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Pandemia estimula funerárias do DF a aumentar em 344% encomendas de caixões

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Segundo empresários, situação na capital do país está normalizada, mas exemplo de Manaus fez setor se preparar para uma demanda maior

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

O colapso funerário que atingiu Manaus fez com que o setor funerário do Distrito Federal se apressasse para comprar caixões. Desde o início da pandemia de coronavírus, as 45 empresas da capital do país aumentaram em 344% as encomendas por urnas.

De acordo com a presidente da Associação das Funerárias do DF, Tânia Batista da Silva, as cenas na capital amazonense, com falta de urnas, enterros à noite e ausência de carros para transporte de corpos assustaram os comerciantes do ramo no DF.

“Foram imagens muito fortes e não queremos passar por isso aqui. Por enquanto, aqui em Brasília, a quantidade de mortes está relativamente dentro do esperado. Nós torcemos para que não haja uma explosão, mas, se houver, o setor funerário está preparado”, destaca.

A intensificação na busca por urnas se deu por outro motivo: o DF não tem fabricantes de caixões; então, as empresas locais tiveram de entrar numa fila para receber os materiais de São Paulo e Minas Gerais.

Carros funerários

De acordo do Tânia, as funerárias também já estão autorizadas, em caso de necessidade, a recolocar na frota 44 carros adaptados para transporte de cadáveres e que não estavam mais em operação.

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“Eles não são usados mais hoje pelas funerárias, mas são preparados para o serviço e, em caso de colapso, podem começar a rodar”, explicou. Nesse caso, os veículos se somariam aos 192 carros funerários com permissão para prestar o serviço no DF.

Tragédia em Manaus

Em meados de abril, o país testemunhou uma tragédia humana em Manaus, com enterros em vala comum, sepultamentos noturnos e falta de caixões.

Em um curto período, o número de funerais saltou de 30 por dia para quase 150 na capital amazonense. Em cenas chocantes que rodaram o Brasil e o mundo, carros funerários formavam filas na porta do cemitério Nossa Senhora de Aparecida, um dos maiores da região.

De acordo com o Ministério da Saúde, Manaus computava até essa terça-feira (02/06) 41.774 casos de Covid-19 e 2.071 óbitos. Já no DF, o mais recente boletim da Secretaria de Saúde indicava 10.648 contaminados e 158 falecimentos por coronavírus.

Como o Metrópoles mostrou nessa segunda-feira (01/06), a quantidade de enterros nos cemitérios da capital se mantém estável durante a pandemia, com crescimento de apenas 4% em relação ao mesmo período de 2019.

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Apenas em maio deste ano, foram realizados 1.025 enterros contra 982 sepultamentos no mesmo mês de 2019 no DF. Em abril, a diferença para o ano anterior foi de apenas um funeral: 944 contra 943.

Em março, o aumento se repetiu. Foram 963 pessoas sepultadas no Distrito Federal nesse mês em 2020, contra 891 em março do ano passado.

Média

De acordo com a assessoria da Campo da Esperança, que administra os cemitérios do DF, “a análise isolada de cada mês, porém, não é suficiente para determinar alteração da média de sepultamentos. A longo prazo, a tendência é manter a média, com leve crescimento devido ao aumento populacional.”

Postagem: http://temporarioegnews.com.br

Fonte: Metropoles

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Para justificar dificuldade de vacinação, subsecretário de Saúde do DF superestima população de idosos

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O subsecretário de Vigilância à Saúde informou quase o dobro da quantidade de pessoas com 60 a 65 anos que vivem no DF

Divino ValeroReprodução/YouTube

Ao tentar explicar a dificuldade na vacinação contra a Covid-19 no DF – que saltou de primeira unidade da Federação para 15ª no índice de eficiência de imunização –, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, superestimou grosseiramente a quantidade de pessoas das faixas etárias de 60 a 65 anos.

O subsecretário calculou o prazo de um mês e meio para o início da vacinação de indivíduos a partir de 60 anos, com base em um número que é quase o dobro da realidade. Em um primeiro momento da reunião, Divino Valero disse que há 400 mil pessoas com 60 a 65 anos no DF. Porém, esses dados são gritantemente diferentes dos que foram levantados pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). De acordo com a empresa pública, há 136.042 pessoas dessas faixas etárias na capital do país. Ou seja, para contemplar esse público com as duas etapas de imunização, seriam necessárias 272.084 doses de vacina.

