Dandara Albuquerque apoia desconstrução do Egito em ‘Gênesis’: ‘Decisão pertinente’

Dandara Albuquerque celebra as discussões levantadas com sua vilã Neferíades da novela “Gênesis” ao fazer um paralelo aos dias atuais. Na trama épica que se encaminha para o final, a mulher de Potifar (Val Perré) tem o nariz decepado ao ser flagrada na cama com Teruel (Amaurih de Oliveira), um dos soldados do exército egípcio. “São feitas reflexões importantes sobre ‘solidão a dois’ e carência afetiva, machismo e patriarcado”, exemplifica ao Purepeople.

Apesar disso, a atriz não sai em defesa da egípcia, que encontra na prostituição maneira de sobreviver após deixar o palácio de Sheshi (Fernando Pavão). “Estou muito feliz com o retorno do público. Recebo mensagens do tipo ‘amo odiar a Neferíades’ e isso é sinal de que meu trabalho está sendo bem recebido. Mas é evidente que algumas das atitudes dela são indefensáveis e que é preciso levar em consideração o contexto histórico que a trama está inserida”, pondera.

“Sobre o tema adultério, é importante ponderar que na mesma sociedade em que aos homens era autorizado o casamento com várias mulheres, as que eram consideradas adúlteras podiam ser mutiladas e/ou executadas. E isso infelizmente ainda acontece em muitos lugares do mundo nos dias atuais. Fico feliz por saber que através do meu trabalho tais questões sejam discutidas”, prossegue.

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‘Neferíades tem urgência de se sentir amada’

Para compor a vilã, Dandara buscou inspiração em filmes como “Medéia” e “Cleópatra”, contou com a colaboração dos preparadores de elenco e coaching, e optou por cruzar a fronteira de arquétipos e estereótipos. “Mergulhando assim em toda sua complexidade e buscando trazer mais camadas para minha interpretação. A Neferíades é intensa, passional, que possui defeitos, qualidades, fragilidades e vulnerabilidades”, enumera

“Ela carrega dentro de si uma urgência que é a necessidade de se sentir amada e usa todos os recursos que possui para conquistar seu objetivo, incluindo poder e sedução. No entanto, também se depara com a solidão, vazio existencial, a insatisfação com seu casamento e frustração por não ter suas necessidades emocionais e sexuais atendidas”, opina.

“E como a fronteira entre o amor e o ódio é tênue, a dor da rejeição serve como gatilho para que todos esses sentimentos se tornem uma potente arma de (auto) destruição”, acrescenta Dandara.

PurePeople

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