Versão ‘Midnight’ do Cruze tenta fazer o sedã da GM brilhar

‘Lugar a lua’, versão Midnight do GM Cruze tenta fazer o sedã brilhar. Fotos: Geison Guedes/DP.

O sedã médio é mais um modelo da marca da gravata a contar com a configuração intermediária e escurecida

Um dos segmentos mais desparelhos do mercado automotivo brasileiro é o de sedãs médios. Durante muito tempo queridinha das famílias, a categoria viu esse espaço ser tomado pelos SUVs e, consequentemente, suas vendas despencarem e a diferença entre o líder e os demais aumentar ainda mais.

Se até pouco tempo eram mais de 10 representantes, atualmente temos apenas seis sedãs médios disponíveis no mercado nacional. Sendo que um está com as vendas suspensas até a chegada da nova geração no fim do ano e outro acabou de ter a produção paralisada.

Chevrolet Cruze Midnigth.

O Cruze é um dos sobreviventes da categoria.

Dos sobreviventes, apenas três contam com mais de uma versão e, um deles, é o Chevrolet Cruze que, inclusive, ganhou novas opções neste ano, como a intermediária Midnight, o nosso “Teste da Vez” e seus R$ 137.350. Ela, assim como em outros modelos, deixa o sedã completamente escurecido.

“All Black”

Chevrolet Cruze Midnigth.

A versão intermediária tem detalhes escurecidos.

A configuração “Midnight” já é utilizada pela Chevrolet há um bom tempo. O primeiro modelo foi a geração anterior do Tracker, mas ela já passou por Trailblazer, Equinox, S10 e Onix Plus. Para o Cruze, a GM seguiu a mesma receita da família Onix, escolhendo o sedã para receber a opção escurecida. Nos dois casos, o hatch ganhou a versão esportiva.

Chevrolet Cruze Midnigth.

A cabine segue o padrão da carroceria com estilo escuro.

A cabine segue o padrão escurecido, com o acabamento quase todo em preto, dos bancos ao forro do teto, colunas e portas. Há apenas pequenos detalhes, nas molduras das saídas de ar, da manopla do câmbio e no volante, em cromado. De resto, o visual do interior é o mesmo.

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Mantendo o padrão, a cabine conta com bons materiais e o acabamento é bem feito, sem rebarbas ou peças mal encaixadas. O porém fica pelo painel de instrumentos, muito simplório, ainda mais para um sedã médio. De resto, o espaço é bom, leva quatro adultos com conforto e o porta-malas leva bons 440 litros.

Chevrolet Cruze Midnigth.

O freio de mão poderia ser eletrônico.

Como em todas as versões Midnight que a GM já apresentou, a do Cruze é baseada em uma configuração intermediária. Com isso, a lista de equipamentos, seguindo a proposta, é mediana. Dessa forma, ele conta com itens que vão apenas um pouco além do básico para um veículo nesta faixa de preço, de quase R$ 140 mil.

Chevrolet Cruze Midnigth.

Apesar de não ser HD, a câmera de ré tem boa visualização.

Na parte da comodidade, ar-condicionado digital, chave sensorial para abertura das portas e partida do motor por botão, bancos do motorista com regulagem de altura (mas manual) e traseiro bipartido e central multimídia com tela de sete polegadas, conexão com smartphones via Android Auto e Apple CarPlay e apenas uma porta USB.

Força na medida

Chevrolet Cruze Midnigth.

O potente motor já é um velho conhecido.

Uma das forças do Cruze, desde que a Chevrolet apresentou a atual geração, é a adoção da motorização turbo em toda a linha. Dessa forma, mesmo a intermediária Midnight conta com o potente propulsor 1.4 turbo de 154 cavalos e 24,5kgfm de torque. Acompanhado da transmissão automática de seis velocidades e direção elétrica.

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O primeiro modelo da categoria a contar apenas com motorização turbo se utiliza muito bem do forte propulsor. Com a caixa de força trabalhando em baixa rotação, basta um leve toque no acelerador para ele disparar pelo asfalto. Todas as manobras, de ultrapassagens a retomadas de velocidade, são feitas com extrema facilidade e segurança.

Chevrolet Cruze Midnigth.

O consumo não foi nem ruim, nem bom: médio.

A direção elétrica atua muito bem também, leve em baixas e firme em altas velocidades. A suspensão, mesmo semi-independente na traseira, absorve bem as imperfeições do asfalto, sem repassá-las para a cabine. Mas como nem tudo são flores, falta uma coisa no sedã: borboletas no volante. As trocas manuais podem ser feitas apenas na própria alavanca.

No quesito consumo, o Midnigth não foi nem bom, nem ruim. Durante o nosso teste, o sedã marcou 11km/l com gasolina, uma média que, como diz o nome, mediana. Poderia ter sido melhor, claro, mas a vitalidade do motor “compensa”, o que poderia ser um exagero no consumo.

A opinião do Diário Motor

Chevrolet Cruze Midnigth.

Chevrolet Cruze Midnigth.

No geral, o Cruze é um veículo bom, sempre foi. O acabamento interno é muito bem feito e o espaço é correto. A Midnigth, como opção intermediária, tem uma lista de equipamentos honesta – sempre pode ser melhor, mas não faz feio também –, sem falar no forte conjunto mecânico.

O preço, claro, é salgado como todo e qualquer veículo à venda no país. E, como um dos últimos representantes de uma categoria que já foi muito desejada, ele ainda é uma boa opção para quem quer fugir da mesmice dos SUVs, principalmente por ficar na faixa dos utilitários compactos. Vale a compra! Nota: 8.

Ficha Técnica

Chevrolet Cruze Midnigth.

Motor: 1.4 turbo

Potência máxima: 153/150cv

Torque máximo: 24,5/24kgfm

Transmissão: automática de 6 velocidades

Direção: elétrica

Suspensão: independente na dianteira e semi-independente na traseira

Freios: a disco nas quatro rodas

Porta-malas: 440 litros

Dimensões (A x L x C x EE): 1.484 x 1.807 x 4.665 x 2.700mm

Preço: R$ 137.350

Fonte: Diário do Poder

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