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Top 10: Comerciais antigos de carros do Brasil

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Top 10: Comerciais antigos de carros do Brasil

Comerciais. Como não se lembrar das propagandas do passado, quando as marcas tinham na TV seu contato mais direto com o potencial consumidor, ainda que a maioria não pudesse de fato ter um carro na garagem.

Numa época sem internet, o impresso (jornal, revista ou encartes) era o outro meio pelo qual as montadoras se aproximavam do cliente, assim como pelo rádio. Mas, na TV, marcaram toda uma geração.

Alguns eram bem animados e até engraçados. Outros eram mais formais, sisudos e indicados para um perfil de consumidor mais abastado. Ainda assim, nem todas as marcas seguiram essa linha de pensamento.

Músicas exclusivas, algumas inesquecíveis, acabaram nos ouvidos de muitos que se lembram até hoje. Outras propagandas enalteciam mudanças das próprias marcas e até do mercado.

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Não é fácil listar um Top 10 para as propagandas de carros antigos, porque seria o mesmo que discutir aqui futebol, política ou religião. Cada um tem sua preferência e, nesse caso, comente.

Abaixo, confira os 10 comerciais antigos de carros do Brasil:

1) Linha Chevrolet 1988

Um dos comerciais mais inesquecíveis da história do automóvel nacional tem uma música própria e ele é o da campanha da Linha Chevrolet 1988. Na voz do cantor e compositor Zé Rodrix, a canção da GM bateu “alto” em muitos corações.

Mesmo que não era cliente da marca americana, deve ter cantarolado essa música. Se não foi assim, pelo menos a ouviu diversas vezes naquela época. Emocional, a campanha de marketing da GM exibia toda sua gama, mas focava nas pessoas.

Isso era bem típico das grandes campanhas dos anos 80, que buscavam uma relação mais íntima com aqueles que estariam a bordo de seus carros. A voz de Zé Rodrix e a sequência de imagens, conquistou quem assistia ao Oscar 1988.

No dia 11 de abril daquele ano, no intervalo do evento americano, a GM – em horário nobre – exibia sua campanha, com impacto imediato em que assistia à TV Globo. Com coral de vozes da Voz do Brasil, a campanha foi um sucesso.

A General Motors não compartilhava com a ideia de comerciais formais como os da Ford e Volkswagen, para seus carros mais caros. O Opala teve uma relação íntima com a música clássica e instrumental.

Em 1987, o maestro Diogo Pacheco foi o garoto-propaganda do Opala Diplomata da época, ainda com a frente clássica com faróis de neblina ao lado dos faróis principais e os para-choques estreitos.

Com aquelas rodas raiadas inesquecíveis e ao som de Toccata and Fugue de Bach, até cantarolado pelo maestro, o Opala Diplomata 1987 exibia sua elegância, performance e conforto em plena chuva.

Na propaganda, ele até chama atenção de um motorista ao lado, mas a estrela realmente era o sedã de quatro portas da General Motors, um verdadeiro clássico assim como a canção de Bach. Em 1991, mais maestro e orquestra para o Opala.

Revolucionário. Não há outra palavra para descrever o Fiat Uno, mas em 1984, ele também queria ser divertido. Em um dos comerciais de lançamento do compacto italiano, a marca decidiu enaltecer alguns de seus atributos.

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Numa propaganda de TV, o Fiat Uno é ameaçado por um “ser” que pretende destruído. O mesmo se utiliza de artimanhas para desbaratar o compacto em sua trajetória, onde estabilidade, freios, direção e desempenho são colocados à prova.

Inclusive o Uno salta sobre uma ponte que acabara de ser implodida pelo vilão do comercial, evidenciando assim a agilidade do pequeno da Fiat, que chegava para botar um fim aos modelos derivados do 147, suplantado dois anos depois.

Com visual futurista, ainda que, com efeitos visuais bem ultrapassados, o comercial do Volkswagen Santana 1987 se despedia de um tipo de comercial bem formal que a VW (e a Ford também) tinha costume de fazer para carros premium.

