo do Festival, segundo o idealizador, é fazer com que a data seja uma oportunidade para reunir as famílias. Além, claro, de promover o encontro entre todos que compartilham a paixão pelas quatro rodas.

Histórias de vida

Henrique Costa, 57, é colecionador de carros desde 1997, quando comprou um Ford Landau. Hoje, ele reúne 38 automóveis, sendo o Fusca seu modelo preferido. Com quase todos os lançamentos entre 1970 e 1980 do carro, ele é um dos expositores do Festival Brasília Sobre Rodas.

Leia Também:  Nissan Magnite atinge 30.000 entregues na Índia – Brasil espera

Apesar da empolgação em participar, ele ressalta que não conseguirá apresentar todos os automóveis no dia do evento. “Vou levar apenas 20 carros, não tem como levar todos pela questão da logística”, destaca Costa, que também é presidente do Antigo.Club, uma associação de carros antigos da capital federal, que este mês comemora seu 7º ano de existência. Na visão do colecionador, o evento é muito importante para unir famílias e mostrar a realidade automobilística de outras épocas. Como ele vai expor exemplares dos anos de 1970 a 1980, acredita que muitos visitantes aficionados pelo antigomobilismo — admiração por veículos antigos — poderão se conectar.

“O carro antigo é especial”, comenta o médico Joaquim Barros, 64, participante ativo do festival e entusiasta da cultura automobilística. Em avaliação, ele destaca que a presença do público em eventos como esse ainda é fraca, apesar da notoriedade que grandes clubes do ramo conseguiram no cenário nacional.

Este ano, com toda a estrutura e tantas novidades, ele está confiante que haverá mais reconhecimento. “No evento, as crianças param e se maravilham. É nessas datas em que temos oportunidade de vermos esses carros que só aparecem em filmes”, afirma o morador de Taguatinga, que ainda vê no olhar de outras pessoas mais velhas as boas lembranças de um passado melhor, motivadas pelo encontro com a antiguidade e nostalgia presente nos veículos.

Para o dia do Festival, ele está indeciso sobre quantos e quais automóveis colocará em exposição. Colecionando nove deles em casa, o mais antigo é um Chevrolet 1937 e o “mais novo” é um Aero Willys 1964. E como todo colecionador, Barros tem seus diletos, o Chevrolet 1958 e o Belair 1953, que vieram para Brasília quando ela ainda estava sendo construída. “Os carros ficaram por aqui e envelheceram. Quando tive a oportunidade, entrei em contato com a família de proprietários e fizemos negócio”, relembra.

Leia Também:  GM: Carlos Zarlenga deixa montadora em meio à crise dos chips

Fã de carros desde a adolescência, o empresário José Luiz Dias, 59, é outro encantado pelo antigomobilismo. Assim que fez 18 anos, ele ganhou do pai o primeiro carro, uma caminhonete 1950. “Eu tenho brinquedos em miniatura até hoje. Sou realmente aficionado pela cultura automobilística”, ressalta. Sempre que tem disponibilidade, ele comparece a encontros de carros e, desta vez, não vai ser diferente em relação ao Festival Brasília Sobre Rodas.

Colecionador de cinco carros, ele levará para a programação somente três. “Os automóveis que vou levar são o Mini Cooper 1975, Pontiac Woody 1952 e o Ford Roadster 1931 Hot Rod”, aponta. Para o morador de Vicente Pires, um dos prazeres de possuir carros antigos é justamente compartilhar com o público, principalmente em lugares em que muitos se identificam com algumas lembranças ou filmes.

Visitante frequente

Presença garantida no Festival, aposentado Osdymar Montenegro, 69, não é expositor ou colecionador, mas é figura conhecida nos encontros de automóveis em Brasília. A paixão por carros começou em 1970, quando começou a participar de corridas de kart. Na época, ele relembra que a largada começava à 0h, saindo da Rodoviária. Os treinos eram no antigo Automóvel Clube de Brasília.

Hoje, de longe, o aposentado apenas transita entre festivais e alimenta o amor que semeou lá atrás. Sempre que pode aproveita para apreciar carros antigos e originais, além daqueles que são customizados. Esse aspecto, inclusive, desperta grande admiração no aposentado, já que é encantado pelo trabalho de restauração profissional. Para Montenegro, é primordial que encontros como esse aconteçam anualmente. “Essas datas ajudam a manter a história viva dos veículos brasileiros, bem como acarretam a confraternização entre os amantes do automobilismo”, reforça.

Fonte: Correio Braziliense

COMENTE ABAIXO:

CARROS E MOTOS

Versão ‘Midnight’ do Cruze tenta fazer o sedã da GM brilhar

Avatar

Publicados

em

Por

‘Lugar a lua’, versão Midnight do GM Cruze tenta fazer o sedã brilhar. Fotos: Geison Guedes/DP.

O sedã médio é mais um modelo da marca da gravata a contar com a configuração intermediária e escurecida

Um dos segmentos mais desparelhos do mercado automotivo brasileiro é o de sedãs médios. Durante muito tempo queridinha das famílias, a categoria viu esse espaço ser tomado pelos SUVs e, consequentemente, suas vendas despencarem e a diferença entre o líder e os demais aumentar ainda mais.

Se até pouco tempo eram mais de 10 representantes, atualmente temos apenas seis sedãs médios disponíveis no mercado nacional. Sendo que um está com as vendas suspensas até a chegada da nova geração no fim do ano e outro acabou de ter a produção paralisada.

Chevrolet Cruze Midnigth.

O Cruze é um dos sobreviventes da categoria.

