BRASÍLIA

DISTRITO FEDERAL

Moto Paco Social III reúne centenas de motociclistas em prol dos carentes do DF

Publicados

em

Arrecadação de milhares de brinquedos serão doados, na época do Natal, às crianças em vulnerabilidade social. Nesta edição, a novidade foi a exposição de carros antigos

Por Lucíola Barbosa

Mais de 40 motoclubes de Brasília marcaram presença na terceira edição do evento solidário Moto Paco Social III. A concentração de centenas de motociclistas ocorreu neste sábado (27), na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental. As duas edições anteriores foram realizadas em 2019 e 2020.

Idealizado pelos amigos do vice-governador Paco Britto, o evento, além de promover um passeio de motociclistas pelas avenidas da capital, tem o intuito de arrecadar brinquedos para serem distribuídos às crianças carentes no Natal. A novidade deste ano foi a participação de 150 carros antigos, em exposição no local, que fizeram a alegria de famílias inteiras que prestigiaram o encontro.

O trajeto dos motociclistas durou cerca de 25 minutos, saindo da Praça do Cruzeiro e passando por vários pontos turísticos de Brasília – Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Catedral, Praça dos Três Poderes, Torre de TV, Palácio do Buriti, Estádio Nacional Mané Garrinha, Palácio Buriti, Memorial JK. Antes da partida, os participantes receberam as bênçãos do padre Fenício e do pastor Amândio, presentes à solenidade.

Paco Britto, acompanhado de sua esposa Ana Paula Hoff e do filho caçula Flávio, fez questão de agradecer o apoio de todos que contribuíram para que esta edição superasse o número de doações. “Agradeço a todos que nos ajudaram a realizar este evento, amigos, motoclubes, o pessoal dos carros antigos e colaboradores”, frisou. “E, neste ano, a edição é especial com a participação dos carros antigos. É emocionante ver a união de todos em prol das crianças mais carentes do DF. E prepararem-se, pois, no ano que vem, tem o Moto Paco Social IV!”, convidou.

Leia Também:  Em Goiás, Caiado sanciona lei que prevê cobrança para uso de tornozeleiras eletrônicas

As edições anteriores, de 2019 – realizada basicamente por amigos motociclistas do vice-governador – e a de 2020, que contou com a participação de mais de 10 motoclubes da cidade, também tiveram a intenção de chamar a atenção dos moradores para a desigualdade social, que aumentou com a pandemia da covid-19. Os mais de cinco mil brinquedos arrecadados, na época, foram doados às crianças das cidades em situação de vulnerabilidade social e também em áreas rurais do Distrito Federal.

Mulheres

Dentro do motociclismo, existem vários estilos de motos. Há os que preferem, por exemplo, os triciclos, que também marcaram presença no evento.

A triciclista independente, Cris Angel, do Rabo de Saia Estradeira, também participante desde a primeira edição, disse que chegou em Brasília, na véspera, vindo de Itaipuaçu, na Região dos Lagos (RJ), especialmente para participar desta edição do Moto Paco Social.

Já Luís Abdo, fundador e presidente do Águia de Aço, com 10 integrantes, participa pela primeira vez do Moto Paco Social. “Soube deste encontro pela Rosa [Ferreira, do Ciganas Estradeiras]. Estou impressionado com a estrutura, com as equipes, a segurança. Tudo muito bem organizado”, elogiou Abdo, há 15 anos viajando em motos. “Ano passado, percorri todo o litoral do Rio de Janeiro em duas rodas”, completou.

Leia Também:  CDDF parabeniza parlamentares pelo empenho ao retorno de músicos ao trabalho

Entre os motociclistas, há também os que trocaram de clube, como é o caso do Pastor Breder, do Sepulcro Vazio, ex-integrante do Êxodus Motoclube. “Estamos iniciando agora, com 12 integrantes em cinco estados brasileiros, por isso, estamos só de camiseta (sem o colete identificador do motoclube), para nos apresentar aos outros”, explicou. “Nossa expectativa, aqui, é grande, pois fizeram um forte trabalho de arrecadação. É uma veia forte de ação social. A concentração é ótima, pois em vez de fazermos várias ações para o Natal, cada clube abraçou este encontro e assim facilita na distribuição [dos brinquedos] às instituições”, disse.

Exposição de carros antigos

Amigo de infância do vice-governador, João Coqueiro, responsável pela Exposição de Carros Antigos, no Moto Paco Social, aceitou o convite sem titubear. “Sou amigo do Paco há 48 anos. Nossa história se confunde com a paixão por veículos”, revelou João, que é piloto automobilístico e diretor executivo do Festival Brasília Sobre Rodas.

O evento Moto Paco Social, que teve apoio da Polícia Militar (PMDF), do Detran e do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), além da presença de brigadistas e enfermeiros, contou com apresentação de show musical por meio da banda de rock Old Is Cool, do cover da cantora Janis Joplin, além do DJ Sony.

