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Ana Patrícia lamenta eliminação e revela: “Tive uma queda de glicemia, desmaiei no colo da Rebecca, passei muito mal na última noite”

Ana Patrícia: “Algumas vezes pensei em desistir” (Foto: Divulgação/FIVB)

O vôlei de praia feminino do Brasil se despediu da disputa olímpica em Tóquio após a rodada desta segunda-feira (02). Em partida válida pelas quartas de final da competição, Ana Patrícia e Rebecca lutaram muito, mas acabaram superadas por Anouk Vergé-Dépré e Joanna Heidrich, da Suíça. As suíças levaram a melhor por 2 sets a 1 (21/19, 19/21 e 15/12), na arena montada no parque Shiokaze.

O resultado não foi o esperado, mas as brasileiras saíram de quadra com a cabeça erguida. Após o duelo, Rebecca comentou sobre o sentimento que ficou com toda a experiência olímpica.

“Estamos felizes com o que fizemos. Não foi fácil chegar aqui. Batalhamos muito para conquistar a vaga e o direito de estarmos nesta competição. Fizemos uma participação. Sabíamos que o jogo de hoje seria muito difícil, decidido no detalhe. Mas nós cometemos alguns erros. Sentimos um pouco por ser nossa primeira participação olímpica e vimos como é difícil. O esporte é isso, agora temos que descansar a cabeça e já pensar no próximo desafio. A próxima edição dos jogos já está logo ali”, disse Rebecca.

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A atleta cearense foi a mais acionada na partida, e ficou com a maior responsabilidade de passe e ataque. Para Rebecca a dificuldade imposta já era esperada.

“Elas sacaram muito em mim. E isso me forçou muito a pensar no jogo o tempo todo, avaliar os golpes. Algumas bolas eu ataquei e elas defenderam. Sabíamos o jeito delas jogar, que teria essa questão de provocações, de falar o tempo todo, mas eu não entro neste tipo de jogo. São coisas do jogo, você pensa nos familiares e amigos, tem uma questão mental. Mas estou tranquila porque demos o nosso máximo”, completou.

Ana Patrícia revelou que se sentiu mal na noite anterior e que ainda não estava totalmente recuperada no confronto das quartas de final. Mesmo assim a bloqueadora lutou até o final e agradeceu o apoio da parceira e de toda a torcida brasileira.

“Não faltou luta para a gente. Ontem eu tive uma queda de glicemia, desmaiei no colo da Rebecca, passei muito mal na última noite. Fico triste com a derrota, mas feliz pela nossa luta. Algumas vezes pensei em desistir, mas a Rebecca sempre esteve do meu lado. Voltamos para casa com a consciência tranquila. Realizamos nosso trabalho e colhemos os frutos da nossa entrega. Agradeço a todos que acreditaram e torceram, fizeram a diferença”, contou Ana.

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A esperança de medalha para o Brasil está agora com Alison e Álvaro Filho. Eles jogam as quartas de final nesta terça-feira (03), às 22h (hora de Brasília) contra Plavins/Tocs, da Letônia.

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Usuários de lentes de contato sofrem em tempo de seca

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Devido à baixa umidade, acessório pode causar coceira, irritação e até lesões corneanas

 Comum na região Centro-Oeste nesta época do ano, a seca vem castigando os brasilienses. Além de aumentar o caso de alergias, causar mal-estar e ressecamento da pele, também gera desconfortos na visão, causando aumento de pacientes com síndrome do olho seco. O problema, entretanto, ficou ainda mais acentuado neste período de pandemia, quando muitos usuários de óculos trocaram esse acessório por um outro: a lente de contato, mais prática neste tempo indispensável do uso das máscaras de proteção facial.

Para quem se adapta bem, as lentes são uma ótima opção pois permitem uma visão total, já que acompanham o direcionamento olhos, proporcionando mais liberdade de movimento. Porém, durante este período do inverno aqui de Brasília, as lentes de contato podem ser uma fonte de irritação. Isso porque a baixa umidade do ar acarreta uma maior evaporação da lágrima, o que aumenta o atrito das lentes com a superfície ocular, o que pode provocar coceira, deixar os olhos constantemente vermelhos e causar, inclusive, lesões corneanas. “O incômodo é tamanho que muitos pacientes sequer conseguem usá-las. Alguns precisam de medicamentos para ajudá-los a aumentar a lubrificação dos olhos”, explica o Dr. José Geraldo Pereira, especialista em Estrabismo, Pterígio e Lentes de Contato Grupo Inob, uma empresa do Opty.

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O especialista ressalta que para aliviar o desconforto, existem colírios apropriados: os vasoconstritores, com corticóides ou mesmo os lubrificantes. Mas é preciso ficar atento, apesar de serem facilmente adquiridos nas farmácias, colírios são remédios e só podem ser utilizados com indicação de um médico.  “Muita gente tem o hábito de pedir a indicação de um amigo ou mesmo usar o colírio que um familiar já está utilizando. Cuidado! Isso pode  outros problemas. Até mesmo aqueles lubrificantes, vendidos sem a necessidade de receita, só podem ser usados à vontade caso não tenham conservantes e o oftalmologista é quem vai orientar seu uso”, assegura.

Apesar da praticidade, as lentes de contato demandam cuidados especiais. Por estar em contato direto com o olho, elas podem provocar uma infecção, caso não sejam manuseadas de forma segura. Mais da metade dos casos de contaminação de córnea no mundo são causados pelo uso de lentes fora da validade, má higienização ou armazenamento incorreto. “É fundamental ter uma solução de limpeza específica e um estojo apropriado para armazená-las. Também é recomendado lavar as mãos com um sabonete bactericida antes de pegá-las. Nada de soro fisiológico, que não possui agentes de limpeza adequados para lubrificar e desinfetar as lentes, e nunca cuspa ou use água corrente na lente ou no estojo, pois ao invés de limpá-los você pode contaminá-los ainda mais. Outra recomendação é não dormir com as lentes, pois isso diminui a chegada do oxigênio por meio da lágrima, castigando muito a córnea”, avisa. “É importante frisar que a adaptação de lentes de contato é um ato médico. Só o especialista, no caso o oftalmologista vai indicar a melhor maneira de evitar este desconforto e usar suas lentes com toda segurança”, completa.

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O Dr. José Geraldo ressalta que, no início da pandemia, o recomendado era abandonar as lentes de contato e usar os óculos. Isso porque imaginava-se que o processo de colocar e tirar a lente dos olhos poderia facilitar a transmissão da Covid-19, já que a doença também é propagada pelo contato com as mãos. Porém, o especialista assegura que não há evidências que atestem que o uso das lentes favoreça o contágio do novo coronavírus. “O asseio é fundamental para afastar o risco de contaminação, seja pelo coronavírus ou por partículas estranhas. Reforçando que com ou sem lentes, no dia a dia, devemos evitar o contato das mãos não higienizadas nos olhos. O segredo para manter seus olhos saudáveis é um só: higiene”, finaliza.

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