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Em algumas regiões, Estratégia Saúde da Família ultrapassa 100% de cobertura

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Lugares que antes não tinham a estratégia, como a Vila Planalto, hoje focam no atendimento integral ao paciente

Jaqueline Lopes, de 38 anos, vive na Vila Planalto há 14 anos e não tinha recebido ainda visita em casa para tratar da saúde. Para ela, ter os hábitos e o local onde mora analisados é algo novo, que inspira confiança. “Eu os vejo como amigos. O posto é a extensão da minha casa, minha família.”

Lugares que antes não tinham a Estratégia Saúde da Família, como a Vila Planalto, hoje focam no atendimento integral ao paciente. Jaqueline Lopes, de 38 anos, vive na Vila Planalto há 14 anos e não tinha recebido ainda visita em casa para tratar da saúde.
Lugares que antes não tinham a Estratégia Saúde da Família, como a Vila Planalto, hoje focam no atendimento integral ao paciente. Jaqueline Lopes, de 38 anos, vive na região há 14 anos e não tinha recebido ainda visita em casa para tratar da saúde. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Por outro lado, Hélia Souza, enfermeira que integra a equipe de saúde da família responsável pela dona de casa, avalia que os ganhos não são só de quem está sendo atendido. “Antes, eu ficava na unidade e esperava o paciente vir. Hoje eu vou até ele, conheço a história, a realidade.”

Além de se sentir mais valorizada, a profissional acredita que saber o histórico do paciente e entender detalhes como a renda familiar e as condições de saneamento básico ajudam a prestar um cuidado integral.

“Às vezes, o médico passava a receita para a Jaqueline. Ela chegava à consulta seguinte e não tinha comprado o remédio. Isso pode ser interpretado como má vontade ou até negligência, mas, hoje, conhecendo a realidade dela, a gente entende o motivo”, exemplifica a servidora.

Além da Vila Planalto, outras cidades que integram a Região Centro-Norte de Saúde estão completamente atendidas, como o Cruzeiro e o Varjão

Até o ano passado, nenhuma família da Vila Planalto tinha o atendimento prestado com base na Estratégia Saúde da Família. Hoje, o local tem 100% de cobertura, com uma unidade básica de saúde (UBS) e quatro equipes de saúde da família.

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A unidade já concluiu o reconhecimento do território e deve terminar nos próximos meses o cadastramento de toda a população. A partir dos perfis epidemiológicos definidos, o local consegue traçar uma linha de cuidado que atenda às necessidades específicas de cada grupo de moradores.

Além da Vila Planalto, outras cidades que integram a Região Centro-Norte de Saúde estão completamente atendidas, como o Cruzeiro e o Varjão. Essa última teve o maior salto, passando a contar com capacidade de cerca de 106%. Ou seja, há possibilidade de atendimento a uma população maior que a atual.

Ceilândia tem a maior cobertura populacional

Em Ceilândia, por exemplo, a região mais populosa do DF, o trabalho agora é para atingir a meta de 70% de cobertura. Atualmente, são 62%, com 70 equipes que trabalham na Estratégia Saúde da Família.

Em termos de habitantes, a cidade obteve a maior cobertura. Em fevereiro de 2017, quando o processo de conversão para o novo modelo começou, 95.514 moradores tinham o atendimento de uma equipe de saúde da família. Neste mês, mais de 200 mil pessoas são beneficiadas.

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Das 15 unidades básicas de saúde do lugar, apenas duas (UBS 3 e UBS 5) ainda não foram convertidas para funcionarem exclusivamente com a nova metodologia. As outras 13 estão adequando o processo de trabalho para a realidade local.

“Todas as unidades vão avaliar a cobertura de todo o território, avaliar o impacto da população vulnerável nesse território e a possível necessidade de composição de novas equipes”, exemplifica o diretor de Atenção Primária da Região de Saúde Oeste, Luiz Henrique Mota.

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Uma delas é a UBS 2, que agora se organiza para aperfeiçoar o acolhimento dos pacientes e estreitar o vínculo com a população de seu território.

Em novembro, o espaço ainda teve o horário de atendimento ampliado para das 7 às 19 horas de segunda a sexta-feira e passou a funcionar aos sábados, das 7 horas ao meio-dia. “Tudo isso não significa melhoria imediata de serviço, mas ajusta a assistência que será prestada à população cada vez com maior qualidade.”

