BRASÍLIA

Renato Riella

Renato Riella: Lira ganhou porque Baleia estava mal acompanhado

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A atrofia ideológica leva pessoas inteligentes a assumirem posturas ridículas, infantis e de má-fé.

Os fanáticos usam argumentos mal intencionados para condenar a vitória de Arthur Lira na Câmara Federal.

Vou apresentar minhas explicações.

Quem tiver competência que derrube minhas análises. Digam onde estou errado.

Lira ganhou votos em grupos como os evangélicos, que nunca votariam nos malucos defensores do aborto, questões gays, etc.

Lira recebeu a totalidade de votos dos ruralistas, até do MDB, que nunca apoiariam um Baleia que se comprometeu com o MST.

A bancada da bala nunca votaria em Baleia.

Além disso, muita gente votou em Lira por detestar Botafogo.

No DEM, ACM Neto fez rebelião a favor de Lira para neutralizar Rodrigo Maia para 2022.

No PSDB, aqueles muitos que detestam Dória não votaram em Baleia.

No PSB, o prefeito eleito João Campos, de Recife, está se aproximando espertamente de Bolsonaro e produziu votos contra Baleia. Etc.

Mas vocês, péssimos em informação política e dominados pela má-fé, falam em compra de votos.

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Falam em bilhões de liberação de emendas, que são impositivas e vão acabar saindo mesmo.

Com a cumplicidade do povo maluco da GloboNews, é anunciada uma drástica reforma ministerial – que não sairá.

Esses bobinhos tutelados por Miriam Leitão não entendem que, pressionado para tirar ministro, Bolsonaro decide sempre manter a equipe.

Por fim, um fator que ajudou a eleger Lira foi o impeachment. Muita gente que admira Baleia desistiu de votar nesse ótimo deputado porque viram ele comprometido com os malucos que querem botar em votação (para perder no plenário) o impedimento de Bolsonaro.

Se Lira presta – ou não – só saberemos na prática. Mas certamente qualquer um é melhor do que o falso golpista Rodrigo Maia.

Moral da história: a política tem interesses muito anteriores ao dinheiro.

O poder é mais importante do que a verba.

(RENATO RIELLA)

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COLUNISTAS

A Literatura sobre os subsídios no Brasil por Salin Siddartha

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Embora haja casos em que seja preciso aplicar uma política de subsídios em favor do interesse público, o emprego dos subsídios no Brasil costuma penalizar a eficiência para beneficiar a ineficiência, deformando, assim, o sistema produtivo. No momento, defrontamo-nos com o fechamento de grandes indústrias multinacionais no País, a despeito da secular carga trilionária de incentivos fiscais nelas injetada sem que surjam efeitos positivos para a economia e a sociedade brasileira.

Esses fatos tornam relevante analisar o que se tem publicado a respeito da política nacional de subsídios, pois assoma-se, em nossa pátria, uma busca intelectual por conhecimento a respeito do que significa uma economia subsidiária. Convém, então, debruçarmo-nos sobre o assunto, levando em conta, em especial, a incipiente produção intelectual brasileira a respeito de subsídios.

Salvo raras exceções, há carência teórica sobre o assunto no que se refere à produção de livros no mercado editorial do País, haja vista que as produções existentes têm sido realizadas apenas no nível acadêmico, mesmo assim muito restritas a aspectos específicos, sem adentrar em uma teoria geral do tema, apesar da demanda ainda não satisfeita por autores que se proponham a escrever um texto de fôlego sobre como os governos brasileiros têm subsidiado os diversos setores da nossa economia. É necessário que o leitor interessado nesse tema tenha opções mais abertas para refletir a respeito dos subsídios em nossa pátria, como um instrumental abrangente para suprir o que ele não consegue encontrar. Ao pesquisar sobre subsídios, o estudante e o profissional interessado são obrigados a costurar pedaços soltos de um discurso fracionado em miríades de textos fragmentados, sem unidade capaz de formar um só corpo teórico.

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A abordagem da prática de subsídios governamentais no Brasil, recortada tanto no campo econômico, quanto no político, histórico e sociológico, recuperaria a visão crítica que se deve ter em relação ao tema, ao invés de uma adesão ao discurso do paternalismo intervencionista tão em voga nos dias atuais. É preciso que se saia das justificativas do protecionismo que, à custa do contribuinte, vão criando certa irresponsabilidade social no trato do dinheiro público, apenando quem paga impostos e estrangulando o orçamento e as finanças públicas.

Nota-se uma parca bibliografia sobre o tema publicada no País. O que há são poucas teses de doutorado, dissertações de mestrado, monografias, papers acadêmicos, artigos e entrevistas de especialistas na imprensa. Tal deficiência editorial atesta um vácuo a ser preenchido para estudantes de Economia, economistas recém-formados e o público interessado no tema, já que eles não têm como assimilar um conteúdo que os estimule a interessar-se pela questão.

Faz-se mister avaliar as vantagens e limitações dos subsídios, confrontando posicionamentos de diversos teóricos a respeito do assunto, expondo e analisando aspectos de nossa história econômica, tanto nas sequências conjunturais quanto nos aspectos estruturais das medidas que corroboram as experiências dos subsídios em nossa nação e no mundo. E que se registre um corte teórico conceitual a partir de um referencial que não se limite apenas a uma posição acadêmica, mas que se preocupe em alargar o horizonte intelectual de seus possíveis leitores, abordando o assunto sobre vários ângulos.

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Cruzeiro-DF, 17 de janeiro de 2021

SALIN SIDDARTHA

Exclusiva para o http://egnews.com.br

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