No local, tendas variadas com acessórios característicos e uma praça de alimentação, com food trucks e ambulantes, compunham o cenário. Houve ainda sorteio de brindes, como capacetes, porta-chaves personalizados, luvas, entre outros acessórios. Também foi feita a distribuição de álcool gel e máscaras aos presentes.

Prestigiaram o encontro o secretário de Atendimento à Comunidade, Severino Cajazeiras; o Ex-presidente Marco Portinho do maior festival de motociclismo da América Latina – o Capital Moto Week; representantes da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram); admiradores de motociclismo; dos motoclubes e dos carros antigos.

Fonte: Vice-governadoria/Fotos: Vinícius de Melo

COMENTE ABAIXO:

DISTRITO FEDERAL

Brasília Iluminada recebe até 50 mil pessoas por dia

Publicados

em

Por

Foto: Agência Brasília

A cidade é decorada com luzes de LED e símbolos e figuras que remetem ao período de festas de fim de ano, com programação contemplativa

O evento Brasília Iluminada faz morada na capital pelo segundo ano consecutivo. As luzes que brilham no DF relembram um trecho da música Faroeste Caboclo, escrita por Renato Russo em 1979 e lançada pela Legião Urbana em 1987, no álbum Que País É Este, o artista canta “saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal. Meu Deus, mas que cidade linda…” Apesar de a canção ter mais de 30 anos, ela dialoga com o momento atual.

A cidade é decorada com luzes de LED e símbolos e figuras que remetem ao período de festas de fim de ano, com programação contemplativa e cultural, além de ações sociais, até 20 de janeiro de 2022, em espaço montado que vai da Esplanada dos Ministérios até o Eixo Monumental.

Assim como João de Santo Cristo, personagem da música de Renato Russo, a moradora do Jardim Ingá, distrito de Luziânia (GO), que faz parte da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride-DF), Jacy Louza, 41 anos, se encantou com as luzes do Brasília Iluminada no trajeto que faz de ônibus, passando pela rodoviária.

“Eu passei por aqui de ônibus, vi, achei bonito e quis trazer minha família”, conta a diarista, que visitou o evento ao lado do marido, dos três filhos e dos dois netos. “Achei tudo muito lindo”, acrescenta Jacy.

Também foi de dentro do coletivo que o carpinteiro Edmar da Conceição Silva, 46 anos, viu pela primeira vez a iluminação na Esplanada dos Ministérios. Morador do Paranoá, ele passa diariamente no local para seguir para o trabalho em Taguatinga.

Após alguns dias, vendo só da janela do ônibus, resolveu levar a esposa e o filho de 1 ano e 10 meses para conferir tudo de perto. “Estou achando maravilhoso. Está tudo bem organizado, bem-planejado e muito bonito mesmo”, afirma. Enquanto o homem dava a entrevista, o filho olhava maravilhado para os enfeites.

Após dias vendo a iluminação da janela do ônibus, o carpinteiro Edmar da Conceição resolveu levar a esposa e o filho para conferir tudo de perto

A enfermeira Geila Márcia Menegesse, 42 anos, foi outra moradora de Brasília que decidiu levar as filhas para conhecer a belezas das luzes após ver as fotos da decoração na internet, nas publicações do governo. Ao lado das gêmeas Beatriz e Clarice, de 8 anos, ela visitou o Lago de Brasília, quadrante montado na Esplanada dos Ministérios que faz menção ao Lago Paranoá e à Ponte JK. “Estou gostando e as meninas também. Achei muito bonito”, revela.

O público do evento, na maioria, é composto exatamente por famílias. Segundo a produção do Brasília Iluminada, de 30 mil a 40 mil pessoas passam pelo espaço durante os dias da semana, enquanto que no fim de semana o número se eleva, chegando a 50 mil.

Leia Também:  GDF recolherá armas de policiais acusados de violência contra a mulher

“Em função de a primeira edição ter sido um sucesso, o público já esperava o projeto. Brasília nunca teve uma decoração dessa grandeza no período de Natal, ano novo e férias de verão, com essa possibilidade de novo passeio e nova contemplação”, avalia o presidente do Instituto de Desenvolvimento Humano, Empreendedorismo, Inovação e Assistência Social (Idheias), organização da sociedade civil responsável pelo Brasília Iluminada, Marcelo Soares.

“A adesão tem sido bem grande por parte da população, além de turistas que vieram passar as férias e estão tendo a oportunidade de conhecer e divulgar para outros estados”, completa Soares.

Encantos em cada eixo

A extensa decoração ocupa 415.770 m² de área enfeitada, dividida em quatro grandes espaços com 11 eixos, em que cada um deles representa uma simbologia das festividades. Foram dias de trabalhos intensos para deixar tudo pronto.

