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Pastagem ocupa 75% do desmatamento em florestas públicas na Amazônia, aponta Ipam

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Vista aérea mostra gado pastando em área desmatada da Amazônia próxima a Porto Velho, no dia 14 de agosto. — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Pastagens ocupam 75% das áreas desmatadas em terras públicas não destinadas na Amazônia, revelou um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) publicado na terça-feira (26).

Em pouco mais de duas décadas, entre 1997 e 2020, foram desmatados 8% das florestas públicas existentes da Amazônia Legal, um total de 21 milhões de hectares. A área devastada neste período é maior que o estado do Paraná.

O problema não para por aí, segundo o Ipam: o desmatamento em terras públicas vem se intensificando nos últimos dez anos, período em que ocorreu 52% de todo o desmatamento registrado na área.

Veja o que mais revelou o estudo sobre as terras públicas do Ipam:

  • 44% de todo o desmatamento na Amazônia dos dois últimos anos (2019 e 2020) ocorreu em terras públicas;
  • 67% do desmatamento registrado nas terras públicas em 2019 e 2020 aconteceu nas florestas não destinadas;
  • 22% da área desmatada em terras públicas não destinadas na Amazônia é abandonada; Após 5 anos, essas terras apresentam algum grau de regeneração da vegetação;
  • Conversão da floresta em pasto é “regra” em terras devolutas e florestas não destinadas na Amazônia
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“A grilagem é um fator de risco para o equilíbrio climático do planeta, e ainda carrega para o setor da pecuária dois problemas: ilegalidade e mais emissões de gases do efeito estufa”, diz o pesquisador sênior do Ipam, Paulo Moutinho.

Ação da PF-AC em 2020 identificou trabalho escravo, desmatamento ilegal e invasão de terras públicas no Acre. — Foto: Arquivo/PF-AC

De acordo com a nota técnica do estudo, o boi criado nessas áreas públicas desmatadas e griladas é vendido para outras fazendas, e, “mais cedo ou mais tarde, acaba invariavelmente em um frigorífico. Como as empresas não monitoram o cumprimento de regramentos sociais e ambientais de seus fornecedores indiretos, ele não é computado como carne de desmatamento ilegal”.

Ao todo, a Amazônia Legal tem 276,5 milhões de hectares de florestas públicas.

G1 – GLOBO

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FipeZap: Preços dos imóveis têm alta de 0,53% em novembro; veja cidades com metro quadrado mais caro

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Imóveis novos na capital paulista — Foto: Ardilhes Moreira/ G1

O preço de venda dos imóveis residenciais registrou um novo aumento de 0,53% em novembro, segundo o Índice FipeZap divulgado nesta quarta-feira (1). No mês passado, a alta foi de 0,43%.

A alta apurada pelo Índice FipeZap em novembro deve ficar abaixo do avanço projetado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a inflação deve ter subido 1,03% no mês passado.

No acumulado do ano, os preços dos imóveis residenciais avançaram 4,78%, também abaixo da inflação esperada para o período (9,35%).

Em novembro, a maioria das capitais monitoradas pelo Índice FipeZap tiveram alta no preço médio de venda dos imóveis. A exceção foi Salvador (BA), com queda de 0,11%. Os maiores aumentos foram observados em Maceió (1,63%), Brasília (1,46%) e Curitiba (1,45%).

No acumulado em 12 meses, o Índice FipeZap tem alta de 5,27%, enquanto a expectativa para a inflação é de 10,83%.

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Metro quadrado

Entre as capitais, o levantamento mostrou que o preço do metro quadrado foi mais caro em São Paulo (R$ 9.673), Rio de Janeiro (R$ 9.631) e Brasília (R$ 8.743).

Os valores mais baixos, por outro lado, foram observados em Campo Grande (R$ 4.530), João Pessoa (R$ 4.849) e Goiânia (R$ 5.057).

G1 – GLOBO

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