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Justiça do DF bloqueia R$ 106 mil das contas de Ibaneis e outros três por doação de EPIs à cidade onde governador cresceu

Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Objetivo é garantir ressarcimento se doação for considerada irregular pela Justiça. Material, como luvas, mascaras e álcool líquido, foi enviado à município piauiense em meio à reclamações de falta de equipamentos na capital.

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante reunião no Palácio do Buriti — Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, durante reunião no Palácio do Buriti — Foto: Renato Alves / Agência Brasília

A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio de R$ 106,2 mil das contas bancárias do governador Ibaneis Rocha (MDB) e outros três gestores, no processo que apura possíveis irregularidades na doação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ao município de Corrente (PI), onde o chefe do Executivo local cresceu.

O repasse do material foi feito pelo governo local, durante a pandemia de Covid-19, em meio a reclamações de falta de equipamentos na rede pública da capital. O bloqueio foi determinado nas contas das seguintes autoridades:

  • Governador Ibaneis Rocha (MDB)
  • Secretário de Saúde, Osnei Okumoto
  • Ex-secretário de Saúde, Francisco Araújo
  • Prefeito de Corrente, Gladson Mascarenhas (PP)

 

A decisão é liminar (temporária) e foi publicada na quinta-feira (29). Cabe recurso. Segundo a juíza Sandra Cristina Candeira de Lira, a medida pretende garantir o ressarcimento aos cofres públicos do DF, caso a doação seja considerada irregular pela Justiça.

Questionados sobre a decisão, o governo do DF e a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) não haviam se manifestado até a última atualização desta reportagem. O G1 tenta contato com as defesas de Francisco Araújo e Gladson Mascarenhas.

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Doação

 

A decisão da magistrada atende a um pedido dos autores da ação, o advogado Marivaldo de Castro Pereira e outras seis pessoas, que acionaram a Justiça após a revelação do repasse ao município piauiense, em agosto do ano passado.

Secretário de Saúde e prefeito de Corrente não respondem sobre doação

Secretário de Saúde e prefeito de Corrente não respondem sobre doação

Dados da Secretaria de Saúde à época mostram o material doado. Foram:

  • 5 mil luvas tamanho P;
  • 5 mil luvas tamanho M;
  • 12.560 máscaras de proteção equivalente a N95.
  • 250 litros de álcool gel 70%

 

O pedido partiu do prefeito de Corrente, Gladson Mascarenhas (PP). Em 26 de maio, ele enviou um documento ao então secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, pedindo uma doação de material para o hospital da cidade.

Pedido de EPI's, do prefeito de Corrente, no Piauí, para  a Secretaria de Saúde de DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Pedido de EPI’s, do prefeito de Corrente, no Piauí, para a Secretaria de Saúde de DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Após o pedido de Mascarenhas, a solicitação foi encaminhada pelo gabinete do secretário de Saúde para Superintendência de Logística. O setor informou à pasta que a doação de máscaras também afetaria o abastecimento da rede de saúde do DF.

Logo depois, a direção se manifestou contrária à doação. Mesmo assim, a secretaria de Saúde de Brasília enviou os itens para o Piauí. Enquanto isso, profissionais de saúde denunciavam a falta de EPIs na rede pública da capital.

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Quando o caso foi revelado, o governador Ibaneis Rocha chegou a dizer que não tinha conhecimento da falta de material na rede pública da capital. Ele afirmou ainda “que tentou ajudar a prefeitura no Piauí e outros municípios, porque em caso de proliferação da doença, a opção mais próxima dos pacientes seria Brasília”. A cidade de Corrente fica a 860 quilômetros do DF.

Decisão da juíza

 

Ao atender o pedido de bloqueio dos bens dos envolvidos, a juíza Sandra Cristina Candeira de Lira entendeu que a doação não passou pelos controles de legalidade necessários e que, à época da doação, o próprio Ibaneis declarou estado de emergência na capital por conta da pandemia de Covid-19.

“A sequencialidade da ocorrência do caso concreto permite o convencimento sobre a razoabilidade da invocação de que o ato de doação (justamente de equipamentos sanitários que serviriam ao Distrito Federal para fazer frente ao estado de calamidade declarado) se fez eivado de irregularidades não admissíveis dentro do contexto pandêmico que está a ter graves repercussões sobre a comunidade distrital também”, diz na decisão.