Nessa propaganda ao som de Second Rendez-vous Part II, de Jean Michel Jarre, o Santana deslizava como se suspenso ao ar, enquanto imagens de Guilherme de Pádua (que assassinou a atriz Daniela Perez) e Luma de Oliveira se sobrepunham.

Com mudanças no visual, o Santana em questão era o GLS, topo de linha e a propaganda o colocava num patamar e sofisticação elevada. A Quantum 1987 seguiu o mesmo script, mas na linha 88, o estilo de comercial mudou muito.

Quando o garoto-propaganda de um carro diz: ” Eu tenho um”. Bom, se este for Ayrton Senna, então, acredite. Foi isso o que ele disse no comercial do Ford Escort XR3 1984 e não estava mentindo. O eterno tricampeão, tinha um em casa.

Claro, não era na mesma cor do carro do comercial, pois era um prata, mas Senna andava por São Paulo com seu XR3. Ainda não sendo o ídolo reverenciado pelo país e o mundo, anos depois, o piloto da Toleman estreava na TV e na F-1.

Senna se tornou mais que um cliente ou garoto-propaganda da Ford, ele virou concessionário da mesma com a revenda Frei Caneca. Com o XR3, ele enalteceu as qualidades do carro e o ajudou a tornar-se um dos clássicos esportivos do Brasil.

Em 1987, a General Motors se rendia à animação e veiculava uma campanha de marketing do Chevrolet Chevette com um comercial buscando ser engraçado. Na propaganda do já vetusto sedã compacto da marca, uma família vai à “revenda”.

Querendo conhecer o carro, eles entram em três versões do Chevette, inclusive o hoje raríssimo quatro portas, lembrando que naquela época as duas portas imperavam. O modelo tinha até câmbio automático nessa época, de três marchas.

Com cenas engraçadas da família inclinando-se nas curvas, a mais interessante das cenas, que realmente deu alguma dor de cabeça para a GM foi a entrada do carro no mar, onde a cena seguida transforma o para-brisa num aquário…

A Kombi foi um projeto interessante que inspirou outros fabricantes a copiar a ideia de Ben Pon, o mais famoso importador da Volkswagen. Sua criação podia literalmente levar seu próprio peso em carga e foi assim por muito tempo.

Para mostrar exatamente essa característica, em 1985, a Volkswagen chamou nove caras bem fortes para erguer uma tonelada, mas na forma da própria Kombi. Daí, após mudá-la de posição, a turma dos músculos se acomodou dentro.

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Assim como pesava 1.000 kg, podia levar o mesmo peso em carga, uma façanha técnica. Na época, a Kombi tinha versões de passageiro, furgão e picape, chegando a ter versão diesel que, embora não pareça, só existiu no Brasil.

A melhor parte do comercial de lançamento da Fiat palio Weekend em 1997 foram os peixinhos, empolgados com a novidade sucessora da Elba. A perua italiana chegava para ampliar a família 178 e o comercial enaltecia seus atributos.

Embora os peixinhos chamassem a atenção no começo do vídeo, a Fiat queria mesmo é mostrar que a Palio Weekend tinha um porta-malas enorme e mais espaço interno, o que não era propaganda enganosa.

Ela tinha entre-eixos maior que Palio e Siena, além de suspensão traseira diferente. A Fiat ainda não sabia, mas sua perua compacta só sairia de linha mais de 20 anos depois desse comercial. O peixinho ao final expõe o sentimento diante disso…

O Gol GTi foi um marco quando apareceu no Salão do Automóvel de 1988. Driblando a chamada “Lei da Informática”, que, na prática, deixava o país no século passado, o hatch esportivo brilhava nos tubos de raios catódicos brasileiros.

Com a Bosch LE-Jetronic trazida da Alemanha, a propaganda enaltecia seu desempenho diante de um carro monoposto de fórmula. Obviamente que não era tudo isso, mas com 120 cavalos, o Gol GTi era mais potente que o famoso GTS.

