BRASÍLIA

DISTRITO FEDERAL II

Começa a construção do primeiro hospital oncológico do DF

Após uma longa batalha judicial e negociação por parte do Governo do Distrito Federal (GDF), foi assinada na manhã desta quarta-feira (9) a ordem de serviço que libera as obras de construção do Hospital Oncológico Doutor Jofran Frejat.

Ao lado do Hospital da Criança, no Setor de Áreas Isoladas Norte (Sain), a unidade é a primeira da especialidade no Distrito Federal e vai transformar a capital em referência para todo o Centro-Oeste. Na ocasião, foi lançada a pedra fundamental do prédio com a presença do governador Ibaneis Rocha.

A ser erguido em um terreno de 41 mil metros quadrados, sendo 31 mil metros quadrados de área construída, o hospital oncológico terá 172 leitos disponíveis, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 152 de internação | Fotos: Renato Alves / Agência Brasília

A construção do hospital foi possível graças ao esforço do governador Ibaneis Rocha e de sua equipe para destravar a obra junto ao governo federal e a Caixa Econômica Federal (CEF). A ação do Executivo garantiu ainda que os recursos para a construção, que estavam praticamente perdidos, retornassem para o DF.

“Nós trabalhamos ao longo desses dois anos e meio para destravar essa obra que vinha de muitos anos paralisada. Tivemos que entrar na Justiça para garantir que esse convênio fosse assinado. Essa obra vai mudar o tratamento do câncer aqui no DF e na nossa região como um todo”, explicou o governador Ibaneis Rocha.

“O convênio estava perdido porque a Caixa Econômica não aguentava mais aguardar os projetos, que vinham errados. Fomos à Justiça, conseguimos a liminar, eles julgaram o mérito da ação, ganhamos o processo e conseguimos a assinatura do convênio que nos permitiu fazer a licitação que coloca essa obra de pé”, acrescentou o governador.

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A ser erguido em um terreno de 41 mil metros quadrados, sendo 31 mil metros quadrados de área construída, o hospital terá 172 leitos disponíveis, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 152 de internação.

Ele contará ainda com consultórios multidisciplinares, alas para tratamento de quimioterapia, radioterapia, medicina nuclear, endoscopia e salas de cirurgia conjugadas, além de exames de imagem como mamografia, ultrassom e raio-X. O nome da unidade homenageia o ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde Jofran Frejat, falecido aos 83 anos, em 2020, vítima de um câncer no pulmão.


Vencedora da licitação aberta pela Secretaria de Saúde, a Endeal Engenharia e Construções Ltda. será a executora da obra, que vai gerar cerca de cinco mil empregos.

Já o projeto arquitetônico foi elaborado por uma empresa contratada pela Diretoria de Edificações da Companhia da Nova Capital (Novacap). Serão investidos R$ 99.965.265,47, recursos liberados pelo Fundo Nacional da Saúde, do Ministério da Saúde. O prazo para conclusão das obras é de 36 meses.

Pela projeção da Secretaria de Saúde, o Hospital Oncológico de Brasília terá capacidade de realizar até nove mil atendimentos por ano. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Distrito Federal registra, anualmente, cerca de 5,5 mil casos novos da doença em adultos.

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O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, afirma que com a construção vai “tornar o DF um centro de referência para a região Centro-Oeste” e que ela chega para “complementar um trabalho que já vem sendo realizado pelo HRT e pelo Hospital de Base.

O hospital terá equipamentos de alta capacidade de resolutividade, principalmente no que tange a parte de diagnóstico para os pacientes serem assistidos o mais rápido possível”, aponta.

Para o presidente da Novacap, Fernando Leite, o hospital “é, talvez, uma das maiores dívidas que os governantes do DF tinham com a população”, mas que a atual gestão tirou do papel. “Esse hospital é o sonho da classe médica de Brasília, um hospital de referência”.

Em 2019, 6.247 pessoas demandaram atendimento oncológico no sistema público de saúde. Atualmente, a rede atende a esses pacientes nos hospitais de Base (HBB), Regional de Taguatinga (HRT) e Universitário de Brasília (HUB). Os casos infantis são direcionados para o Hospital da Criança.

Galeria de Fotos

Lançamento da obra do Hospital Oncológico Doutor Jofran Frejat

Agência Brasília

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DISTRITO FEDERAL II

Detran-DF lança o emplacamento totalmente digital

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O Primeiro Emplacamento Inteligente – PEI de veículos zero km acontece diretamente na concessionária, sem a interferência de terceiros

(Brasília, 17/6/2021) O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) lança mais uma inovação para facilitar o dia a dia do cidadão. A novidade é para quem adquirir veículo zero km: o Primeiro Emplacamento Inteligente – PEI, e foi publicada nesta quinta-feira (17), no Diário Oficial do DF, por meio da Instrução nº 350, de 16 de junho de 2021.

Seguindo a evolução tecnológica implementada pelo Detran Digital, o PEI consiste no registro simplificado e imediato, no sistema do Departamento, de veículos novos adquiridos junto a concessionárias no âmbito do Distrito Federal.

De acordo com o diretor-geral do Detran-DF, Zélio Maia, as inovações tecnológicas implementadas têm promovido agilidade e desburocratização na relação entre a Autarquia, cidadãos, empresas e outras entidades.

No caso do PEI, a concessionária participante irá informar ao Detran, via sistema, os dados pessoais do comprador, o chassi do veículo e informações do contrato de financiamento, se houver.

Automaticamente, serão gerados o número da placa do veículo e o Certificado de Registro e Licenciamento Eletrônico – CRLV-e.

“A partir de agora, quem compra carro zero, por exemplo, já sai da loja com o veículo registrado, com o CRLV-e disponível no aplicativo Detran Digital e com o número da placa. E o principal: sem a intervenção de terceiros e sem custos a mais para o consumidor”, destaca o diretor.

Custos

Segundo o diretor-geral, as concessionárias deverão recolher somente as taxas de serviços relacionadas ao registro de veículo zero Km, à consulta à base de dados nacional e à autorização de estampagem da placa.

Como aderir ao PEI

As concessionárias interessadas em oferecer a facilidade do emplacamento digital aos seus clientes devem ser legalmente constituídas e registradas no âmbito do Distrito Federal. Para fazer a adesão ao PEI, é necessário apresentar a documentação exigida na Instrução nº 350, conforme a relação abaixo, nas unidades do Detran que possuem o serviço do protocolo:

I – Termo de Adesão ao Programa 1º Emplacamento Inteligente – PEI, na forma do Anexo I, assinado pelo representante legal da empresa, mediante

reconhecimento de firma ou assinatura eletrônica.

II – contrato social da entidade registrado na Junta Comercial do Distrito Federal;

III – cartão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ;

IV – alvará de funcionamento com data de validade em vigor;

V – identidade e/ou documento equivalente do responsável pela empresa; e

VI – prova de regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária, mediante respectiva certidão com data de validade em vigor;

A empresa que atender aos requisitos será considerada apta e terá direito a até duas autorizações de acesso ao sistema informatizado do Detran, válidas por 12 meses, podendo ser renovadas, desde que comprovadas as exigências definidas acima.

O planejamento é que, em breve, as transações digitais estejam disponíveis também na relação de transferência de veículos usados entre pessoas físicas.

Detran-DF

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