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Investimento estrangeiro no Brasil dobra, mas fica baixo do nível pré-Covid

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Foto: David Maxwell/Bloomberg

Os fluxos globais de investimento estrangeiro direto tiveram forte recuperação em 2021, ao subir 77%, para cerca de US$ 1,65 trilhão

Douglas Gavras

Após um 2020 de forte queda na economia internacional, o IED (Investimento Estrangeiro Direto) global teve uma forte recuperação em 2021, mas a retomada se deu de forma desigual, e o Brasil ainda não voltou ao nível pré-pandemia, segundo a Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento).

De acordo com o monitor da Unctad publicado nesta quarta-feira (19), os fluxos globais de investimento estrangeiro direto tiveram forte recuperação em 2021, ao subir 77%, para cerca de US$ 1,65 trilhão (R$ 9,07 trilhões), superando o nível pré-Covid.

No caso do Brasil, o IED mais que dobrou no ano passado, para US$ 58 bilhões (R$ 318,8 bilhões), mas vindo de um patamar baixo em 2020 (US$ 28 bilhões ou R$ 153,9 bilhões), segundo a agência da ONU. O relatório também ressalta que as entradas de investimento estrangeiro no país se recuperaram, mas permaneceram um pouco abaixo do nível pré-pandemia.

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As economias desenvolvidas tiveram o maior aumento de longe, com o IED atingindo cerca de US$ 777 bilhões (R$ 4,27 trilhões) em 2021 -três vezes o nível de 2020, mostra o relatório.

Os investimentos nos Estados Unidos mais do que dobraram, influenciados por um aumento nas fusões e aquisições.
Já nas economias em desenvolvimento, os fluxos do IED aumentaram 30%, para quase US$ 870 bilhões (R$ 4,78 trilhões), com uma aceleração do crescimento no leste e no Sudeste Asiático (20%), uma recuperação para níveis próximos aos de antes da pandemia na América Latina e no Caribe, e um aumento na Ásia Ocidental.

“A recuperação dos fluxos de investimento para os países em desenvolvimento é encorajadora, mas a estagnação de novos investimentos em países menos desenvolvidos e em setores da indústria importantes para as cadeias produtivas –como eletricidade, alimentos ou saúde– é motivo de preocupação”, disse a secretária-geral da Unctad, Rebeca Grynspan.

O relatório também diz que a confiança dos investidores é crescente no setor de infraestrutura, apoiada por condições favoráveis de financiamento a longo prazo, pacotes de estímulos de recuperação e programas de investimento no exterior.

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Os financiamentos internacionais de projetos aumentaram 53% em número e 91% em valor, com avanços consideráveis na maior dos países ricos, na Ásia e na América Latina e Caribe. O relatório não discute os desafios para o investimento em 2022, mas analistas apontam um cenário de turbulência, com a eleição em outubro, os desdobramentos da nova variante do coronavírus e seus impactos na economia global.

Fonte: Jornal de Brasilia

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Despacho gratuito de bagagem: o que foi aprovado no Congresso

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Depois de aprovada no Senado, a volta do despacho gratuito de bagagens em voos operados no Brasil também passou na Câmara dos Deputados. A proposta agora precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e só então será considerada válida. O governo já indicou ser contra.

Se for sancionada, a nova regra permitirá:

 

  • despacho gratuito de bagagem de até 23 kg em voos nacionais;
  • despacho gratuito de bagagem de até 30 kg em voos internacionais;
  • o Código de Defesa do Consumidor classificar como prática abusiva esta cobrança por parte das companhias aéreas.

 

Como é hoje:

 

  • Em 2016, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou uma resolução que dá ao passageiro o direito de levar na cabine uma bagagem de mão de até 10 kg e autoriza as aéreas a cobrarem por bagagens despachadas. Ela começou a ser praticada em 2017.
  • Atualmente, bagagens de até 23 kg em voos nacionais e 32 kg nos voos internacionais são cobradas à parte, com um valor adicional ao da passagem. Cada empresa estabelece o critério de cobrança e as dimensões das malas.
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Seis meses depois da regra começar a valer, o preço médio dos bilhetes ficou praticamente estável, de acordo com levantamento da própria agência.

Atualmente, os preços das passagens vêm subindo por conta do custo da querosene, acompanhando a alta do petróleo.

Fonte: G1

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