O marco mesmo para o Gol GTi foi ter sido o primeiro carro com injeção eletrônica do Brasil, chegando após mais de 20 anos de sua primeira aparição (da injeção, é claro) na Alemanha. Assim, o Brasil entrava em uma nova era…

Falando em nova era, para a Fiat isso chegou em 1992, quando o Tempra chegou para mudar a cara da marca italiana por aqui. Desde o Alfa Romeo 2300 Ti, a empresa não tinha sedã maior que o Prêmio. Assim, fez um comercial para marcar.

Ao som de “Night and Day” do U2, a Fiat queria mostrar a performance, estabilidade, espaço e conforto do Tempra com sensualidade, deixando os tempos do preto e branco para trás, de forma a mostrar que o futuro seria dela (acertaram né?).

Como sedã médio, o Tempra fez parte do início de virada da italiana, que expunha na propaganda a missão de realmente deixar de ser a quarta montadora. O sedã marcou um tempo de mudança não só para Fiat, mas para o mercado também.

Seria estranho se fosse nos anos 80, mas o comercial do Volkswagen Fusca 1994 estava em tempo com uma nova invasão, a dos importados. No comercial, isso ficava explícito com a presença de um simpático japonês.

As referências que ele dava faziam crer que se tratava de um novo modelo da Honda ou da Toyota, por exemplo. Nesse época, eles ainda não incomodavam verdadeiramente, mas já eram temidos. O Fusca, contudo, não se amedrontou.

Apelidado de “Itamar”, o Fusca renascia com apoio presidencial, mas o reflexo no espelho dizia algo mais. O Brasil ainda não queria se desprender do passado, dos anos 70 e 80. Entretanto, as newcommers, como as japonesas, mudaram isso…

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Paixão pelo automobilismo, vem aí o Festival Brasília Sobre Rodas

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Em sua 3ª edição, o Festival Brasília Sobre Rodas promove um encontro entre apaixonados por automobilismo no Parque da Cidade. Nos dias 21 e 22 de maio, carros clássicos, supercarros, trucks, jipes e caminhões off-road estarão em exibição em uma festa para os apaixonados por veículos automotores, mas que também trará espaço para karts, skates, patins e bicicletas. A programação vai ser gratuita e, além dos expositores, vai reunir gastronomia, música e atrações para o público adulto e infantil.

O idealizador do Festival, João Coqueiro, 62 anos, é ex-piloto de kart e um apaixonado pelo automobilismo. A influência veio do pai, Dionísio Della, empresário ligado ao setor automotivo e dono da Coqueiro das Oficinas. João afirma que o evento deste ano entra em uma nova fase e que será o maior das edições realizadas. “Vamos ter uma quantidade muito grande de carros clássicos e todos os carros que representam a comunidade do automobilismo”, diz.

Festa sobre rodas

Com a estimativa de grande público, o Festival ocupará um espaço de cerca de 160.000m² no Parque da Cidade. Para Coqueiro, o local foi muito bem escolhido pela arborização e capacidade de atrair pessoas de outros nichos, já que a intenção não é apenas mostrar aspectos do automobilismo, mas contar a história da capital federal e promover um dia de celebração. “Queremos falar de Brasília e trazer aos brasilienses um pouco da nossa história, fazer o resgate dos 62 anos de Brasília sobre rodas”, reforça.

Com o apoio da Secretaria de Turismo (Setur) e do Governo do Distrito Federal (GDF), o objetivo do Festival, segundo o idealizador, é fazer com que a data seja uma oportunidade para reunir as famílias. Além, claro, de promover o encontro entre todos que compartilham a paixão pelas quatro rodas.

Histórias de vida

Henrique Costa, 57, é colecionador de carros desde 1997, quando comprou um Ford Landau. Hoje, ele reúne 38 automóveis, sendo o Fusca seu modelo preferido. Com quase todos os lançamentos entre 1970 e 1980 do carro, ele é um dos expositores do Festival Brasília Sobre Rodas.

