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Auxílio Brasil: equipe de Paulo Guedes teme aumento do valor pelo Congresso

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Paulo Guedes, ministro da Economia — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Diante da declaração do ministro Paulo Guedes de que o governo pode criar uma “licença” para furar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil, a equipe do Ministério da Economia agora teme uma eventual decisão do Congresso Nacional de aumentar o valor para algo além dos R$ 400 previstos. Na prática, isso causaria um rombo fiscal ainda maior.

A equipe econômica era totalmente contra fixar um valor acima de R$ 300 para o Auxílio Brasil, se o aumento representasse furar o teto de gastos. Só que essa foi a opção do presidente Jair Bolsonaro, que seguiu os conselhos da ala política do governo, derrotando a Economia.

O teto de gastos foi instituído a partir de uma emenda constitucional, promulgada pelo Congresso Nacional em 2016. O mecanismo limita o crescimento dos gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) à inflação do ano anterior.

Pelo desenho atual do Auxílio Brasil, uma parte do pagamento (R$ 300) respeitará o teto de gastos, mas outra parte (R$ 100), não. Portanto, furando a regra.

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R$ 30 bilhões fora do teto

Depois de admitir a derrota para a ala política, a equipe de Paulo Guedes passou a defender que o pagamento fora do teto de gastos não supere R$ 30 bilhões.

No Congresso, já se fala que o montante ficará perto de R$ 40 bilhões, abrindo mais espaço no Orçamento para emendas parlamentares e investimentos em obras no ano eleitoral.

Além disso, no Legislativo, até aliados do presidente já defendem subir o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 500. O próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido publicamente o valor de R$ 600, pago no auxílio emergencial.

Na prática, esses valores representariam um gasto ainda maior, gerando mais incertezas na economia, pressionando o dólar e, por tabela, a inflação.

Entre assessores de Paulo Guedes, a reclamação é que o Congresso não adota os caminhos mais recomendáveis, de cortar gastos e emendas parlamentares para bancar o necessário Auxílio Brasil, diante do aumento da pobreza no país e da inflação alta. E os parlamentares acabam preferindo o caminho mais fácil para eles, furar o teto.

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G1 – GLOBO

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FipeZap: Preços dos imóveis têm alta de 0,53% em novembro; veja cidades com metro quadrado mais caro

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Imóveis novos na capital paulista — Foto: Ardilhes Moreira/ G1

O preço de venda dos imóveis residenciais registrou um novo aumento de 0,53% em novembro, segundo o Índice FipeZap divulgado nesta quarta-feira (1). No mês passado, a alta foi de 0,43%.

A alta apurada pelo Índice FipeZap em novembro deve ficar abaixo do avanço projetado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a inflação deve ter subido 1,03% no mês passado.

No acumulado do ano, os preços dos imóveis residenciais avançaram 4,78%, também abaixo da inflação esperada para o período (9,35%).

Em novembro, a maioria das capitais monitoradas pelo Índice FipeZap tiveram alta no preço médio de venda dos imóveis. A exceção foi Salvador (BA), com queda de 0,11%. Os maiores aumentos foram observados em Maceió (1,63%), Brasília (1,46%) e Curitiba (1,45%).

No acumulado em 12 meses, o Índice FipeZap tem alta de 5,27%, enquanto a expectativa para a inflação é de 10,83%.

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Metro quadrado

Entre as capitais, o levantamento mostrou que o preço do metro quadrado foi mais caro em São Paulo (R$ 9.673), Rio de Janeiro (R$ 9.631) e Brasília (R$ 8.743).

Os valores mais baixos, por outro lado, foram observados em Campo Grande (R$ 4.530), João Pessoa (R$ 4.849) e Goiânia (R$ 5.057).

G1 – GLOBO

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