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Pandemia fechou 34.649 vagas de empregos no DF, diz Codeplan

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Faxineiros, vendedores do comércio varejista e auxiliares de escritório foram os mais afetados até janeiro de 2021

Carteira de trabalho Andre Borges/Esp. Metrópoles

O Distrito Federal teve 34.649 postos de trabalho fechados durante os meses mais severos de restrições devido à pandemia do novo coronavírus. De acordo com pesquisa da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), a perda de empregos formais devido ao combate à Covid-19 começou em março de 2020, com o desaparecimento de 9.370 vagas. Em abril, o número cresceu para 17.092; em maio, o mercado perdeu 5.309 vagas; e, em junho, foram menos 2.878.

“Os desligamentos continuaram bastante elevados. A diferença entre as admissões e os desligamentos fizeram com que o número de empregos destruídos fosse maior”, afirmou a gerente de Estudos e Contas Setoriais da Codeplan, Jéssica Milker.

Os empregos mais afetados foram: faxineiros (16.355), vendedores do comércio varejista (15.367) e auxiliares de escritório (14.049).

Pesquisa emprego Codeplan DF

O padrão de desligamentos se intensificou nos meses em que houve decreto de restrição de circulação e fechamento de atividades não essenciais. Os mais atingidos com as medidas restritivas foram os trabalhadores de 20 a 40 anos.

Geração de empregos

Quando se fala em geração de empregos, as atividades de saúde e da construção civil foram as principais responsáveis pela criação de vagas. Cresceram as oportunidades de trabalho para técnicos em enfermagem (3.048), enfermeiros (1.419) e médicos clínicos (1.368). Além disso, surgiram oportunidades na área de servente de obras, com 888 vagas.

Após retomar as contratações, o DF demonstrava recuperação até fevereiro de 2021. No entanto, o aumento do número de mortes e de contaminados com a doença indica nova queda nos empregados na capital.

“O mercado estava se recuperando bem, porém, com novas medidas de restrição, as ameaças conjunturais que surgiram vão diminuir esse ritmo de recuperação. Vamos aguardar os próximos números para saber como o mercado de trabalho do DF vai responder”, disse Jéssica Milker.

Os números da Codeplan levam em conta a base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria do Trabalho, do Ministério da Economia.

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DISTRITO FEDERAL

Para justificar dificuldade de vacinação, subsecretário de Saúde do DF superestima população de idosos

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O subsecretário de Vigilância à Saúde informou quase o dobro da quantidade de pessoas com 60 a 65 anos que vivem no DF

Divino ValeroReprodução/YouTube

Ao tentar explicar a dificuldade na vacinação contra a Covid-19 no DF – que saltou de primeira unidade da Federação para 15ª no índice de eficiência de imunização –, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, superestimou grosseiramente a quantidade de pessoas das faixas etárias de 60 a 65 anos.

O subsecretário calculou o prazo de um mês e meio para o início da vacinação de indivíduos a partir de 60 anos, com base em um número que é quase o dobro da realidade. Em um primeiro momento da reunião, Divino Valero disse que há 400 mil pessoas com 60 a 65 anos no DF. Porém, esses dados são gritantemente diferentes dos que foram levantados pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). De acordo com a empresa pública, há 136.042 pessoas dessas faixas etárias na capital do país. Ou seja, para contemplar esse público com as duas etapas de imunização, seriam necessárias 272.084 doses de vacina.

“É simples: estamos recebendo uma média de 60 mil doses por semana. É só multiplicar por uma população, de 65 a 60 anos, em torno de 400 mil habitantes, a gente já consegue fazer uma projeção de um mês e meio, no mínimo, para que nós consigamos chegar aos 60 anos. Isso é o meu cálculo racional”, afirmou Divino Valero.

O cálculo racional do subsecretário está equivocado. Vinte e oito minutos depois de ter citado 400 mil habitantes, sem fazer nenhuma menção a sua primeira fala superestimada, ele informa os dados da Codeplan, segundo os quais existem 136 mil pessoas nessas faixas etárias.
Ritmo da imunização

A vacinação no DF começou num ritmo que posicionou a capital entre as primeiras unidades da Federação com o melhor desempenho na imunização. Em fevereiro, o DF chegou a ocupar o primeiro lugar no ranking em distribuição de vacina, mas, dois meses depois, caiu para a 15ª posição, conforme os dados do Portal Covid-19 no Brasil, atualizados com informações de órgãos oficiais.

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O Distrito Federal vacinou, até terça-feira, 329.639 pessoas com a primeira dose, quantidade que representa 10,79% dos moradores. O Rio Grande do Sul é a unidade da Federação que mais imunizou seus cidadãos, até o momento: 15,47%.

Veja o ranking das UFs:

O outro lado

Questionada pela coluna Grande Angular sobre a expressiva queda no ranking de vacinação, a Secretaria de Saúde informou que guarda 163 mil doses para usá-las como segunda aplicação, no caso de quem já passou pela primeira etapa.

Segundo a pasta, a reserva dos imunizantes para a segunda dose é orientada por meio de Informes Técnicos do Ministério da Saúde, expedidos quando novas remessas de vacina são enviadas para os estados.

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF pontuou que o subsecretário Divino Valero “se equivocou neste momento da reunião ao falar ‘400 mil habitantes’, uma vez que, ao longo do próprio debate com os deputados, ele já havia falado o número de 136 mil pessoas de 60 a 65 anos”.

“Portanto, considerando este público a ser vacinado e o quantitativo de doses que o Ministério tem encaminhado para ser usado como D1 [primeira dose], a expectativa é que leve cerca de um mês e meio para vacinar todo o grupo de 60 a 65 anos com D1. O subsecretário destacou ainda que, caso haja o envio de um quantitativo maior de doses, o Distrito Federal tem capacidade plena para realizar a vacinação de forma célere”, pontuou.

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Sobre a queda no ranking das UFs que mais vacinam, a pasta respondeu que o DF “segue à risca as determinações do Ministério da Saúde quanto ao uso das vacinas em primeira e em segunda dose”. “Até o momento, não houve qualquer documento do órgão federal que libere o uso da D2 [segunda dose] como D1”, afirmou.

“Em segundo lugar, o Distrito Federal está vacinando um quantitativo alto de pessoas do Entorno e de outros estados. Só em primeira dose, já foram vacinadas mais de 38.318 pessoas de fora. Em terceiro lugar, a Secretaria de Saúde considera que estão subestimados alguns públicos-alvo usados pelo Ministério da Saúde para cálculo de percentual de vacinas. Entre eles, os de profissionais de saúde”, frisou.

De acordo com a Secretaria de Saúde, há em estoque, atualmente, 123 mil doses para segunda aplicação, na Rede de Frio Central, e outras 40 mil doses D2 já estão distribuídas nas Regiões de Saúde.

“O Ministério da Saúde, até o momento, não encaminhou qualquer documento que libere o uso de D2 como D1. Os informes que são enviados pelo órgão federal junto às remessas de vacinas continuam com as informações da guarda de doses para uso de D2”, pontuou a pasta, que enviou um documento do Ministério da Saúde orientando a aplicação de segunda dose. Veja a nota técnica:

Informe técnico do Ministério da SaúdeInforme técnico do Ministério da Saúde
Informe técnico do Ministério da Saúde sobre armazenamento de doses de vacinas contra a Covid-19

O Ministério da Saúde disse à coluna que a estratégia de vacinação é definida a cada nova pauta de distribuição, semanalmente, entre governo federal, estados e municípios. Estados e municípios têm autonomia para seguir com a campanha local, de acordo com as demandas regionais.

Fonte: Metropoles
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