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Apesar da empolgação em participar, ele ressalta que não conseguirá apresentar todos os automóveis no dia do evento. “Vou levar apenas 20 carros, não tem como levar todos pela questão da logística”, destaca Costa, que também é presidente do Antigo.Club, uma associação de carros antigos da capital federal, que este mês comemora seu 7º ano de existência. Na visão do colecionador, o evento é muito importante para unir famílias e mostrar a realidade automobilística de outras épocas. Como ele vai expor exemplares dos anos de 1970 a 1980, acredita que muitos visitantes aficionados pelo antigomobilismo — admiração por veículos antigos — poderão se conectar.

“O carro antigo é especial”, comenta o médico Joaquim Barros, 64, participante ativo do festival e entusiasta da cultura automobilística. Em avaliação, ele destaca que a presença do público em eventos como esse ainda é fraca, apesar da notoriedade que grandes clubes do ramo conseguiram no cenário nacional.

Este ano, com toda a estrutura e tantas novidades, ele está confiante que haverá mais reconhecimento. “No evento, as crianças param e se maravilham. É nessas datas em que temos oportunidade de vermos esses carros que só aparecem em filmes”, afirma o morador de Taguatinga, que ainda vê no olhar de outras pessoas mais velhas as boas lembranças de um passado melhor, motivadas pelo encontro com a antiguidade e nostalgia presente nos veículos.

Para o dia do Festival, ele está indeciso sobre quantos e quais automóveis colocará em exposição. Colecionando nove deles em casa, o mais antigo é um Chevrolet 1937 e o “mais novo” é um Aero Willys 1964. E como todo colecionador, Barros tem seus diletos, o Chevrolet 1958 e o Belair 1953, que vieram para Brasília quando ela ainda estava sendo construída. “Os carros ficaram por aqui e envelheceram. Quando tive a oportunidade, entrei em contato com a família de proprietários e fizemos negócio”, relembra.

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Fã de carros desde a adolescência, o empresário José Luiz Dias, 59, é outro encantado pelo antigomobilismo. Assim que fez 18 anos, ele ganhou do pai o primeiro carro, uma caminhonete 1950. “Eu tenho brinquedos em miniatura até hoje. Sou realmente aficionado pela cultura automobilística”, ressalta. Sempre que tem disponibilidade, ele comparece a encontros de carros e, desta vez, não vai ser diferente em relação ao Festival Brasília Sobre Rodas.

Colecionador de cinco carros, ele levará para a programação somente três. “Os automóveis que vou levar são o Mini Cooper 1975, Pontiac Woody 1952 e o Ford Roadster 1931 Hot Rod”, aponta. Para o morador de Vicente Pires, um dos prazeres de possuir carros antigos é justamente compartilhar com o público, principalmente em lugares em que muitos se identificam com algumas lembranças ou filmes.

Visitante frequente

Presença garantida no Festival, aposentado Osdymar Montenegro, 69, não é expositor ou colecionador, mas é figura conhecida nos encontros de automóveis em Brasília. A paixão por carros começou em 1970, quando começou a participar de corridas de kart. Na época, ele relembra que a largada começava à 0h, saindo da Rodoviária. Os treinos eram no antigo Automóvel Clube de Brasília.

Hoje, de longe, o aposentado apenas transita entre festivais e alimenta o amor que semeou lá atrás. Sempre que pode aproveita para apreciar carros antigos e originais, além daqueles que são customizados. Esse aspecto, inclusive, desperta grande admiração no aposentado, já que é encantado pelo trabalho de restauração profissional. Para Montenegro, é primordial que encontros como esse aconteçam anualmente. “Essas datas ajudam a manter a história viva dos veículos brasileiros, bem como acarretam a confraternização entre os amantes do automobilismo”, reforça.

Fonte: Correio Braziliense

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