Dos sobreviventes, apenas três contam com mais de uma versão e, um deles, é o Chevrolet Cruze que, inclusive, ganhou novas opções neste ano, como a intermediária Midnight, o nosso “Teste da Vez” e seus R$ 137.350. Ela, assim como em outros modelos, deixa o sedã completamente escurecido.

“All Black”

Chevrolet Cruze Midnigth.

A versão intermediária tem detalhes escurecidos.

A configuração “Midnight” já é utilizada pela Chevrolet há um bom tempo. O primeiro modelo foi a geração anterior do Tracker, mas ela já passou por Trailblazer, Equinox, S10 e Onix Plus. Para o Cruze, a GM seguiu a mesma receita da família Onix, escolhendo o sedã para receber a opção escurecida. Nos dois casos, o hatch ganhou a versão esportiva.

Chevrolet Cruze Midnigth.

A cabine segue o padrão da carroceria com estilo escuro.

A cabine segue o padrão escurecido, com o acabamento quase todo em preto, dos bancos ao forro do teto, colunas e portas. Há apenas pequenos detalhes, nas molduras das saídas de ar, da manopla do câmbio e no volante, em cromado. De resto, o visual do interior é o mesmo.

Leia Também:  Dacia Jogger é aposta romena em minivan para sete pessoas

Mantendo o padrão, a cabine conta com bons materiais e o acabamento é bem feito, sem rebarbas ou peças mal encaixadas. O porém fica pelo painel de instrumentos, muito simplório, ainda mais para um sedã médio. De resto, o espaço é bom, leva quatro adultos com conforto e o porta-malas leva bons 440 litros.

Chevrolet Cruze Midnigth.

O freio de mão poderia ser eletrônico.

Como em todas as versões Midnight que a GM já apresentou, a do Cruze é baseada em uma configuração intermediária. Com isso, a lista de equipamentos, seguindo a proposta, é mediana. Dessa forma, ele conta com itens que vão apenas um pouco além do básico para um veículo nesta faixa de preço, de quase R$ 140 mil.

Chevrolet Cruze Midnigth.

Apesar de não ser HD, a câmera de ré tem boa visualização.

Na parte da comodidade, ar-condicionado digital, chave sensorial para abertura das portas e partida do motor por botão, bancos do motorista com regulagem de altura (mas manual) e traseiro bipartido e central multimídia com tela de sete polegadas, conexão com smartphones via Android Auto e Apple CarPlay e apenas uma porta USB.

Força na medida

Chevrolet Cruze Midnigth.

O potente motor já é um velho conhecido.

Uma das forças do Cruze, desde que a Chevrolet apresentou a atual geração, é a adoção da motorização turbo em toda a linha. Dessa forma, mesmo a intermediária Midnight conta com o potente propulsor 1.4 turbo de 154 cavalos e 24,5kgfm de torque. Acompanhado da transmissão automática de seis velocidades e direção elétrica.

Leia Também:  Índia: Honda planeja SUV compacto maior e cancela pequeno ZR-V

O primeiro modelo da categoria a contar apenas com motorização turbo se utiliza muito bem do forte propulsor. Com a caixa de força trabalhando em baixa rotação, basta um leve toque no acelerador para ele disparar pelo asfalto. Todas as manobras, de ultrapassagens a retomadas de velocidade, são feitas com extrema facilidade e segurança.

Chevrolet Cruze Midnigth.

O consumo não foi nem ruim, nem bom: médio.

A direção elétrica atua muito bem também, leve em baixas e firme em altas velocidades. A suspensão, mesmo semi-independente na traseira, absorve bem as imperfeições do asfalto, sem repassá-las para a cabine. Mas como nem tudo são flores, falta uma coisa no sedã: borboletas no volante. As trocas manuais podem ser feitas apenas na própria alavanca.

No quesito consumo, o Midnigth não foi nem bom, nem ruim. Durante o nosso teste, o sedã marcou 11km/l com gasolina, uma média que, como diz o nome, mediana. Poderia ter sido melhor, claro, mas a vitalidade do motor “compensa”, o que poderia ser um exagero no consumo.

A opinião do Diário Motor

Chevrolet Cruze Midnigth.

Chevrolet Cruze Midnigth.

No geral, o Cruze é um veículo bom, sempre foi. O acabamento interno é muito bem feito e o espaço é correto. A Midnigth, como opção intermediária, tem uma lista de equipamentos honesta – sempre pode ser melhor, mas não faz feio também –, sem falar no forte conjunto mecânico.

O preço, claro, é salgado como todo e qualquer veículo à venda no país. E, como um dos últimos representantes de uma categoria que já foi muito desejada, ele ainda é uma boa opção para quem quer fugir da mesmice dos SUVs, principalmente por ficar na faixa dos utilitários compactos. Vale a compra! Nota: 8.

Ficha Técnica

Chevrolet Cruze Midnigth.

Motor: 1.4 turbo

Potência máxima: 153/150cv

Torque máximo: 24,5/24kgfm

Transmissão: automática de 6 velocidades

Direção: elétrica

Suspensão: independente na dianteira e semi-independente na traseira

Freios: a disco nas quatro rodas

Porta-malas: 440 litros

Dimensões (A x L x C x EE): 1.484 x 1.807 x 4.665 x 2.700mm

Preço: R$ 137.350

Fonte: Diário do Poder

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

Nos siga no Facebook

DISTRITO FEDERAL

ECONOMIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Gostou da notícia? Quer mais?

Nos Siga no Facebook 

para mais Notícias

Gostou da notícia? Nos Siga para Mais.

ENVIAR MENSAGEM
Estamos Online!
Olá
Podemos Ajudar?
ENVIAR MENSAGEM
Estamos Online!
Olá
Podemos Ajudar?