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‘Barulho político’ explica alta do dólar e impede queda da cotação para R$ 4, diz Paulo Guedes

Guedes: dólar era para estar caindo, mas barulho político não deixa

Guedes: dólar era para estar caindo, mas barulho político não deixa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (14) que a cotação do dólar deveria estar caindo, mas que “o barulho político” mantém a moeda norte-americana em alta.

Nesta terça, o dólar fechou o dia em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,2578. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 1,7% no mês e de 1,36% no ano.

“Esse dólar já era para estar descendo mesmo, mas o barulho político não deixa descer”, afirmou durante evento de um banco de investimentos em São Paulo.

Segundo o ministro, com o desempenho da balança comercial brasileira e a “austeridade” dos gastos públicos, a taxa de câmbio deveria estar entre R$ 3,80 e R$ 4,20.

— Foto: G1

“O câmbio de equilíbrio devia ser hoje uns R$ 4, R$ 3,80. Se estivesse tudo normal, R$ 4 — estava entre R$ 3,80 e R$ 4,20”, afirmou.

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O ministro não nomeou os responsáveis pelo que chamou de “barulho político”. Porém, ressalvou que crises entre os Poderes Executivo e Judiciário são normais e deu exemplos relacionados à Suprema Corte dos Estados Unidos.

“Está acontecendo isso aqui também. O pau está comendo”, afirmou. “Mas as instituições estão evoluindo”.

Nas manifestações de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro fez ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e chegou a dizer que não cumpriria decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, o que gerou repercussões negativas no mundo político e econômico.

Porém, na quinta-feira (9) o presidente divulgou uma “Declaração à Nação”, em que recuou das ameaças golpistas e negou “intenção de agredir” Poderes.

Na última sexta-feira (10), Guedes havia dito que o “barulho sobre instituições e democracia” dos dias anteriores poderia afetar a economia e provocar uma desaceleração do crescimento.

G1 – GLOBO

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Missão da SpaceX pousa no Oceano Atlântico depois de três dias na órbita da Terra

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Cápsula da SpaceX pousa no mar — Foto: Reprodução

A histórica missão espacial de 3 dias orbitando a Terra chegou ao fim neste sábado (18), por volta das 20h (horário de Brasília). A SpaceX e seu dono, Elon Musk, tomam a dianteira na “corrida” bilionária da exploração do turismo espacial.

A Dragon aterrisou no Oceano Atlântico, na costa da Flórida, amortecida por quatro paraquedas. Antes disso, a cápsula deu voltas na Terra numa velocidade 22 vezes maior que a do som. No retorno, a nave se livrou do “porta-malas”, como mostra a animação abaixo, antes de girar 180 graus para se dirigir à rota de descida. Ao reentrar na atmostfera terrestre, abriu os paraquedas.

Veja como será o pouso da SpaceX

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A viagem Inspiration4 é um marco no turismo espacial por ao menos dois motivos:

  • tem a primeira tripulação só de civis a alcançar a órbita da Terra – não há nenhum astronauta profissional a bordo;
  • são os humanos que chegaram mais longe desde o programa Apollo, da Nasa, que levou o homem à Lua e foi encerrado nos anos 70.

Não à toa, Elon Musk, que não faz parte da tripulação, foi cumprimentado por seus “rivais”.

Richard Branson, da Virgin Galactic, que pode ser chamado de pioneiro do turismo espacial por ter feito um voo apenas 2 meses antes, escreveu: “Parabéns a Elon Musk e a tripulação SpaceX Inspiration4 por alcançar a órbita, outro grande momento para a exploração espacial”.

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Confira os melhores momentos da decolagem da SpaceX

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Isso porque, apesar de ser o primeiro, o voo de Branson, feito em um misto de avião com foguete, não chegou à órbita da Terra, sendo chamado de suborbital. O mesmo aconteceu com Jeff Bezos, em agosto, a bordo da nave da sua empresa Blue Origin.

Se não foi o pioneiro, Bezos marcou por sua tripulação ser a primeira sem astronautas profissionais. E também por ter a pessoa mais jovem e a mais velha a irem ao espaço.

Mas cabe à empresa de Musk o feito do voo mais longo com civis, que foi além da distância do telescópio Hubble e da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), alcançando velocidade 22 vezes maior que a do som, enquanto os demais não passaram nem uma hora nos voos suborbitais.

É preciso ainda vencer o último desafio, da volta com sucesso.

Famoso por suas polêmicas, o dono da SpaceX e da fabricante de carros elétricos Tesla não deu muitas declarações sobre a missão até agora, passando a maior parte do tempo retuitando posts do perfil da missão.

Tripulantes de voo orbital da SpaceX fazem live direto do espaço

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Musk se disse honrado por ter desejado boa viagem à tripulação, no local da decolagem; na quinta (16), informou ter falado com a equipe no e que tudo corria bem. E, nesta sexta (17), se “desculpou” porque o time estava comendo pizza fria no espaço.

“Sinto muito que estava fria. Na próxima, a (cápsula) Dragon terá aquecedor de comida e wi-fi grátis”, brincou o empresário.

Saiba mais sobre a Inspiration4 em vídeos e infográficos:

Saiba mais sobre a missão Inspiration4, viabilizada pela SpaceX — Foto: Wagner Magalhães/G1

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VOO ORBITAL DA SPACEX

G1 – GLOBO

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