Fonte: Agência Brasilia

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Cidadania e policiamento ostensivo para melhorar a vida na Estrutural

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A saída de casa para o trabalho, ainda de madrugada, gera uma tensão diária à recicladora Michelle Marinho, de 34 anos. Moradora da Estrutural, ela precisa estar acompanhada por duas ou três pessoas até a parada de ônibus para evitar assaltos ou outras violências. A cidade, que tem o maior índice de vulnerabilidade do Distrito Federal (0,72), é cenário do projeto Área de Segurança Prioritária (ASP), lançado nesta terça-feira (22) pelo governador Ibaneis Rocha.

Os resultados obtidos na Estrutural vão subsidiar estudos para ações semelhantes em outras RAs | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A proposta de integrar o trabalhos das secretarias de Estado – capitaneadas pela de Segurança Pública – no combate à criminalidade é mais um esforço do Governo do Distrito Federal (GDF) na melhoria das condições de vida de quem mora na Cidade Estrutural. A região administrativa (RA), que em 29 de maio passou a sediar a 8ª Delegacia de Polícia (DP), vai ganhar uma nova estrutura do 15º Batalhão da Polícia Militar, de um do Corpo de Bombeiros e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Vamos sair daqui em 90 dias (prazo previsto pelo projeto) com índices mais baixos de criminalidade, além de oferecer serviços que refletirão em mais cidadania aos moradores”Governador Ibaneis Rocha

De acordo com o governador Ibaneis, a ASP vai mudar a história da segurança pública na Estrutural ao integrar órgãos do governo, como as secretarias de Obras, da Mulher e do DF Legal, além da CEB, do Departamento de Trânsito (Detran) e das forças policiais. “Vamos sair daqui em 90 dias (prazo previsto pelo projeto) com índices mais baixos de criminalidade, além de oferecer serviços que refletirão em mais cidadania aos moradores.”

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A transferência da 8ª DP do SIA para a Estrutural a menos de um mês já tem reflexos positivos, acredita o delegado-chefe Rodrigo Bonach. Além de criar um bolsão de segurança e acabar com o tráfico de drogas que existia nos arredores, a delegacia conta, pela primeira vez, com uma Central de Flagrantes. “Agora temos autonomia para lavrar esse tipo de ocorrências trazidas pela PM, o que dá agilidade aos policiais de não precisar mais ir à Asa Sul para fazer registrar as ocorrências e voltar mais rápido para as ruas”, contou Bonach.

Expansão

A ideia de implementar a Área de Segurança Prioritária no Distrito Federal surgiu ainda na gestão do então secretário Anderson Torres. Atual ministro da Justiça e Segurança Pública, ele defendeu que a adaptação de um projeto francês à realidade do DF seja ainda mais expandida. “Trata-se de um ação estruturante e não mais de emergência que deixa reflexos positivos na sociedade e precisa ser copiado e aplicado em todos os estados brasileiros.”

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A Estrutural é a primeira região administrativa a receber a ASP, e a ideia é que não seja a única. Segundo o secretário de Segurança Pública do DF,  delegado Júlio Danilo, mapeamentos da vulnerabilidade – que incluem, entre outras coisas, criminalidade, violência, tráfico de drogas e desemprego – já começam a ser feitos em outras RAs. “Todos os resultados obtidos por aqui vão subsidiar outros estudos que irão reverberar em ações semelhantes em outras cidades”, informou Júlio.

A recicladora Michelle Marinho aproveitou o primeiro dia da ASP e providenciou as carteiras de identidade das filhas

Ansiosa pela presença ostensiva das forças de segurança nos próximos três meses na Estrutural, a recicladora Michelle aproveitou o lançamento da ASP nesta terça (20) para tirar a carteira de identidade das filhas de 13 e 17 anos. Isso não era possível antes porque os agendamentos feitos pela Secretaria de Segurança Pública a encaminhavam para longe de casa. “Há meses eu vinha tentando tirar esses RGs, mas me mandavam para Sobradinho, que eu nem sei onde fica. Hoje vamos conseguir”, comemorou.

Galeria de Fotos Abertura da área de segurança Prioritária ASP

Agência Brasília

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