Ainda segundo a juíza, “uma doação de equipamentos essenciais ao combate da proliferação da pandemia aqui no Distrito Federal, eleva ao paradoxo o quadro de calamidade aqui reinante e declarado, fazendo-o mais grave ainda quando sequer demonstrado previamente o interesse social para a doação de equipamentos de que já dispunha para suprir o seu aparato logístico”.

Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2021/04/30/justica-do-df-bloqueia-r-106-mil-das-contas-de-ibaneis-e-outros-tres-por-doacao-de-epis-a-cidade-onde-governador-cresceu.ghtml

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Hospital oftalmológico de Brasilia chega ao Jardim Botânico

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UNIDADE DO HOB FUNCIONARÁ DENTRO DO NOVO HJB

Referência em saúde ocular na capital federal, o Hospital Oftalmológico de Brasília – uma empresa do Grupo Opty – se prepara para a inauguração de mais um espaço de atendimento, dessa vez no Jardim Botânico. O novo HOB inicia suas atividades às 19h do dia 17 de junho, dentro do Hospital Jardim Botânico (HJB) – Hospital Dia, oferecendo consultas, exames e cirurgias oftalmológicas. A nova unidade vem atender a uma demanda de aproximadamente 300.000 habitantes residentes no Jardim Botânico, Lago Sul, Paranoá, São Sebastião, Mangueiral, Itapoã e entorno.  “É uma honra ter um parceiro da importância do grupo Opty, sobretudo com uma marca com o reconhecimento do HOB, não só no Distrito Federal, mas no Brasil. Estamos falando de um dos maiores e mais respeitados grupos oftalmológicos do país. Sem dúvida, é uma ocasião expressiva, não só para o Jardim Botânico, mas também para toda a população da região leste do DF”, ressalta Mauro Hueb, CEO do HJB.

Segundo o diretor clínico do HJB, Dr. Flávio Hueb, para o atendimento oftalmológico, o hospital terá um centro cirúrgico com duas salas com equipamentos de última geração para o atendimento de Oftalmologia Geral, Catarata, Glaucoma, Retina, Plástica Ocular e Oftalmopediatria. “Estamos preparados para realizar uma vasta gama de cirurgias, como catarata, pterígio, pálpebras, dentre outras. A ideia é trazer mais um serviço de excelência, além de conforto e praticidade no cotidiano dos pacientes que moram nessa parte da cidade”, afirma o médico. “O HOB é uma grande família e queremos que todos em Brasília tenham acesso a essa família. Nesse momento de pandemia, o paciente pode ter a experiência HOB no seu bairro, com toda a segurança, sem precisar se deslocar até o Plano Piloto para receber um atendimento de alta qualidade”, observa o oftalmologista Dr. Takashi Hida, médico sócio do Hospital Oftalmológico de Brasília.

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A chegada da operação do HOB no Jardim Botânico coincide com a transição do Centro Clínico Jardim Botânico para a condição de Hospital-dia, oferecendo consultas, exames, pequenos procedimentos, exames laboratoriais e cirurgias ambulatoriais. São mais de 15 especialidades incluindo oftalmologia, psiquiatria, psicologia, odontologia e procedimentos dermatológicos. Para Raul Fernandes Marinheiro Neto, Diretor Regional Centro Oeste – Grupo Opty, esse é um passo importante e uma forma inteligente de expandir o HOB. “Até então, tínhamos unidades estritamente focadas em oftalmologia e, com essa parceria e compondo um conceito de centro médico completo, nos aliamos a um empreendimento de sucesso, criado pelo Mauro e o Dr. Flávio Hueb na região.  Acreditamos que, além da comodidade para o brasiliense, reunir diversas especialidades e serviços médicos gera uma sinergia de negócio onde todas as partes envolvidas ganham, a Opty, o HJB, os médicos e, principalmente, os pacientes”, finaliza o executivo.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

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Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, e mais de 2100 colaboradores e 750 médicos oftalmologistas. O Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF e RJ), O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ), Hospital Oftalmológico da Barra (RJ), Centro Cirúrgico Jardim de Alah (RJ), o Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO Oftalmologia – Unidade Paulista de Oftalmologia (SP) e do HMO – Hospital Medicina dos Olhos (SP) fazem parte dos associados, resultando em 54 unidades de atendimento. Visite www.opty.com.br.

Natália Lopes

Tríplice Comunicação

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