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GDF comprou 1,8 mil toneladas da produção rural do DF

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As entregas das cestas verdes começaram em 30 de março e a última leva saiu nesta terça (15) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A agricultura precisou se reinventar neste ano. Por causa da pandemia, estabelecimentos e entidades fecharam as portas temporariamente e o escoamento de produções ficou prejudicado. Para manter o desenvolvimento de milhares de produtores rurais e enfrentar a insegurança alimentar e nutricional, o GDF implementou o programa Cesta Verde. Como resultado, mais de 132 mil unidades com frutas, verduras e legumes foram distribuídas, com a maior aquisição de alimentos da história.

A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) executou R$ 4 milhões neste ano ao adquirir 1.836 toneladas de alimentos. Foram R$ 2 milhões de verba federal do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), vinculado ao Ministério da Cidadania, e outros R$ 2 milhões de recurso emergencial do GDF pelo o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (PAPA). As entregas começaram em 30 de março e a última leva saiu nesta terça (15).

“Tivemos o maior volume comercializado em função da potencialização da política de compra e distribuição, com uma frente para mitigar os efeitos da pandemia entre os produtores rurais, que precisavam escoar alimentos, e entre famílias e entidades que dependem desses itens”, explica o subsecretário de Política Sociais Rurais, Abastecimento e Comercialização da Seagri, João Pires.

Os itens foram distribuídos pelo Banco de Alimentos das Centrais de Abastecimento (Ceasa), pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e por instituições parceiras a 167 entidades e 45 mil pessoas. Além do recurso investido em frutas, verduras e legumes, uma emenda parlamentar de R$ 350 mil do deputado Fernando Fernandes permitiu a aquisição de 118 mil litros de leite. Foi feita parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) para fazer escoamento desse material.

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Lidiane Pires, da Ceasa: “foi preciso criar formas para o alimento ser distribuído para chegar na ponta” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“Ainda bem que tínhamos um equipamento público de segurança alimentar bem estruturado”, diz a diretora de Segurança Alimentar da Ceasa, Lidiane Pires. Ela conta que a expectativa era operar com 20 toneladas por semana e atender cerca de 120 instituições. Com a pandemia, que fechou entidades, restaurantes e feiras, a realidade foi de 33 instituições, 2,8 mil pessoas atendidas e 4,8 toneladas por semana.

Assim, as produções corriam o risco de se perder, com prejuízos milionários. Por isso foi preciso criar formas para o alimento ser distribuído para chegar na ponta. “Colocamos em ação o projeto, que ainda era embrionário, para escoar a produção que não podia ser distribuída na forma tradicional, de caixarias. Foi assim que as Cestas Verdes surgiram”, explica a diretora. Estudos foram feitos para que fosse eficiente para produtores e com variedade para as famílias. Semanalmente, foram cerca de 1,2 mil cestas com oito itens.

“A agricultura não parou este ano”, Candido Teles, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Balanço positivo

Secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Candido Teles valoriza a potencialização da força de trabalho que permitiu garantir mais agilidade e efetividade nas compras e na distribuição das cestas. “A agricultura não parou neste ano. Esses programas de distribuição de renda e alimentos são de todos nós, de um governo que pensa em todos e sabe que é preciso escolher prioridades”, diz.

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Neste ano, uma portaria conjunta para enfrentamento à insegurança alimentar oriunda da pandemia com a Sedes permitiu que cestas complementassem o programa Prato Cheio. Secretária-executiva da pasta, Ana Paula Marra afirma que a medida acontece por meio de cadeia que beneficia tanto o pequeno produtor rural quanto a parcela da sociedade assistida pela rede de proteção social. “Conjugamos os interesses para o alimento chegar àqueles que mais precisam, garantindo a segurança alimentar”.

“O governo estimulou a manutenção da produção, garantindo o abastecimento da cidade e mitigando no campo os efeitos da pandemia. Na outra ponta, fez com que chegassem alimentos de qualidade, saudáveis e nutritivos a quem mais precisa. Nossos produtores continuavam a produzir, mas o problema era a comercialização. Achávamos que era impossível, mas impossível é questão de perspectiva”, observa a presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), Denise Fonseca.

“O governo estimulou a manutenção da produção, garantindo o abastecimento da cidade e mitigando no campo os efeitos da pandemia”, destacou Denise Fonseca, da Emater-DF| Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Fonte: Governo DF

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Para justificar dificuldade de vacinação, subsecretário de Saúde do DF superestima população de idosos

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O subsecretário de Vigilância à Saúde informou quase o dobro da quantidade de pessoas com 60 a 65 anos que vivem no DF

Divino ValeroReprodução/YouTube

Ao tentar explicar a dificuldade na vacinação contra a Covid-19 no DF – que saltou de primeira unidade da Federação para 15ª no índice de eficiência de imunização –, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, superestimou grosseiramente a quantidade de pessoas das faixas etárias de 60 a 65 anos.