Anderson Silva, 45 anos, que o diga. Ele é um dos funcionários da chamada base, equipe responsável pela montagem e manutenção das estruturas. Acostumado a trabalhar como pedreiro e pintor, ele viu uma nova oportunidade de emprego em meio à crise sanitária da covid-19. “Estava parado, então abracei a oportunidade”, afirma. O evento gera 6,8 mil postos de trabalho.

O pai de Jhenyfer Cristina, Anderson Silva, trabalhou na montagem do evento, e a levou, junto com o resto da família, para ver o resultado pronto

Se de dia Anderson coloca a mão na massa, à noite ele pode contemplar os frutos de muito serviço ao lado da esposa Ana Lúcia e dos filhos Beatriz, 2, Derick, 5, e Jhenyfer, 18, na área montada na Esplanada dos Ministérios. “Pra mim é muito satisfatório poder estar participando de um evento desse tamanho, tendo ajudado a montar e agora estar aqui com a minha família”, diz.

“É uma coisa muito linda. Não tenho nem como explicar”, acrescenta. Anderson fez questão de garantir imagens junto aos familiares: “Trouxe para que eles pudessem prestigiar e tirar fotos, para que futuramente eu possa mostrar e lembrar que eu ajudei a erguer isso aqui”.

A musicista Nathália Marques, da banda Regional Segura Elas, é outra que tem seu nome cravado na história do Brasília Iluminada. Junto com outras quatro mulheres, ela integra o grupo de choro que esteve na programação de janeiro da primeira edição e se apresentou no último dia 26 na segunda etapa do evento, sempre no palco Céu de Brasília Cultural, localizado entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro.

Quando o quinteto subiu ao palco do projeto no início do ano, foi o pontapé para a retomada dos trabalhos. “Foi uma volta nossa aos palcos em meio à pandemia. Poder estar em cima do palco, sentir a energia das pessoas, tocarmos juntas, foi muito bom. A primeira edição foi esse alívio de poder voltar e sentir de novo tudo isso. A segunda edição veio mais forte ainda, em um momento em que estamos tocando mais e o público pôde estar mais presente com a gente”, avalia.

Leia Também:  Em Goiás, Caiado sanciona lei que prevê cobrança para uso de tornozeleiras eletrônicas

Para Nathália, o evento traz uma sensação de conforto e esperança. “Acho que o evento tem toda essa característica de renovação e de esperança, e auxilia nesse sentimento otimista de fim de ano, de esperar que as coisas boas venham. É um evento aconchegante e acessível. O público vem e assiste a vários shows”, observa.

Programação artística

Mais do que um evento contemplativo, o projeto conta com uma programação cultural feita especialmente para celebrar a música local e levar lazer ao público. Os shows ocorrem de quinta a domingo, a partir das 17h30, de forma gratuita. Neste ano, mais de 500 artistas locais passarão pelo palco até o dia 20. A programação pode ser conferida no site oficial e no perfil do Instagram.

A programação da segunda edição contempla a diversidade e demonstra que Brasília é muito mais do que a capital do rock. “Aqui há uma grande tribo musical. Cada dia é uma mistura de estilos. Vamos ter alguns dias temáticos. Nos demais, são três apresentações distintas, para agradar a todos os tipos de público”, explica o curador do palco Céu de Brasília Cultural, o maestro Thiago Francis.

A musicista Nathália Marques, da banda Regional Segura Elas, tocou na primeira edição do Brasília Iluminada e voltou a se apresentar na segunda

Ele lembra que, no ano passado, o evento foi uma aposta no escuro. “Estávamos no meio da pandemia, muitos músicos desempregados e sem oportunidade de se apresentar. Quando o palco apareceu, muitos não acreditaram. Mas o projeto andou e acabou caindo no gosto do público”, recorda. Por isso, voltou ainda maior em 2021 e a expectativa é de que possa retornar nos próximos anos.

“São mais de 500 artistas sendo beneficiados, artistas que ficaram um ano sem trabalhar e encontraram toda a estrutura para apresentar seu trabalho, serem reconhecidos e terem seus nomes marcados no Brasília Iluminada, na esperança de acontecer ano que vem novamente”, diz Thiago Francis.

Desde o anúncio da segunda edição, o governo expõe a intenção de que o projeto integre o calendário oficial de eventos da cidade. “A gente conhece algumas festas de Natal e fim de ano, posso citar Gramado que, talvez, seja a maior referência no Brasil. Mas o Centro-Oeste não tinha um evento de tamanha grandeza. É relevante que se tenha isso”, comenta Marcelo Soares, presidente do Instituto Idheias.

*Com informações da Agência Brasília

Fonte: Jornal de Brasilia

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

Nos siga no Facebook

DISTRITO FEDERAL

ECONOMIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Gostou da notícia? Quer mais?

Nos Siga no Facebook 

para mais Notícias

Gostou da notícia? Nos Siga para Mais.