“É simples: estamos recebendo uma média de 60 mil doses por semana. É só multiplicar por uma população, de 65 a 60 anos, em torno de 400 mil habitantes, a gente já consegue fazer uma projeção de um mês e meio, no mínimo, para que nós consigamos chegar aos 60 anos. Isso é o meu cálculo racional”, afirmou Divino Valero.

O cálculo racional do subsecretário está equivocado. Vinte e oito minutos depois de ter citado 400 mil habitantes, sem fazer nenhuma menção a sua primeira fala superestimada, ele informa os dados da Codeplan, segundo os quais existem 136 mil pessoas nessas faixas etárias.
Ritmo da imunização

A vacinação no DF começou num ritmo que posicionou a capital entre as primeiras unidades da Federação com o melhor desempenho na imunização. Em fevereiro, o DF chegou a ocupar o primeiro lugar no ranking em distribuição de vacina, mas, dois meses depois, caiu para a 15ª posição, conforme os dados do Portal Covid-19 no Brasil, atualizados com informações de órgãos oficiais.

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O Distrito Federal vacinou, até terça-feira, 329.639 pessoas com a primeira dose, quantidade que representa 10,79% dos moradores. O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação que mais imunizou seus cidadãos, até o momento: 15,47%.

Veja o ranking das UFs:

O outro lado

Questionada pela coluna Grande Angular sobre a expressiva queda no ranking de vacinação, a Secretaria de Saúde informou que guarda 163 mil doses para usá-las como segunda aplicação, no caso de quem já passou pela primeira etapa.

Segundo a pasta, a reserva dos imunizantes para a segunda dose é orientada por meio de Informes Técnicos do Ministério da Saúde, expedidos quando novas remessas de vacina são enviadas para os estados.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF pontuou que o subsecretário Divino Valero “se equivocou neste momento da reunião ao falar ‘400 mil habitantes’, uma vez que, ao longo do próprio debate com os deputados, ele já havia falado o número de 136 mil pessoas de 60 a 65 anos”.

“Portanto, considerando este público a ser vacinado e o quantitativo de doses que o Ministério tem encaminhado para ser usado como D1 [primeira dose], a expectativa é que leve cerca de um mês e meio para vacinar todo o grupo de 60 a 65 anos com D1. O subsecretário destacou ainda que, caso haja o envio de um quantitativo maior de doses, o Distrito Federal tem capacidade plena para realizar a vacinação de forma célere”, pontuou.

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Sobre a queda no ranking das UFs que mais vacinam, a pasta respondeu que o DF “segue à risca as determinações do Ministério da Saúde quanto ao uso das vacinas em primeira e em segunda dose”. “Até o momento, não houve qualquer documento do órgão federal que libere o uso da D2 [segunda dose] como D1”, afirmou.

“Em segundo lugar, o Distrito Federal está vacinando um quantitativo alto de pessoas do Entorno e de outros estados. Só em primeira dose, já foram vacinadas mais de 38.318 pessoas de fora. Em terceiro lugar, a Secretaria de Saúde considera que estão subestimados alguns públicos-alvo usados pelo Ministério da Saúde para cálculo de percentual de vacinas. Entre eles, os de profissionais de saúde”, frisou.

De acordo com a Secretaria de Saúde, há em estoque, atualmente, 123 mil doses para segunda aplicação, na Rede de Frio Central, e outras 40 mil doses D2 já estão distribuídas nas Regiões de Saúde.

“O Ministério da Saúde, até o momento, não encaminhou qualquer documento que libere o uso de D2 como D1. Os informes que são enviados pelo órgão federal junto às remessas de vacinas continuam com as informações da guarda de doses para uso de D2”, pontuou a pasta, que enviou um documento do Ministério da Saúde orientando a aplicação de segunda dose. Veja a nota técnica:

Informe técnico do Ministério da SaúdeInforme técnico do Ministério da Saúde
Informe técnico do Ministério da Saúde sobre armazenamento de doses de vacinas contra a Covid-19

O Ministério da Saúde disse à coluna que a estratégia de vacinação é definida a cada nova pauta de distribuição, semanalmente, entre governo federal, estados e municípios. Estados e municípios têm autonomia para seguir com a campanha local, de acordo com as demandas regionais.

Fonte: Metropoles
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