O subsecretário calculou o prazo de um mês e meio para o início da vacinação de indivíduos a partir de 60 anos, com base em um número que é quase o dobro da realidade. Em um primeiro momento da reunião, Divino Valero disse que há 400 mil pessoas com 60 a 65 anos no DF. Porém, esses dados são gritantemente diferentes dos que foram levantados pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). De acordo com a empresa pública, há 136.042 pessoas dessas faixas etárias na capital do país. Ou seja, para contemplar esse público com as duas etapas de imunização, seriam necessárias 272.084 doses de vacina.

“É simples: estamos recebendo uma média de 60 mil doses por semana. É só multiplicar por uma população, de 65 a 60 anos, em torno de 400 mil habitantes, a gente já consegue fazer uma projeção de um mês e meio, no mínimo, para que nós consigamos chegar aos 60 anos. Isso é o meu cálculo racional”, afirmou Divino Valero.

O cálculo racional do subsecretário está equivocado. Vinte e oito minutos depois de ter citado 400 mil habitantes, sem fazer nenhuma menção a sua primeira fala superestimada, ele informa os dados da Codeplan, segundo os quais existem 136 mil pessoas nessas faixas etárias.
Ritmo da imunização

A vacinação no DF começou num ritmo que posicionou a capital entre as primeiras unidades da Federação com o melhor desempenho na imunização. Em fevereiro, o DF chegou a ocupar o primeiro lugar no ranking em distribuição de vacina, mas, dois meses depois, caiu para a 15ª posição, conforme os dados do Portal Covid-19 no Brasil, atualizados com informações de órgãos oficiais.

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O Distrito Federal vacinou, até terça-feira, 329.639 pessoas com a primeira dose, quantidade que representa 10,79% dos moradores. O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação que mais imunizou seus cidadãos, até o momento: 15,47%.

Veja o ranking das UFs:

O outro lado

Questionada pela coluna Grande Angular sobre a expressiva queda no ranking de vacinação, a Secretaria de Saúde informou que guarda 163 mil doses para usá-las como segunda aplicação, no caso de quem já passou pela primeira etapa.

Segundo a pasta, a reserva dos imunizantes para a segunda dose é orientada por meio de Informes Técnicos do Ministério da Saúde, expedidos quando novas remessas de vacina são enviadas para os estados.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF pontuou que o subsecretário Divino Valero “se equivocou neste momento da reunião ao falar ‘400 mil habitantes’, uma vez que, ao longo do próprio debate com os deputados, ele já havia falado o número de 136 mil pessoas de 60 a 65 anos”.

“Portanto, considerando este público a ser vacinado e o quantitativo de doses que o Ministério tem encaminhado para ser usado como D1 [primeira dose], a expectativa é que leve cerca de um mês e meio para vacinar todo o grupo de 60 a 65 anos com D1. O subsecretário destacou ainda que, caso haja o envio de um quantitativo maior de doses, o Distrito Federal tem capacidade plena para realizar a vacinação de forma célere”, pontuou.

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Sobre a queda no ranking das UFs que mais vacinam, a pasta respondeu que o DF “segue à risca as determinações do Ministério da Saúde quanto ao uso das vacinas em primeira e em segunda dose”. “Até o momento, não houve qualquer documento do órgão federal que libere o uso da D2 [segunda dose] como D1”, afirmou.

“Em segundo lugar, o Distrito Federal está vacinando um quantitativo alto de pessoas do Entorno e de outros estados. Só em primeira dose, já foram vacinadas mais de 38.318 pessoas de fora. Em terceiro lugar, a Secretaria de Saúde considera que estão subestimados alguns públicos-alvo usados pelo Ministério da Saúde para cálculo de percentual de vacinas. Entre eles, os de profissionais de saúde”, frisou.

De acordo com a Secretaria de Saúde, há em estoque, atualmente, 123 mil doses para segunda aplicação, na Rede de Frio Central, e outras 40 mil doses D2 já estão distribuídas nas Regiões de Saúde.

“O Ministério da Saúde, até o momento, não encaminhou qualquer documento que libere o uso de D2 como D1. Os informes que são enviados pelo órgão federal junto às remessas de vacinas continuam com as informações da guarda de doses para uso de D2”, pontuou a pasta, que enviou um documento do Ministério da Saúde orientando a aplicação de segunda dose. Veja a nota técnica:

Informe técnico do Ministério da SaúdeInforme técnico do Ministério da Saúde
Informe técnico do Ministério da Saúde sobre armazenamento de doses de vacinas contra a Covid-19

O Ministério da Saúde disse à coluna que a estratégia de vacinação é definida a cada nova pauta de distribuição, semanalmente, entre governo federal, estados e municípios. Estados e municípios têm autonomia para seguir com a campanha local, de acordo com as demandas regionais.

Fonte: Metropoles
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